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Bioalquimia: rejeito industrial vira água limpa Bioalquimia: rejeito industrial vira água limpa(0)

Tratamento de efluentes industriais

Se o seu problema são sujeiras incrustadas em superfícies difíceis de lavar, a solução pode estar em uma torneira com bolhas e ultrassom, que limpa sem pressão.

Mas se a sujeira está dispersa na água, que precisa ser tornada potável porque as pessoas não gostam de tomar água suja, ou ser menos suja porque o meio ambiente não gosta de receber água com rejeitos excessivos, então a saída pode ser a bioalquimia.

É o que propõem cientistas italianos e alemães, que desenvolveram um novo tratamento biológico que reduz a quantidade de lodo presente na água por um fator de 10.

Processos biológicos já são usados em plantas de tratamento de esgoto de todo o mundo.

Mas o problema é mais sério quando se trata daquele líquido quase irreconhecível que sai de indústrias do couro, de tecidos ou farmacêuticas.

Nesses casos, não há micróbio que dê jeito.

Mini-planta de tratamento

A equipe do Instituto de Pesquisas da Água, na Itália, criou então uma tecnologia na qual a biomassa microbiana, que “quebra” os resíduos presentes na água, cresce na forma de grânulos.

Os grânulos são presos nos poros de uma membrana no interior de um reator.

Estressados pelo aprisionamento, os micróbios produzem menos lodo porque não obtêm as condições ideais para se proliferarem.

Assim, produzem-se menos micróbios e menos rejeitos.

A remoção de um quilograma de resíduo por meio de um sistema de tratamento biológico comum produz meio quilograma de lodo, que passa a representar um problema por si só.

“Com esta nova tecnologia, você produz apenas 50 gramas de lodo. Uma planta de tratamento com esta tecnologia poderá ser 10 vezes menor do que as tradicionais,” afirmou Antonio Lopez, diretor do projeto.

Bioalquimia

Mas, para caracterizar a sua alegada “bioalquimia”, os cientistas queriam limpar a água industrial, reduzindo seu impacto ao meio ambiente.

Eles fizeram isto adicionando ozônio ao seu reator.

O ozônio é um oxidante poderoso, que consegue quebrar a maioria dos compostos orgânicos.

No reator bioalquímico, o gás não quebra totalmente os compostos – uma medida de redução dos custos, já que o ozônio não é muito barato – mas os transforma em compostos mais facilmente biodegradáveis.

Os micróbios estressados fazem o resto.

“O tratamento dos efluentes da indústria do couro é uma espécie de benchmark no setor de tratamento de águas industriais porque sua composição é complexa e difícil de tratar,” explica Lopez.

“Em nosso protótipo em escala piloto, o efluente final da indústria do couro se parece com água da torneira,” completou.

Misto de avião e pássaro, robô pousa na mão Misto de avião e pássaro, robô pousa na mão(0)

Avião-robô com asas móveis

Engenheiros conseguiram não apenas construir um avião que voa quase como um pássaro, movimentando as asas para ganhar estabilidade, como também replicaram a capacidade de pouso suave das aves.

Replicando os movimentos de um treinador de falcões, o avião vem pousar suavemente na mão do pesquisador, ajustando-se automaticamente aos movimentos desse “aeroporto móvel”.

O microveículo voador possui asas e leme com múltiplas seções móveis, cada uma controlada por atuadores independentes, tudo embutido no próprio aparelho.

Adequada e automaticamente reorientadas durante o voo, essas superfícies móveis dão ao pequeno avião-robô uma manobrabilidade incomparável.

Nesse primeiro protótipo, essa capacidade de manobras é obtida apenas em modo planeio, ou seja, o avião deve estar descendo de um ponto mais alto para conseguir pousar em um alvo mais baixo.

Robô que pousa no poleiro

“De todas as manobras executadas por aeronaves que batem asas, um pouso em um poleiro é sem nenhuma dúvida a mais difícil,” afirmou Aditya Paranjape, um dos idealizadores do projeto.

