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Brasil é quinto país que mais investe em energias limpas(0)
O relatório Tecnologia e Inovação 2011 – Unindo Desenvolvimento e Tecnologias para Renováveis, divulgado nesta terça-feira, 29/11, pela Unctad – Conferência da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento apontou que o Brasil foi o quinto país que mais investiu emenergias limpas no último ano, aplicando US$ 7 bilhões no setor. O primeiro lugar do ranking ficou com a China, que investiu US$ 49 bilhões em renováveis em 2010, seguida por Alemanha, Estados Unidos e Itália. Apesar da boa notícia, o documento traz um alerta para os brasileiros: o país está fazendo avanços tecnológicos significativos no setor das novas renováveis – assim como os demais países do Bric –, mas ainda deixa de aproveitar grande parte do seu potencial em energia solar e eólica. Isso porque, atualmente, o Brasil se concentra nos setores que o relatório denomina de “energéticos maduros” e englobam, por exemplo, os biocombustíveis e as hidrelétricas. Como consequência, as novas renováveis, como solar e eólica, ficam em segundo plano nos investimentos, apesar de todo o seu potencial. AS RENOVÁVEIS NO MUNDO Apesar do grande crescimento, o documento destaca que ainda precisam ser investidos centenas de bilhões de dólares em tecnologia para que o mundo consiga usufruir de toda a capacidade que possui no setor de geração de energia limpa, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde as renováveis apresentam uma oportunidade real de reduzir a pobreza energética. |
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Instituto da USP vai desenvolver aviões robóticos(0)
O Exército brasileiro e a USP assinaram uma parceria para o desenvolvimento de veículos aéreos não-tripulados (VANT). Entre as utilizações previstas para os aviões robotizados está o monitoramento de fronteiras. A parceria envolve o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação de São Carlos (ICMC) da USP. “A parceria reúne as experiências do INCT-SEC e do Exército em sistemas embarcados críticos e aeronaves não tripuladas”, diz a professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC. “A partir desta aproximação, serão definidas quais as aplicações e os produtos que serão desenvolvidos durante o convênio.” Dentro do convênio, integrantes do Exército realizarão Mestrado e Doutorado no ICMC, que sedia o INCT-SEC. “Estas atividades são importantes para a formação de recursos humanos e a aquisição e intercâmbio de conhecimentos”, diz a professora. Robô aéreo Tiriba O INCT-SEC doou ao Exército um veículo desenvolvido no Instituto, denominado “Tiriba”, que será utilizado nas atividades militares e poderá servir de base para a aquisição de aparelhos semelhantes. O VANT desenvolvido pelo INCT-SEC é O avião robô brasileiro é elétrico e possui uma hora de autonomia de vôo, sendo que, após esse período, ele pode pousar para troca de baterias. “Ele realiza as missões que são passadas por meio de smartphone ou tablet e retorna ao local de partida ou para um ponto específico determinado pelo programador da missão”, diz a professora Kalinka. O aparelho pesa entre 3,7 e 4 quilos e possui envergadura (distância entre uma ponta e outra da asa) de 3 metros. “Por ser autônomo e inteligente, o veículo pode ajustar sua rota conforme as variações dos ventos, por exemplo”, acrescenta a professora do ICMC. O lançamento do VANT é feito à mão e o pouso acontece por meio de pára-quedas.
