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Geração: capacidade cresce 4%(0) A capacidade instalada no Brasil chegou a 117.134,72 megawatts (MW) em 2011, o que corresponde a um crescimento de 4% em relação a 2010. O volume total de energia elétrica foi proveniente de 2.608 usinas hidrelétricas, termelétricas, eólicas, nucleares, pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas, segundo dados do relatório de fiscalização da Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel) que apresenta a atualização do parque gerador do Brasil até o dia 31 de dezembro do ano passado. A energia das hidrelétricas predomina e responde por 66,91% da capacidade instalada do país, seguida das termelétricas, com 26,67%, e das pequenas centrais hidrelétricas, com 3,3%. Compõem ainda a matriz 1,71% de potência de usinas nucleares, 1,22% de eólicas e 0,18% das centrais geradoras. No relatório constam também os empreendimentos que entraram em operação comercial ao longo de 2011 e geraram uma potência de 4.199,3 MW. Dos quais 1.142,8 MW são de hidrelétricas, 432,7 MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCH), 498,3 MW de eólicas e 2.125,5 MW de UTES, divididas entre térmicas movidas a combustível fóssil (1.206,45 MW) e à biomassa (919,05 MW). Via: www.ambienteenergia.com.br |
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Embaixador Ruben Ricupero critica pauta da Rio+20(0) O documento com a pauta dos temas a serem debatidos na Rio+20 foi bastante criticado pelo embaixador Rubens Ricupero, que foi um dos negociadores da Eco92. Para ele, o foco da reunião deveria ser mais voltado para as questões ambientais. Diante desta divergência de opiniões, Ricupero fará um documento, a ser enviado para o governo, criticando a pauta. A refutação conta também com o apoio do físico José Goldemberg e do ex-deputado Fábio Feldmanm, que auxiliarão a criação de um documento alternativo com diretrizes focadas realmente em meio ambiente. Para o embaixador, os três pilares da sustentabilidade são obtidos somente a partir da preocupação com o meio ambiente. “As pessoas não percebem que o ambiente é a condição de possibilidade dos pilares econômico e social. O foco da conferência Rio+20 deve ser ambiental”, defendeu. Ricupero protege a ideia de que existam assuntos importantes e extremamente urgentes que devem ser tratados na conferência da ONU. Um dos temas citados por ele é a mudança na temperatura global, a exemplo do que ocasionou a Era Glacial. “O que nos separa da última era glacial é uma diferença de cinco graus Celsius. Se nós tivermos mais cinco graus Celsius a partir de agora, não sabemos o que vai acontecer”, explicou o embaixador. O documento alternativo será encaminhado ao governo brasileiro, mas mesmo que não seja usado na mesa de discussões das autoridades mundiais, Ricupero garante que se esforçará para que os assuntos sejam discutidos pela sociedade civil durante o evento. Com informações da Folha. |
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Biochip mede nível de glicose na saliva(0) O fim da picada Acaba de ser criado um novo sensor capaz de detectar os níveis de açúcar no sangue analisando, não o sangue, mas a saliva. Quando totalmente desenvolvida, a técnica poderá representar o fim das picadas a que pacientes de diabetes estão sujeitos diariamente. Domenico Pacifici e seus colegas da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, incorporaram a técnica em um chip milimétrico, usando as mesmas tecnologias usadas pela microeletrônica para fazer processadores de computador. Segundo eles, a tecnologia poderá ser usada também para detectar outras substâncias químicas, de compostos biológicos a contaminantes. “E poderá detectar todos de uma vez, em paralelo, no mesmo chip,” afirma. Plasmônica A nova técnica é fruto de uma convergência entre a nanotecnologia e um campo ainda mais recente, chamado plasmônica, que explora a interação entre os elétrons e os fótons, criando “ondas” chamadas plásmons de superfície. “Esta é uma prova de conceito de que interferômetros plasmônicos podem ser usados para detectar moléculas em baixas concentrações,” afirma Pacifici. A glicose na saliva humana tipicamente tem uma concentração 100 vezes menor do que no sangue. Nos testes, o biochip conseguiu medir com precisão concentração de glicose na água de 0,36 miligramas por decilitro. Interferômetro plasmônico Para criar os sensores, os pesquisadores escavaram dois tipos de nanoestruturas em uma pastilha: uma fenda, que captura e confina os fótons, e ranhuras ao seu lado, que, ao contrário, dispersam a luz. Essa luz dispersada interage com os elétrons livres na superfície metálica