Os pássaros pousam em poleiros, galhos de árvores e fios elétricos o tempo todo.

Contudo, para um avião-robô a tarefa é difícil porque o tempo para ajustar as manobras é muito curto, e a precisão exigida é extrema.

“Nós escolhemos uma manobra de pouso empoleirado para demonstrar as capacidades do nosso conceito de asas articuladas, dos nossos algoritmos de controle e do próprio projeto de controle. Em particular, a capacidade de pousar em uma mão humana deixa nosso robô pronto para operar ao redor de humanos,” disse o pesquisador.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Primeiro carro sem motorista é licenciado nos EUA Primeiro carro sem motorista é licenciado nos EUA(0)

Carro do futuro

Europa quer carros sem motorista nas estradas em dez anos, mas foram os Estados Unidos que saíram na frente.

O estado de Nevada acaba de dar autorização para a circulação doGoogle Driverless Car - carro sem motorista da empresa Google.

Na verdade, mais de mil carros inteligentes já estão sendo testados na Europa, mas em condições de avaliação, sem uma licença definitiva.

No Brasil várias equipes trabalham com sistemas autônomos de navegação para veículos.

Para orientar a navegação do carro, o veículo traz câmeras no teto, radares e um laser que o ajuda a “ver” pedestres, ciclistas e os demais carros na estrada.

É reconhecido internacionalmente que a maioria dos acidentes de automóveis ocorre por falha humana.

Assim, o que se espera é que carros inteligentes possam assumir a direção para evitar acidentes.

Supervisores da automação

O veículo licenciado nos EUA é um Toyota Prius, cujo sistema de navegação autônoma está sendo desenvolvido desde 2005 pelo Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Stanford.

 

 

Segundo o engenheiro Sebastin Thrun, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, o carro já percorreu 255 mil quilômetros em testes, durante os quais foi registrado um único incidente, com uma batida sem gravidade.

A licença para a condução automática do veículo foi concedida à empresa e ao seu projeto. Mas o governo estadual já afirmou que pretende, no futuro, conceder licenças a pessoas físicas, que poderão ter seus próprios carros com condução automática.

Contudo, uma legislação que trata do assunto, e que entrou em vigor em março deste ano, afirma que um carro sem motorista precisa ser supervisionado por duas pessoas – um motorista, para casos de emergência e um técnico capacitado para “fiscalizar” o computador de bordo.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Tecnologia revolucionária faz objetos saberem como são tocados Tecnologia revolucionária faz objetos saberem como são tocados(0)

Interatividades possíveis

Imagine colocar o dedo sobre os lábios, em sinal de silêncio, e o seu celular entender e parar de tocar imediatamente.

Imagine a luz da sua sala diminuindo automaticamente de intensidade se você reclinar sua poltrona.

Ou então, a porta do seu quarto trancando-se automaticamente se alguém pegar na maçaneta de um jeito estranho.

A tecnologia para isso, e para um sem-número de outras “interatividades” interessantes, já existe, e se chama Touché.

Objetos com sentidos

Tecnicamente, trata-se de um sensor ao toque capacitivo, o mesmo princípio usado nas telas sensíveis ao toque da maioria dos smartphones.

Contudo, enquanto as versões mesmo dos celulares mais modernos só consegue capturar uma única frequência, o Touché monitora sinais capacitivos ao longo de uma grande faixa de frequências.

Assim, enquanto seu celular consegue plotar uma única coordenada de posição de seu dedo, a nova tecnologia consegue diferenciar a forma como você está tocando.

Por exemplo, o dispositivo consegue identificar se sua mão está pegando em uma maçaneta, ou se está tentando virá-la para a esquerda, ou se está tentando virá-la para direita, se simplesmente você colocou o dedo na maçaneta, e várias outras combinações.

Literalmente, a tecnologia permite que um objeto “sinta” como ele está sendo tocado.

Vida a objetos

Para dar outro exemplo, a sua mesa saberá se você está apoiando a palma de uma das mãos, das duas mãos, um só dedo, um cotovelo, os dois cotovelos, e assim por diante.