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Tempo mundial pode mudar em 2012(0) Segundo bissexto O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão. Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC). E a principal questão em debate é o segundo bissexto – mais especificamente, a abolição do segundo bissexto. Tempo tecnológico Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma “ajeitada” muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente. Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet. O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra. A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava – isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo:
“Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente,” explica Rory McEvoy, curador de “horologia” do observatório de Greenwich, no Reino Unido. Essa variação natural da Terra sig nifica que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa. Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra – o chamado segundo bissexto – é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia. “O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo,” explica McEvoy. Guerra do segundo Um dos maiores problemas é que , ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra – o chamado balanço de Chandler – não é regular. Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra. Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países – Reino Unido, China e Canadá – são fortemente contra a alteração do sistema atual. No entanto, 13 países, incluindo os Esta dos Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos. Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo. O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo. A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo. “Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros,” diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM. “Outra aplicação que está sendo realment e muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita – e segundos bissextos são um incômodo,” completa Felicitas. Tempos divergentes Mas desacoplar o tempo civil da rot ação da Terra também pode ter consequências a longo prazo. “[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior,” explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido. Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra. Em 2004, foi proposta a ideia da troca “Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra,” propõe o Dr. Whibberley. |
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México recebe recorde por ponte estaiada mais alta do mundo(0) Ponte Baluarte Bicentenario tem pistas suspensas a 403 metros de altura. Parte da estrada Durango-Mazatlán, ela deve ser aberta no fim do mês O presidente do México, Felipe Calderón, recebeu nesta quinta-feira (5) um certificado do livro Guinness pelo recorde que seu país quebrou ao construir a ponte estaiada mais alta do mundo, por contar com quatro pistas suspensas a 403 metros de altura. Localizada em um trecho de serra entre os estados de Durango e Sinaloa, na região nordeste, a ponte Baluarte Bicentenario tem 1.124 metros de extensão total apoiados por 152 cabos de aço, e um vão central de 520 metros. A ponte faz parte da estrada Durango-Mazatlán e ainda não foi concluída – seu estágio de obras está em 85,6%, e ela deve ficar pronta no fim de janeiro.
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ONS destaca recuperação do consumo de energia em dezembro(0)
O Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgou a carga de energia – que soma consumo e perdas na rede – referente a 2011. Ao longo do ano, o sistema apresentou uma variação positiva de 3,4% em relação a 2010. O órgão ainda destaca que, em dezembro, houve expansão da demanda frente a novembro, de 1,4%. O dado é considerado um fato considerado histórico, uma vez que o último mês do ano costuma apresentar retração. Na semana do Natal, por exemplo, o uso de energia foi 10% menor do que na anterior. O aumento do desempenho durante o mês de dezembro, com carga 2,3% maior do que em 2010, contrariou as expectativas do operador e foi atribuído à utilização da capacidade instalada pela indústria, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Subsistemas Apesar dos sinais positivos em relação ao mês anterior quanto ao Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria, cujo consumo de energia representa 43%do total da região, o desempenho da atividade industrial ainda se apresenta em patamares reduzidos. A temperatura mais baixa, se comparada com o mesmo período de 2010, também influenciou na taxa de crescimento da carga de dezembro