do sensor, uma interação que cria os plásmons de superfície, um tipo especial de onda cujo comprimento é menor do que um fóton no espaço livre. Essas ondas plasmônicas movem-se ao longo da superfície do sensor até encontrarem os fótons que ficam presos na fenda, chocando-se com essas ondas de luz. Essa interferência entre as duas ondas determina as intensidades máxima e mínima da luz transmitida através da fenda. Este é o padrão, que gera a “nota básica” do interferômetro, por assim dizer, no “vazio”. Sensitividade Quando uma molécula entra no circuito, tocando a superfície de prata do sensor, ela induz uma alteração na onda plasmônica, por sua vez ocasionando uma alteração na intensidade de luz que passa pela fenda. A medição dessa alteração permite que os pesquisadores identifiquem as moléculas na superfície do sensor, eventualmente localizando aquela que está sendo procurada. “Poderá ser possível usar esses biochips para fazer exames de múltiplos biomarcadores para pacientes individuais, tudo de uma vez e em paralelo, com uma sensitividade sem precedentes,” resume Pacifici. |
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Conheça a promissora biocélula entrópico-bacteriana(0) Bateria híbrida Foi demonstrado recentemente que é possível transformar a entropia de um sistema em eletricidade, o que levou à criação de uma bateria entrópica. Em outra linha, as células a combustível bacterianas estão cada vez mais próximas do uso prático, sobretudo com um reforço recente de “bactérias do espaço“. Agora, um grupo de pesquisadores juntou essas duas tecnologias, aparentemente sem nenhuma conexão, para criar uma nova opção que é não apenas uma geração limpa de eletricidade, mas também uma geração de eletricidade que limpa – neste caso, as águas servidas que vão para os esgotos. “Nós estamos pegando duas tecnologias, com uma delas com suas próprias limitações, e colocando-as juntas. Combinadas, elas superam as limitações das tecnologias individuais,” explica o professor Bruce Logan, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Eletrodiálise reversa Produzir energia a partir da diferença de entropia entre a água do mar e a água doce – por meio da chamada eletrodiálise reversa – é mais conveniente no litoral, mais especificamente onde um rio chega ao mar. O que os pesquisadores fizeram foi usar uma solução do sal bicarbonato de amônia para combinar a degradação das águas servidas, usada para gerar energia por meio debiocélulas bacterianas, com a geração de energia extraída do gradiente água doce/água salgada. Com isto, tornou-se possível construir um novo sistema de geração de energia, duplamente potencializado, que pode funcionar em qualquer lugar. A eletrodiálise reversa extrai energia da diferença iônica entre a água doce e a água salgada. O gerador consiste em uma série de pares de membranas de troca iônica alternadas – positivas e negativas. Cada par vai contribuindo incrementalmente para a energia produzida. Este é justamente o maior problema, porque uma saída com potência útil razoável exige uma quantidade de membranas muito grande. O que os pesquisadores descobriram é que, usando bactérias que liberam elétrons ao consumir material orgânico – as chamadas bactérias exoeletrogênicas – é possível diminuir muito a quantidade de pares de membranas usadas. E, além disso, o aparato aumenta o rendimento das próprias bactérias. Biocélulas bacterianas entrópicas O pesquisador Roland Cusick teve a ideia de colocar um conjunto de membranas da bateria entrópica entre os eletrodos de uma célula a combustível bacteriana. Como seria de se esperar, ele batizou o novo dispositivo de “célula microbiana com eletrodiálise reversa”, nada mais do que a junção das duas tecnologias, cada uma das quais otimizadas pela integração. Fazendo os cálculos apenas para os resíduos orgânicos dos EUA, os pesquisadores calculam que as biocélulas bacterianas entrópicas, quando totalmente desenvolvidas, têm um potencial de geração de energia de 17 GW, além de tratar todas as águas servidas produzidas pela população – um reator nuclear tipicamente produz 1 GW. Por enquanto a nova biocélula foi testada apenas em modo estanque – sendo enchida e esvaziada depois de consumir a matéria orgânica. Para uma aplicação prática, ela deverá ser operacional em um modo de fluxo contínuo de água servida. Outra possibilidade, afirmam os pesquisadores, é que sua biocélula híbrida pode ser configurada para produzir hidrogênio, em vez de eletricidade. |