A grande vantagem é que os sensores capacitivos são equipamentos robustos e já bem testados, o que permite que eles sejam usados nas mais diversas condições: em objetos sólidos, no ar, ou mesmo na água.

“Em nossos experimentos de laboratório, nós conseguimos dar vida nova a uma série de objetos, dando-lhes uma sensibilidade ao toque de alta-fidelidade.

“Quando combinado com técnicas de reconhecimento de gestos, a tecnologia Touché apresentou taxas de reconhecimento próximas dos 100%,” disse Ivan Poupyrev, pesquisador da Disney Research, que desenvolveu a nova tecnologia com a colaboração de cientistas das universidades de Pittsburgh e Carnegie Mellon.

Acoplamento capacitivo

Tanto o Touché quanto as telas de celulares são baseados em um fenômeno conhecido como acoplamento capacitivo.

Em uma tela sensível ao toque capacitiva, a superfície é recoberta com um condutor transparente energizado. Essa energia é alterada quando o usuário coloca o dedo na tela porque a eletricidade encontra outro caminho para percorrer.

Monitorando as variações no sinal é possível determinar as coordenadas x e y onde o toque ocorreu.

Mas monitorar uma série de frequências gera muito mais informações, além do que diferentes tecidos do corpo possuem propriedades capacitivas diferentes.

Analisar todas essas informações é uma tarefa intensiva em processamento, mas os pesquisadores afirmam que o avanço nos processadores garante uma capacidade suficiente para as necessidades do Touché.

“Esta tecnologia nos permitirá no futuro descartar os teclados, mouses e mesmo as telas sensíveis ao toque,” afirmou Munehiko Sato, um dos criadores da nova tecnologia.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Ligas metálicas inovadoras são desenvolvidas no Brasil Ligas metálicas inovadoras são desenvolvidas no Brasil(0)

Uma liga de magnésio com estrutura em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) capaz de absorver e aprisionar hidrogênio de forma segura, liberando-o somente quando aquecida.

E uma liga metálica que possui maior resistência à corrosão e ao desgaste do que os metais convencionais.

Estes são exemplos de novos materiais, com aplicações em áreas tão diversas como petróleo, energia e biomedicina, que estão sendo desenvolvidos e caracterizados por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Ligas metálicas amorfas

Os pesquisadores começaram a desenvolver e a caracterizar nos últimos anos ligas metálicas com melhores propriedades mecânicas do que os metais convencionais, propriedades estas adquiridas durante o processo de resfriamento a que são submetidas.

Ao serem resfriadas rapidamente em sua fase líquida, na faixa de 1 milhão de graus por segundo, os átomos que compõem a estrutura dessas ligas não têm tempo de se rearranjar de maneira ordenada e formar uma estrutura cristalina de pequenos aglomerados de átomos, como a dos metais convencionais.

Em função disso, em estado sólido, essas novas ligas retêm a mesma estrutura desordenada dos átomos em estado líquido, assumindo a chamada estrutura amorfa.

Por terem sido resfriadas rapidamente, as ligas metálicas amorfas também permanecem em uma condição de metaestabilidade – em que não estão na condição energética mais estável para elas.

Dessa forma, além de apresentar uma série de propriedades diferenciadas dos materiais convencionais, como maior resistência, quando voltam à sua condição de equilíbrio também podem resultar em novas microestruturas, formando, por exemplo, grãos cristalinos na escala nanométrica.

“Essa condição amorfa confere propriedades muito interessantes ao metal, que são muito próximas às de um vidro. Ele se torna frágil, mas ao mesmo tempo também passa a ter uma resistência extremamente elevada”, explica o professor Walter José Botta Filho.

Armazenamento sólido de hidrogênio

Segundo o pesquisador, uma das aplicações dessas novas ligas metálicas nanoestruturadas é no armazenamento sólido de hidrogênio.