de 2011. O ONS atribui essa expansão principalmente às temperaturas altas registradas no período, ao aumento da carga de irrigação em função da seca e o bom desempenho econômico que a região vem apresentando, influenciado pelos resultados da agroindústria. No Subsistema Nordeste, a carga de energia verificada em dezembro de 2011 indica uma variação positiva de 5,8% em relação aos valores do mesmo mês do ano anterior. Com relação a novembro /11, verifica-se uma variação positiva de 1%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Nordeste apresentou um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2010. Para o ONS, a variação da carga do mês de dezembro é explicada principalmente pela redução da intensidade de chuvas que vinham ocorrendo nas capitais da região, voltando a refletir um crescimento típico para o período, influenciado pelo setor de turismo – que se intensifica nesta época do ano. No Norte, os valores de carga de dezembro de 2011 indicam uma variação positiva de 6,2% em relação aos valores do mesmo mês do ano anterior. Com relação a novembro de 2011, verifica-se uma baixa de 0,7 %. No acumulado dos últimos 12 meses, o Norte apresentou uma alta de 4,5% em relação ao mesmo período anterior. O desempenho da carga de energia desse subsistema reflete principalmente o desempenho da produção dos grandes consumidores eletrointensivos conectados à Rede Básica, que detêm uma participação de 50% na carga desse subsistema, de acordo com o ONS. Desses, 2/3 pertencem ao setor metalúrgico e são voltados, basicamente, para o mercado externo de commodities. O operador destaca que a taxa de crescimento em relação ao ano de 2010 vem sendo influenciada em parte pelo incremento da carga dos consumidores livres no ano passado. Via http://www.jornaldaenergia.com.br
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Energia requer R$ 1 trilhão em investimentos até 2020(0)Valor seria necessário para atender à demanda crescente por energia no país, segundo ministérioMarina Pita, da Infraestrutura Urbana Nospróximos oito anos, o Brasil precisará investir total de R$ 1 trilhão na geração, transmissão e distribuição de energia se quiser suprir a demanda energética de 2020. O valor foi estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020, aprovado na semana passada pelo ministro de Minas e Energia Edison Lobão. De acordo com o documento, o c onsumo final energético do País passará de 237,7 milhões de toneladas equivalente de petróleo (tep) em 2010 para 372 milhões tep em 2020. Se a projeção se concretizar, a demanda crescerá a uma média de 5,3% ao ano. Energia elétrica Segundo o Plano, no horizonte decenal o montante global de investimentos em instalações para infraestrutura de oferta de energia elétrica será da ordem de R$ 236 bilhões. Segundo o ministério, parte dos investimentos em geração refere-se a usinas já concedidas e autorizadas, entre elas, as usinas com contratos assinados nos leilões de energia nova. Os empreendimentos de geração ainda não concedidos ou autorizados serão responsáveis por R$ 190 bilhões. Com os investimentos, a capacidade instalada do parque gerador de energia elétrica deve crescer 56% na próxima década, o mesmo que 6 mil megawatts anuais. O Sistema Interligado Nacional, que congrega as instalações para geração e a infraestrutura de transmissão de energia elétrica da maior parte do território nacional, deverá crescer 43%, chegando a 142 mil km de linhas de transmissão. As obras de transmissão receberão investimentos de R$ 46 bilhões. O objetivo do aporte será assegurar maior intercâmbio de energia elétrica entre as regiões do País, de forma a minimizar as variações sazonais da oferta de hidroeletricidade.ma Interligado Nacional, que congrega as instalações para geração e a infraestrutura de transmissão de energia elétrica da maior parte do território nacional, deverá crescer 43%, chegando a 142 mil km de linhas de transmissão. Petróleo e gás A projeção de crescimento para a produção de petróleo e gás natural nos próximos dez anos é grande: 196,5% e 197,1%, respectivamente. Para a distribuição deste bem, o país construirá 450 km de gasodutos em dez anos. Os investimentos em exploração, produção e oferta de petróleo e gás natural serão da ordem de R$ 686 bilhões no período.