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Novo microscópio eletrônico enxerga um décimo do diâmetro de um átomo(0) Microscópio pticográfico Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, afirmam ter descoberto uma forma de “revolucionar a microscopia eletrônica”. O professor John Rodenburg e sua equipe apresentaram uma técnica, chamada pticografia, que poderá criar as imagens de mais alta resolução já vistas. “Nós demonstramos que podemos aumentar o limite de resolução de uma lente eletrônica por um fator de cinco. Uma extensão do mesmo método deverá alcançar a mais alta resolução já obtida em imagens por transmissão, cerca de um décimo do diâmetro de um átomo,” afirma o pesquisador. Observação de amostras vivas A técnica é aplicável a microscópios que utilizem qualquer tipo de onda e tem outras vantagens sobre os métodos convencionais. Por exemplo, quando usada com luz visível, a nova tecnologia gera um tipo de imagem que permitirá que os cientistas vejam células vivas muito claramente sem a necessidade de estampá-las em lâminas de vidro, um processo que geralmente mata as células. O novo método também dispensa a necessidade de colocar uma lente muito próxima de uma amostra viva, o que significa que as células poderão ser vistas através de recipientes grossos, como placas de Petri ou frascos. Assim, as amostras poderão ser acompanhadas à medida que se desenvolvem e crescem durante dias ou semanas, sem que as observações perturbem o processo natural. Imagens borradas Há décadas, os microscópios de transmissão eletrônica têm permitido que os cientistas olhem através de um objeto para estudar suas características atômicas internas. Sua maior limitação tem sido a qualidade relativamente “pobre” das lentes que são usadas para formar as imagens. “Uma imagem eletrônica ou de raios X típica é cerca de 100 vezes mais borrada do que o limite teórico imposto pelo comprimento de onda,” conta Rodenburg.
Pticografia eletrônica A nova técnica é chamada de pticografia eletrônica, uma espécie de imageamento difrativo. Sua grande vantagem é a eliminação da lente, com a imagem sendo formada usando programas de computador para reconstruir as ondas de elétrons que se espalham quando passam pela amostra. “Nós medimos padrões de difração, e não imagens. O que nós gravamos equivale à intensidade das ondas – de elétrons, de raios X ou de luz – que foram dispersadas pelo objeto, o que é chamado de ‘intensidade’,” explica o pesquisador. “Entretanto, para formar uma imagem, nós precisamos saber quando os picos e vales das ondas chegam no detector, ou seja, sua fase. O x da nossa descoberta foi desenvolver uma forma de calcular a fase das ondas partindo unicamente de sua intensidade,” completa. O que o programa de computador faz é, ao receber a informação do detector, reconstruir o caminho da onda difratada, identificando as características precisas do objeto que geraram seu espalhamento. Isto permite uma resolução inédita, porque elimina qualquer aberração antes causada pelas lentes. |
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NASA ativa primeiro posto de combustível espacial(0) Posto-laboratório A NASA acaba de colocar em operação o primeiro posto de combustível espacial. Os astronautas a bordo daEstação Espacial Internacional ativaram a tão esperada missão RRM (Robotic Refueling Mission, ou missão de reabastecimento robótico). A seguir, ela foi controlada remotamente pelos operadores em terra. O “posto espacial” é uma estação experimental localizada do lado de fora da Estação e operada pelo robô espacial Dextre. Na verdade o chamado posto espacial é um laboratório, ainda não é capaz de abastecer um satélite de verdade. O objetivo dos testes é desenvolver as tecnologias, ferramentas e técnicas para permitir missões de reabastecimento robotizado de satélites artificiais em operação. Robô espacial Esta é a primeira vez que o Dextre, fabricado pela Agência Espacial Canadense, é usado para os objetivos principais para os quais ele foi projetado, ou seja, para apoiar experimentos científicos e tecnológicos. Durante os testes, engenheiros no Centro Espacial Johnson controlaram remotamente o Dextre para retirar as “tampas do tanque de combustível” normalmente usadas em satélites – as tampas são simulações montadas dentro do módulo RRM. Depois de tirar a tampa com sucesso, os engenheiros fizeram o reabastecimento e simularam diversas outras situações, incluindo a manipulação de peças dentro do módulo. O rack possui peças dos tipos mais comuns de satélites artificiais em operação, a maioria dos quais não foi projetada tendo o reabastecimento espacial em mente. Abastecimento robótico O módulo RRM continuará sendo usado nos próximos dois anos para demonstrações e testes de técnicas e ferramentas. O objetivo final é usar o conhecimento obtido para desenvolver naves autônomas que possam ir ao espaço levar combustível para satélites que estejam ficando com o tanque vazio, o que normalmente significa o fim de sua vida útil. |