Os pesquisadores estão desenvolvendo protótipos de tanques de armazenagem de hidrogênio, compostos por ligas de magnésio nanoestruturadas, que são capazes de aprisionar o gás de forma segura para ser posteriormente utilizado para geração de energia.

Em vez de ser comprimido em um tanque sob pressão, como nos gases comuns, o hidrogênio reage com a própria estrutura do material esponjoso do tanque.

 

 

Ao ser injetado no tanque de armazenagem, o hidrogênio reage com o magnésio das ligas que compõem o compartimento e forma um hidreto metálico que se decompõe quando aquecido a uma determinada temperatura, liberando o gás para ser queimado, por exemplo, em um motor a combustão ou em uma célula a combustívelpara geração de energia.

“Essa é uma alternativa muito interessante de armazenar hidrogênio que pode ser utilizada para substituir os cilindros de alta pressão utilizados para aprisionar o gás, que são extremamente pesados”, disse Botta Filho.

Ligas amorfas

Outra aplicação das ligas metálicas desenvolvidas e caracterizadas pelos pesquisadores está no recobrimento de tubos para extração de óleo e gás utilizados pelas indústrias petrolíferas, que costumam apresentar problemas de corrosão e se degradam com o tempo.

“Na tentativa de solucionar o problema, vários tipos de recobrimentos têm sido utilizados. Somente nos últimos anos, porém, as ligas de metais amorfas, que apresentam excelentes propriedades de resistência à corrosão e ao desgaste, têm sido avaliadas para essa finalidade”, disse Botta Filho.

“Desenvolvemos ligas metálicas amorfas que apresentam maior resistência à corrosão e ao desgaste e agora estamos aplicando-as em superfícies de metais tipicamente utilizados em tubulações”, disse.

Implantes biomédicos

O grupo também estuda a utilização de ligas metálicas para o desenvolvimento de implantes biomédicos biodegradáveis.

Feitas de elementos como cálcio, magnésio e zinco, as ligas metálicas podem ser utilizadas na fabricação de parafusos para ossos, por exemplo, que após um determinado tempo são absorvidos pelo organismo.

“Ligas metálicas para essa finalidade estão sendo testadas em animais por cientistas na Suíça, e o desempenho tem sido muito bom”, disse o pesquisador.

Outras ligas metálicas também desenvolvidas pelos pesquisadores poderão ser utilizadas em pinos de implantes dentários. Feitas de titânio nanoestruturado, as novas ligas permitem diminuir muito a espessura dos pinos convencionais, mantendo a mesma resistência mecânica. Por conta disso, invadem menos o organismo do paciente.

“Esse tipo de pino de titânio nanoestruturado já está em fase de aprovação no FDA (a agência regulamentadora de alimentos e fármacos dos Estados Unidos)”, disse Botta Filho.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

 

Telescópio Spitzer capta luz de super-Terra Telescópio Spitzer capta luz de super-Terra(0)

Detecções diretas

telescópio espacial Spitzerdetectou pela primeira vez a luz proveniente de uma “super-Terra”, um planeta fora do nosso sistema solar.

Segundo nota emitida pela NASA, embora o planeta não seja habitável, essa detecção direta é um passo histórico para a busca de sinais de vida em outros planetas.

Em 2010, cientistas já haviam conseguido captar pela primeira vez o espectro eletromagnético de um exoplaneta, usando os telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO).

 

 

Mas o exoplaneta agora observado pelo Spitzer, chamado 55 Câncer, já havia feito história: em 2002, ele se tornou o primeiro sistema planetário comparável do nosso Sistema Solar a ser descoberto. Observações adicionais, feitas em 2011, indicavam que o exoplaneta poderia ter a densidade do chumbo.

Super-Terras

O exoplaneta pertence a uma classe de planetas chamados super-Terras.

Não há nenhum planeta no Sistema Solar que se pareça com uma super-Terra: eles são mais massivos que a Terra, mas mais leves do que os planetas gigantes, como Netuno.

O 55 Câncer é apenas duas vezes maior, mas pesa oito vezes mais do que a Terra.