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Microscópio definitivo será feito de diamante(0) Bússola de diamante Uma molécula “amplificadora”, colocada na ponta de um diamante, pode criar o microscópio definitivo, capaz de identificar átomos individuais por meio do campo magnético de seu núcleo. Cientistas já haviam teorizado que um nanocristal de diamante poderia ser usado para detectar o campo magnético incrivelmente fraco de um átomo individual. Defeitos no interior do diamant e mantêm elétrons aprisionados que funcionariam como uma bússola, alinhando-se com o sutil campo magnético emanando pelo núcleo de um átomo. A seguir, essa bússola no diamante poderia ser lida por um pulso de laser, fornecendo informações sobre a localização e o tipo de átomo, com uma precisão suficiente para fornecer a posição exata de um átomo dentro de um novo material ou mesmo de um vírus. “O problema com essa abordagem é que a bússola no diamante só funciona bem se ela estiver enterrada bem fundo do diamante, o que torna difícil aproximá-la o suficiente da amostra para detectar o campo magnético de um átomo individual,” explica o Dr. Simon Benjamin, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Desafio de engenharia |
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Rotação da Terra é medida diretamente pela primeira vez(0)
Um grupo com pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, tornou-se a primeira equipe do mundo a detectar mudanças no eixo da Terra através de medições em laboratório. Até hoje, os cientistas somente conseguiam rastrear as mudanças no eixo polar indiretamente, monitorando corpos celestes “fixos” no espaço com a ajuda de 30 radiotelescópios. Para fazer uma medição direta, eles construíram o anel de laser mais estável do mundo, dentro de um laboratório subterrâneo, e o utilizaram para determinar as alterações na rotação da Terra. Balanço de Chandler A Terra oscila constantemente. Tal como um pião que é tocado enquanto gira, seu eixo de rotação oscila em relação ao espaço. Isto é em parte causado pela gravidade do Sol e da Lua. Ao mesmo tempo, o eixo de rotação da Terra muda constantemente em relação à superfície da Terra. Por um lado, isso é causado pela variação na pressão atmosférica, no movimento dos oceanos e no vento. Esses elementos se combinam em um efeito conhecido como oscilação de Chandler, ou balanço de Chandler, para criar o movimento polar. Levando o nome do cientista que o descobriu, esse fenômeno tem um período de cerca de 435 dias. Por outro lado, um evento conhecido como o “balanço anual” faz com que o eixo de rotação mova-se ao longo de um período de um ano. Isto se deve à órbita elíptica da Terra em torno do Sol. Estes dois efeitos fazem com que o eixo da Terra migre de forma irregular ao longo de uma trajetória circular, com um raio de até seis metros. Medindo a rotação da Terra Capturar esses movimentos é crucial para manter um sistema de coordenadas confiável – como o GPS (Estados Unidos), Galileo (Europa), Glonass (Rússia) ou Beidou (China) – que possa alimentar sistemas de navegação ou rotas em viagens espaciais. “Localizar um ponto no centímetro exato de posicionamento global é um processo extremamente dinâmico – afinal, em nossa latitude [na Alemanha], estamos nos movendo em torno de 350 metros a leste por segundo,” explica o Prof. Karl Ulrich Schreiber. A orientação do eixo da Terra em relação ao espaço e sua velocidade rotacional são, atualmente, determinados em um processo complicado, que envolve 30 radiotelescópios ao redor do mundo. Toda segunda-feira e quinta-feira, entre oito e 12 desses telescópios alternadamente medem a direção entre a Terra e quasares específicos. Os cientistas assumem que estes núcleos de galáxias, que estão distantes demais de nós, nunca mudam de posição, podendo, portanto, ser usados como pontos de referência. No entanto, eles começaram a não se satisfazer mais com tanta dificuldade e nem com a consideração da “fixidez” dos quasares. Começou então a construção do observatório geodésico Wettzell, na Alemanha. Laboratório geodésico O laboratório é formado por dois feixes de laser em contra-rotação, que viajam em torno de uma rota quadrada, com espelhos nos cantos, que formam um circuito fechado – daí o nome anel de laser. Quando o conjunto gira, a luz que roda no mesmo sentido tem de viajar mais do que a luz em contra-rotação. Isto causa uma interferência entre os dois feixes, que “ajustam” seus comprimentos de onda, fazendo com que a frequência óptica se altere. Os cientistas podem usar essa diferença para calcular a velocidade rotacional do experimento. Mas no laboratório Wettzell é a Terra que gira, não o anel de laser. Para garantir que somente a rotação da Terra influencie os feixes de laser, a estrutura de quatro por quatro metros está ancorada em um pilar de concreto, que se estende por seis metros para dentro da rocha sólida da crosta terrestre. A rotação da Terra afeta a luz de maneiras diferentes, dependendo da localização do laser no globo. “Se