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Governo quer “PAC do PAC” para acelerar grandes obras(0) O governo controlará com mais rigor a execução das obras “estruturantes” que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Uma lista com 10 a 20 “megaempreendimentos” de infraestrutura será encaminhada pelo Ministério do Planejamento ao Palácio do Planalto. A ideia é que a presidente Dilma Rousseff visite pessoalmente esses projetos, fazendo uma inspeção física e levando toda a equipe de altos funcionários capazes de destravar os obstáculos para o andamento das obras. O Valor apurou que estão na lista a usina hidrelétrica de Belo Monte, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), o porto de Santos, a duplicação da BR-101 em Santa Catarina e a ampliação de capacidade da hidrovia do Tietê. “Teremos um monitoramento in loco”, disse ontem a ministra Miriam Belchior. Ela indicou que a ferrovia Norte-Sul poderá ser a próxima visita de Dilma. Na semana que vem, Miriam e o ministro dos Transportes, Paulo Passos, vão à BR-101, no Nordeste. Ambos os projetos estão atrasados em relação ao planejamento original do governo. O trecho da Norte-Sul entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperava inaugurar até o fim de seu mandato, ficou para julho deste ano. A duplicação da BR-101, entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, arrasta-se há anos e só deve ficar pronta no fim de 2013. O governo faz uma avaliação “muito positiva” da primeira inspeção de Dilma a uma dessas obras, a transposição do rio São Francisco, em fevereiro. Segundo o relato de um auxiliar da presidente, entre 50 e 60 executivos envolvidos diretamente com o empreendimento sentaram-se à mesa com ela e vários ministros para enumerar obstáculos ao andamento mais rápido das obras. “Estavam os projetistas, estavam as construtoras e estavam, as empresas que fazem o gerenciamento das obras. Foi excelente para identificar problemas, destravar pendências e estabelecer metas”, diz um assessor da presidente. A ideia é repetir a experiência nos demais projetos tidos como estruturantes, reunindo não só empresários e executivos, mas governadores e prefeitos, onde há contrapartidas estaduais ou municipais. Na avaliação do governo, o monitoramento “in loco” das megaobras tornou-se mais importante, após a ampliação do PAC com milhares de intervenções de médio porte. Hoje, são mais de 20 mil ações acompanhadas dentro do programa, com obras de saneamento, urbanização e mobilidade. Até o programa Minha Casa, Minha Vida foi incluído. Por isso, o governo percebe agora a necessidade de fazer uma espécie de “PAC do PAC”, com foco em torno de 20 projetos, a fim de acelerá-los. Ao fazer um novo balanço do programa, o governo comemorou a execução orçamentária contabilizada no PAC 2. De acordo com o levantamento divulgado ontem, a execução atingiu R$ 204,4 bilhões em 2011. Isso equivale a 21% do total previsto para o período de 2011 a 2014, que chega a R$ 955 bilhões. Miriam Belchior afirmou que 2012 será “o ano do investimento no Brasil”, devido ao volume de compras decorrentes de grandes obras iniciadas recentemente, como as usinas de Belo Monte, no Pará, e Teles Pires, no Mato Grosso. Em 2011, as operações de financiamento habitacional lideraram os desembolsos de recursos do PAC. Dos R$ 204,4 bilhões injetados no ano passado, R$ 75,1 bilhões estão atrelados a esse tipo de financiamento. Outros R$ 60,2 bilhões foram executados por estatais, enquanto R$ 35,3 bilhões foram aplicados pelo setor privado. Dos recursos do Orçamento Geral da União saíram R$ 20,3 bilhões. Pelo termômetro do governo, 74% dos projetos na área de transportes e 71% dos projetos no setor de energia têm ritmo adequado. Na área de transportes, 8% dos projetos já foram concluídos e 10% requerem atenção. Outros 8% foram classificados como “preocupantes” e tiveram carimbo vermelho. De acordo com o balanço, o PAC 2 já tem concluídos 17% de seus projetos (em quantidade de obras) e 7% (em valores), quando são computadas as áreas de energia, transportes, mobilidade urbana, Luz para Todos e recursos hídricos. (Fonte: Valor Econômico/Daniel Rittner e André Borges ) |