O exoplaneta orbita sua estrela em apenas 18 horas.

Anteriormente, o Spitzer e outros telescópios já vinham estudando o exoplaneta através da análise de como a luz da sua estrela se altera quando o planeta passa à sua frente.

Já se conhecem com segurança cerca de 70 super-Terras, mas o telescópio Kepler já detectou centenas de candidatos, que precisam ser confirmados por novas observações.

O tamanho relativamente pequeno desses planetas torna muito difícil vê-los.

Detecção de calor

Agora, o telescópio conseguiu medir a quantidade de luz no comprimento de onda do infravermelho – essencialmente calor – que vem do próprio planeta.

Os resultados mostram que o planeta provavelmente tem uma aparência escura, e seu lado permanentemente voltado para sua estrela tem uma temperatura de mais de 2.000 Kelvin (1.726,6 ºC), quente o suficiente para derreter metal.

As novas informações são consistentes com a teoria anterior de que 55 Câncer é um mundo de água: um núcleo rochoso coberto por uma camada de água em estado supercrítico – um estado simultaneamente líquido e gasoso – e coberto por um manto de vapor.

Fazendo as contas

A “visualização direta da luz” do exoplaneta não se parece em nada com uma fotografia – ao menos por enquanto.

As observações geraram um gráfico que mostra como a radiação infravermelha do sistema 55 Câncer – a estrela e o planeta – mudou quando o planeta passou por trás da sua estrela, um fenômeno chamado ocultação.

Quando o planeta desapareceu, a luz total caiu. Depois, ao dar a volta na estrela e “reaparecer”, os níveis de radiação infravermelha captada pelo telescópio retornaram aos níveis normais.

Fazendo as contas entre os dois níveis de energia captada chegou-se à quantidade de radiação que vem diretamente do próprio planeta.

Este tipo de informação é importante para estudar as temperaturas e a composição de atmosferas planetárias distantes.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Barco movido a energia solar completa volta ao mundo Barco movido a energia solar completa volta ao mundo(0)

Na última sexta-feira (4), o Turanor PlanetSolar tornou-se o primeiro barco movido a energia solar a conseguir completar uma volta ao mundo. A viagem durou um ano e meio.

O catamarã saiu de Mônaco, na França, em setembro de 2010, e regressou ao mesmo ponto de partida. Ele retorna após 585 dias no mar, por onde cruzou oceanos e continentes e completou uma jornada de cerca de 60 mil quilômetros.

O navio foi fabricado pela PlanetSolar e possui 31 metros de largura, 15 de altura e 500 metros quadrados de painéis fotovoltaicos. O trajeto seguiu próximo à linha do equador com várias paradas estratégicas. Passou em Tanger, Miami, Hong Kong e Bombai. No total, a embarcação passou por 28 países.

O nome do barco, Turano, foi inspirado no livro “O Senhor dos Anéis”, do escritor J.R.R. Tolkien, que quer dizer “poder do sol”. Ele foi projetado por um neozelandês e construído na Alemanha. O custo foi de 26 milhões de dólares.

Um comunicado da Immosolar, promotora do projeto, afirmou que o líder da expedição, o suíço Raphael Domjan, ficou satisfeito com o resultado. “Estamos muito felizes por termos conseguido esta primeira volta ao mundo com energia solar”, disse.

Para Immo Stroeher, principal promotor da viagem, a chegada em Mônaco foi apenas o começo. “Agora temos de tirar partido da fama do PlanetSolar para promover o uso da energia solar”, afirmou. Ele diz que a empresa pretende usar sua reputação, contatos e experiência para oferecer soluções concretas e práticas em projetos solares.

Neste tempo o barco bateu dois recordes do Guinness: o “mais rápido a cruzar o mar do sul da China com energia solar” e o “mais rápido a cruzar o Atlântico com energia solar”.