estivéssemos em um dos pólos, a Terra e os eixos de rotação do laser estariam em completa sincronia, e sua velocidade de rotação iria resultar em uma relação 1:1,” explica Schreiber. “Na linha do equador, no entanto, o feixe de luz nem notaria que a Terra está girando.” Os cientistas, portanto, têm de levar em consideração a posição do laser Wettzell no 49° grau de latitude. Qualquer mudança no eixo de rotação da Terra se reflete nos indicadores de velocidade de rotação – o comportamento da luz, portanto, revela mudanças no eixo da Terra. Laboratório subterrâneo “O princípio é simples,” acrescenta Schreiber. “O maior desafio foi garantir que o laser se mantenha estável o suficiente para medirmos o fraco sinal geofísico sem interferência – especialmente ao longo de um período de vários meses.” Em outras palavras, os cientistas tiveram que eliminar quaisquer alterações na frequência que não resulte da rotação da Terra. Isto inclui fatores ambientais, como pressão atmosférica e temperatura, o que exigiu uma placa de vitrocerâmica e uma cabine pressurizada. Os pesquisadores montaram o anel de laser em uma placa de nove toneladas de Zerodur® [uma vitrocerâmica de aluminossilicato de lítio], utilizando também Zerodur para as vigas de apoio. Eles escolheram o Zerodur por ser um material extremamente resistente às mudanças de temperatura. A instalação fica em uma cabine pressurizada, que registra mudanças na pressão atmosférica e temperatura (12 graus) e compensa automaticamente qualquer variação. Os cientistas enfiaram o laboratório cinco metros abaixo do nível do solo para manter esses tipos de influência ambiental ao mínimo. Ele é isolado da superfície com camadas de Styrodur® e argila, e coberto por um aterro de quatro metros de altura. Os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser. Velocímetro da Terra Sob estas condições, os pesquisadores conseguiram confirmar o balanço de Chandler e obter medições da oscilação anual compatíveis com os dados capturados pelos radiotelescópios. Eles agora pretendem tornar o aparelho ainda mais preciso, o que permitirá determinar mudanças no eixo de rotação da Terra ao longo de um único dia. Os cientistas também planejam tornar o anel de laser capaz de operar continuamente, para que ele possa funcionar por um período de anos sem qualquer desvio. “Em termos simples,” conclui Schreiber, “no futuro, nós queremos ser capazes de simplesmente descer lá no porão e ver o quão rápido a Terra está girando com precisão neste momento.” Via www.inovacaotecnologica.com.br |
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Convênio Senge e Unimed(0)
O plano de saúde firmado entre o Sindicato dos Engenheiros do Estado de Goiás com a Unimed Goiânia disponibiliza para os profissionais de engenharia, arquitetura e agronomia um benefício que apresenta demasiadas vantagens financeiras. A oportunidade de adquirir o plano oferecido pelo sindicato aos associados sem as carências solicitadas consiste na adesão do plano entre o dia 1º e 20 de janeiro de 2012. Segundo o presidente do Senge-GO, Gerson Tertuliano, este benefício corresponde a iniciativa da diretoria que conduz o plano sem taxas de administração e demais encargos de forma a apresentar o plano mais atraente e oferecer um serviço com qualidade. O intuito do plano de saúde é oferecer aos associados e dependentes 50% de desconto em consultas, exames e Guia de Tratamento Ambulatorial – GTA. Além destes benefícios os filiados também poderão desfrutar do SOS UNIMED equipado com uma UTI Móvel terrestre e UTI Móvel aérea que funcionará 24h composta por uma equipe de médicos, paramédicos e enfermeiros especializados em atendimentos de urgência e emergência. Outra vantagem deste recurso é contar com o atendimento, medicamentos, taxas de serviços ou gastos materiais gratuitamente, inclusos no plano. Os associados possuem o planos de saúde à disposição deste 1º de janeiro de 2011 aderindo à segmentação Ambulatorial e hospitalar com Obstetrícia de acordo com a cobertura da Lei 9.656/98 descrita no Rol de Procedimentos e Eventosem Saúde editado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Podem ser inscritos como beneficiários os titulares da prestação dos serviços contratados, além das pessoas com vínculo de caráter profissional, classista ou setorial com o Senge-GO. Coberturas do plano
Dependentes
Para inclusão na Unimed é necessário ir até o Sindicato situado à Avenida Portugal nº 482 – Setor Oeste – CEP 74140.020 – Goiânia – Goiás, com as seguintes cópias de documentos:
Os Sindicalizados têm desconto de até 50% em cima da tabela particular. Mais informações pelo telefone (62) 3251-8181. |