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Abinee pede ao governo que tome medidas para proteger a indústria brasileira(0) Entidade alerta que, pela primeira vez, balança comercial do segmento de GTD fechou negativa Por Wagner Freire O executivo explica que a atual situação foi provocada, em grande parte, pela valorização do real frente a outras moedas estrangeiras. Mas não só. A grande quantidade de produtos asiáticos que entrou no Brasil também contribuiu para esse resultado. Preocupada, a Abinee enviou uma carta ao Ministério de Minas e Energia pedindo providências. Para a associação, é preciso neste momento adotar medidas protecionistas, como a elevação das alíquotas para produtos importados. A Abinee entende também que, para o bem da indústria nacional, é necessário criar estímulo para que essas compras sejam realizadas no Brasil. Isso poderia acontecer até mesmo, por exemplo, pela elevação do índice de nacionalização exigido para os empreendimentos do setor elétrico. “Se o governo não tomar providências logo, pode ser que fique difícil reverter isso”, diz o diretor de GTD da Abinee. Siemens Duarte explica que surgirão muitas oportunidades para 2012 - ano alavancado pelo início pleno dos trabalhos em Belo Monte, hidrelétrica em construção no Pará. “Estamos também atentos à licitação do sistema de transmissão que vai escoar a energia do complexo de Teles Pires. Isso vai estimular novas vendas”, espera Duarte. Sobre a notícia do adiamento do leilão de energia nova A-3, remarcado para 28 de junho pelo Ministério de Minas e Energia, Duarte avalia a medida como positiva - pelo menos para os fornecedores de equipamentos. “Os fabricantes terão fôlego para dar conta dos equipamentos que estão sendo demandados para inúmeros projetos que estão em andamento”. |
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Mercedes apresenta carro invisível de LED(0) A fim de promover o carro sustentável F-Cell, a Mercedes-Benz apresentou uma campanha publicitária inusitada na Alemanha. A montadora cobriu o automóvel de placas LED deixando-o quase invisível. O efeito é uma combinação das placas com a conexão de uma câmera digital Canon 5D Mark II, que é ligada a um notebook. Através do aparelho, o ambiente é reproduzido em todo o carro. O LED praticamente camuflou o veículo. O automóvel possui um sistema de acionamento movido a hidrogênio. Uma célula de combustível produz eletricidade e alimenta o motor elétrico. A mensagem da campanha mostra que como o F-Cell não tem emissões de escape, ele passa despercebido em qualquer lugar. A primeira versão do F-Cell, de 2002, tinha velocidade máxima de 132 km por hora. O atual “Classe B F-CELL” tem motor mais potente de 134 cavalos. De acordo com a fabricante, a tecnologia está pronta para ser comercializada. No entanto, há especulações de que isso ocorra somente a partir de 2014. Pelo menos dois motivos explicam a demora, o fato do hidrogênio ser um combustível difícil de armazenar e transportar e o preço elevado dos materiais que criam uma alternativa viável de célula de combustível. De qualquer maneira, a Mercedes mais uma vez apresenta um conceito inovador de carro ecológico. Soma mais um esforço de ser reconhecido no mercado por produzir veículos com emissões zero e menos impacto no meio ambiente. Com informações do Techtudo e Mashable. |
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Copel desvia curso do rio em obras de construção da PCH Cavernoso 2(0) Usina, que venceu leilão A-3 em 2010, deve começar a operar no segundo semestre deste ano Da redação A Copel acaba de realizar o desvio do rio Cavernoso, no centro-oeste paranaense, como parte das obras de construção da pequena central hidrelétrica (PCH) Cavernoso 2. O projeto, estimado em R$120 milhões, terá 19MW de potência. A estatal destaca que o desvio é um dos marcos mais significativos na construção de empreendimentos hidrelétricos e que a etapa libera para as frentes de trabalho a área correspondente ao leito original - o que permite a instalação de estruturas como o vertedouro e a barragem. “A realização do desvio neste momento permite a manutenção rigorosa dos prazos de geração comercial”, aponta o engenheiro civil e gestor técnico da obra, Luiz Fernando Prates de Oliveira. A instalação da PCH Cavernoso 2 teve início em março de 2011 e está dentro do cronograma esperado, de acordo com a Copel, com início de geração de energia previsto para o segundo semestre deste ano. A usina foi viabilizada em um leilão de fontes alternativas realizado em 2010 e, portanto, precisa operar no primeiro dia de 2013. “A execução da barragem avança a plena força, com metade dos volumes previstos já executada, assim como a concretagem do vertedouro. Na casa de força, seguem atividades de armação, montagem de embutidos e lançamento de concreto estrutural”, explica a empresa. A Copel também conta que as escavações do túnel de adução foram finalizadas e que cerca de 230 trabalhadores atuam na obra nesta fase. |