Além de ser a maior embarcação movida a energia solar do mundo, ele possui também a maior bateria carregável. Mesmo sem a luz solar, o barco ainda consegue navegar por três dias. Para cruzar o Oceano Atlântico foram necessários 26 dias, pois ainda que a velocidade máxima seja de 15 km/h, a velocidade média é aproximadamente a metade disso.

A PlanetSolar agora busca um novo projeto para dar uso ao navio. Uma das possibilidades é vender ou alugá-lo para usos científicos ou comerciais. O maior objetivo dos investidores é divulgar a energia solar pelo mundo.Com informações do G1 e Boas Notícias.

Redação CicloVivo

Via: http://www.ciclovivo.com.br

Estudantes brasileiros projetam e constroem casa autossuficiente Estudantes brasileiros projetam e constroem casa autossuficiente(0)

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e de outras três universidades brasileiras se juntaram para construir uma casa sustentável, que utiliza somente a energia consumida por ela mesma. O projeto também irá representar o Brasil em uma competição internacional.

Apelidada de Ekó House, a construção é inspirada na pluralidade brasileira. Por isso, traz em seu nome a mescla entre uma palavra originada do tupi-guarani – Ekó, que significa “modo de viver”, e House, do inglês, casa.

Para chegar ao modelo final os estudantes analisaram diversos fatores, incluindo as condições climáticas e a melhor maneira de aproveitar os recursos naturais para benefício da habitação. Por isso, a residência contará com uma varanda grande, que servirá como espaço para a socialização e ainda auxiliará o controle da temperatura média e da iluminação interna.

Para fornecer a energia necessária para o funcionamento da Ekó House serão usados painéis fotovoltaicos. Eles irão tornar a casa autossuficiente energeticamente e ainda reduzirão os impactos ambientais gerados pela produção elétrica.

Outro ponto que foi bastante considerado em todo o projeto é a questão dos resíduos. Portanto, serão instalados sistemas que auxiliam o gerenciamento dos detritos. O banheiro seco é um dos exemplos. A tecnologia é responsável pela compostagem eficiente dos resquícios.

A água residual também terá tratamento específico. Segundo o site do projeto, os efluentes provenientes do chuveiro, lavatório e da máquina de lavar roupas serão tratados através de um sistema natural, com filtros feitos de macrófitas, parecidos com jardins. Assim, a água poderá ser utilizada novamente, reduzindo significativamente os gastos.

Todo o projeto, bem como a construção, está estimado em R$ 1,5 milhão, tendo como principal financiadora a Eletrobras. A previsão é de que ela seja finalizada antes de junho deste ano, já que permanecerá em exposição na USP até que seja encaminhada a Madri para a competição internacional. Com informações da Folha e do Ekó Brasil.

Redação CicloVivo

Via: http://www.ciclovivo.com.br

Presidente analisa Código Florestal e ativistas pedem: “Veta Tudo, Dilma” Presidente analisa Código Florestal e ativistas pedem: “Veta Tudo, Dilma”(0)

A proposta de alteração do Código Florestal chegou à presidente Dilma Rousseff. Após ser aprovado na Câmara dos Deputados, no final de abril, o texto está agora nas mãos da autoridade máxima brasileira, para que seja decidido o futuro de sua aplicação.

A presidente é a única pessoa que tem o poder para vetar ou aprovar o Código Florestal. Por isso, desde a última semana, ativistas estão se mobilizando para cobrar que Dilma vete a proposta, com o intuito de proteger as florestas. A campanha inicial era definida pela hashtag #vetadilma. No entanto, após as decisões dos deputados, que beneficiam claramente os produtores rurais, o mote mudou para #vetatudodilma.

O principal meio de manifestação das pessoas que são contra as mudanças no Código Florestal é a internet. Em sua maioria, as manifestações ocorrem através das redes sociais, sobretudo pelo Twitter e Facebook. A página #vetadilma, na rede social de Mark Zuckerberg, já conta com mais de oito mil fãs e, pelo cálculo disponibilizado pela ferramenta de comunicação, na manhã desta terça-feira (8) o assunto era comentado por mais de 14 mil pessoas.

Figuras políticas importantes já se manifestaram sobre o tema. Na última semana a ex-candidata à presidência Marina Silva usou a frase em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo. A publicação também foi enfática ao dizer que “algo está muito errado quando a maioria dos parlamentares, na contramão da vontade da maioria da sociedade, prefere um modelo de desenvolvimento que, em razão do lucro rápido, compromete o futuro do próprio país”.

A presidente Dilma também foi pressionada durante uma premiação de cinco universidades brasileiras, ocorrida na última sexta-feira (4). Durante o evento, a atriz Camila Pitanga, que estava apresentando a cerimônia, pediu licença à autoridade e disse claramente: “Veta, Dilma”. Em contrapartida a presidente apenas sorriu.

Até mesmo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira se mostrou a favor do veto. “A posição da ministra é pelo veto. Eu não tenho nenhum problema em dizer isto, acho que nós temos que respeitar todo o trabalho feito nesta casa, o trabalho foi muito bem feito dentro daquilo que as condições democráticas ofereciam ao debate, mas nós precisamos ser responsáveis em relação ao veto”, declarou ela, em entrevista ao G1.

O prazo para o veredicto de Dilma expira em 14 dias. No final deste período ela deverá dizer se veta, neste caso também será necessário apresentar as novas diretrizes, ou se aprova a proposta como veio da Câmara. Caso a presidente opte pela aprovação, a nova lei já será sancionada em 25 de maio.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo 

Robô cultiva cartilagens para transplantes Robô cultiva cartilagens para transplantes(0)

Biorreator robotizado

Um robô capaz de cultivar, estimular o crescimento e avaliar o desenvolvimento de seus “frutos” bem poderia ser chamado de robô agricultor, ou algo parecido.

A diferença é que este novo robô não lida com plantas – ele cultiva células humanas vivas.

Trata-se de um biorreator – uma câmara capaz de cultivar tecidos biológicos – totalmente robotizado, que trabalha autonomamente.

Ele é capaz de cultivar as células e, por meio de uma contínua avaliação do seu processo de crescimento, imitar os processos naturais, gerando tecidos vivos.

O objetivo é que, no futuro, esses tecidos cultivados por robôs possam ser utilizados para substituição de tecidos do corpo humano danificados por acidentes ou queimaduras, ou por desgaste, como as cartilagens dos joelhos e dos quadris.

Cartilagens para transplantes

As técnicas manuais atuais de cultivo de tecidos são lentas e só conseguem avaliar a qualidade do tecido gerado depois que ele cresceu – se algo saiu errado, a única alternativa é começar tudo de novo.

O biorreator criado por engenheiros do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia (NIST) dos EUA, ao contrário, usa um sistema de ultrassom para monitorar continuamente o tecido, sem danificá-lo e sem atrapalhar seu desenvolvimento.

A pesquisadora Jenni Popp está apostando inicialmente no cultivo de cartilagens porque, sendo tecido não-vascularizados, sua replicação em laboratório é mais simples e mais promissora.

Além disso, a criação de cartilagens em laboratório permitirá atender uma área médica que não conta com a possibilidade de doações para transplantes – a substituição das cartilagens danificadas é feita atualmente por materiais plásticos ou metálicos, com sérios problemas de desgaste.

Biocinética

O novo equipamento automatiza inteiramente o trabalho do biorreator, incluindo a incubadora das células e o controle de suas condições de crescimento e alimentação em um material artificial de suporte que imita a matriz extracelular.

Os estudos preliminares indicam que o biorreator faz todo este trabalho com precisão, gerando cartilagens em formatos tridimensionais em cerca de sete dias.

Embora a aplicação médica ainda necessite de aprimoramentos em termos de formato da estrutura gerada, colegas da Universidade do Colorado já solicitaram o equipamento para validar modelos matemáticos de biocinética, o estudo do crescimento e do movimento dos tecidos vivos.

Esta validação prática será possível pela primeira vez graças à precisão do trabalho do robô.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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