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Paradoxo óptico: laser apaga laser(0)
Uma equipe internacional de físicos conseguiu algo inusitado – e paradoxal. Eles “apagaram” um laser usando um outro laser, simplesmente fazendo com que os dois interferissem mutuamente. Considere, por exemplo, o seguinte: se você colocar uma lâmpada em uma sala, esperará uma determinada luminosidade. Se acrescentar outra lâmpada similar, a sala ficará ainda mais iluminada. O que ocorre com esse efeito do laser, até agora desconhecido, é que, ao ligar o segundo laser, a sala simplesmente fica no escuro. O segundo laser é ligado gradualmente, gerando interações complexas entre os dois feixes. Ao atingir potência total, a energia de entrada dos dois continua no mesmo nível, mas nenhuma luz é emitida. Resultado espetacular “Quando vimos que os dois lasers apagavam-se um ao outro completamente, nos demos conta que, de duas uma: ou havíamos feito alguma coisa errada, ou estávamos diante de um resultado espetacular,” conta Stefan Rotter, da Universidade de Viena. E a segunda opção era a correta. A luz é uma coleção de ondas, e é bem sabido que ondas interferem umas com as outras, podendo cancelar-se. Foi fazendo isso de forma cuidadosa que uma equipe demonstrou há poucos dias que é possível guiar a luz para que ela faça curvas suaves, sem qualquer aparato externo.
Contudo, com os dois lasers, a coisa é um pouco mais complicada. Pontos excepcionais “Este efeito não é simplesmente resultado de interferências de ondas. É uma combinação de interferência e amplificação de luz, ambas levando a um efeito aparentemente paradoxal,” afirma Matthias Liertzer, coautor do estudo. O fenômeno pode ser explicado por algo que os matemáticos chamam de pontos excepcionais, basicamente interseções de superfícies em espaços complexos. “A manifestação desses pontos excepcionais nas equações dos nossos lasers leva ao blecaute [do laser]. Desta forma, nós conectamos uma estrutura matemática largamente abstrata com um fenômeno mensurável,” disse Rotter. Uso prático E as conexões possíveis não param por aí. Os pesquisadores afirmam que efeitos como esse oferecem novas formas de conectar a tecnologia dos lasers com a microeletrônica. Por exemplo, nos processadores fotônicos, onde a informação não viaja na forma de elétrons, mas de fótons, muito mais rápidos e virtualmente sem aquecimento. |
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Bactérias magnéticas inspiram criação de biocomputadores(0)
Ter vírus e vermes no seu computador nunca é boa notícia, mas um disco rígido inspirado em bactérias pode ser algo bem diferente. É o que garantem pesquisadores britânicos e japoneses, que usaram uma bactéria que ingere ferro para criar uma superfície magnética, comparável estruturalmente à camada de dados de um disco rígido. Pelo nome do microrganismo,Magnetospirilllum magneticum, pode-se ver que bactérias e magnetismo juntos não são exatamente uma novidade – conforme a bactéria ingere o ferro, ela cria pequenos ímãs dentro de si mesma. Dispensando a bactéria A novidade é que os pesquisadores começaram a entender como as proteínas no interior das bactérias capturam, moldam e posicionam esses nanomagnetos dentro da célula bacteriana. Agora, afirmam eles, já é possível replicar o mecanismo artificialmente, fora das bactérias. E é aí que o processo passa a ser interessante de um ponto de vista prático, devido à possibilidade de fazer o processo sob controle. O objetivo é, no futuro, usar uma abordagem “de baixo para cima” para criar componentes eletrônicos menores, mais eficientes, e sem usar os compostos químicos hoje utilizados nos processos de litografia. Computador biológico Johanna Galloway, da Universidade de Leeds, usou a proteína bacteriana para criar nanocristais de magnetita perfeitos. A proteína foi colocada sobre uma superfície de ouro dotada de ranhuras, para dirigir a formação dos nano-ímãs. Quando a chapa foi mergulhada em uma solução de ferro, a 80°C, os nanocristais de magnetita formaram-se precisamente nas ranhuras. Os pesquisadores agora vão tentar reduzir o tamanho das “ilhas” magnéticas, eventualmente produzindo nanomagnetos individuais – os “bits” são grandes em relação aos domínios magnéticos dos discos rígidos atuais, e ainda estão longe de atingir uma homogeneidade comparável. A equipe também conseguiu produzir nanofios usando uma outra proteína bacteriana. “É possível ajustar esses fios biológicos para que eles tenham uma resistência elétrica específica. No futuro eles poderão crescer conectados a outros componentes, como parte de um computador inteiramente biológico,” prevê o Dr. Masayoshi Tanaka. Via: |
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Senge incentiva o Congresso de Engenharia e Tecnologia da UFG: Empreendedorismo, Transformando o Profissional do Futuro(0) As palestras têm como objetivo instigar o aluno às discussões da área de seu interesse, assim como debater sobre questões da sociedade atual, abordando vários temas da área tecnológica. Segundo a organizadora, os mini-cursos envolvem a parte prática (tecnológica) em que o participante tem o real envolvimento com a área desejada. O Fórum terá como título: Mercado de Trabalho em Goiás e no Brasil, e será ministrado por profissionais atuantes na área desejada, ou seja, ocorrerá um Fórum para cada curso organizador do CET. A organizadora frisa que simultaneamente ocorrerá a ExpoCET que fornecerá a todos os participantes contatos com empresas do ramo; contatos com profissionais também da área, novas tecnologias, contatos com as instituições como CREA, Senge-GO, Sinduscon, entre outros. “Esta é uma maneira de abrir as portas para nós estudantes e criar um vínculo com os nossos representantes, para que no momento certo de começarmos a trabalhar, a empreitada fique mais fácil”, relata. A Comissão Organizadora do CET oferece condições especiais, com valores acessíveis para grupos de estudantes de outras cidades, com direito a alojamentos. Emely resslta que os interessados em inscrever-se previamente para o evento deverão fazê-lo pela internet, por meio deste site www.cetufg.com.br ou através de um dos postos de venda, nos campus 1 e 2 da Universidade Federal de Goiás. De acordo com ela, após o dia 10/05/2012, somente em postos de venda ou no dia do evento. “Após o preenchimento do formulário de inscrição, o pagamento já poderá ser realizado. O comprovante de pagamento fornecido pelo caixa servirá como COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO, portanto deverá ser guardado com segurança”. |
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Senge apoia o IV Simpósio Brasileiro de Sistemas Elétricos(0) O Simpósio Brasileiro de Sistemas Elétricos (SBSE) se constitui numa alternativa à apresentação de trabalhos e resultados de pesquisa, bem como num fórum de discussão de temas de Sistemas Elétricos de maior interesse da comunidade acadêmica da Engenharia Elétrica e das engenharias correlatas, como a Mecânica, a Automação etc., e também para os profissionais do setor elétrico, sejam de empresas públicas e privadas. O objetivo é reunir profissionais e pesquisadores das universidades, dos institutos de pesquisa e engenheiros do setor elétrico para trocarem informações sobre pesquisas em curso na área de Sistemas Elétricos, assim como também para discutir e debater as tendências de evolução e os novos paradigmas colocados para o setor elétrico mundial. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Automática (SBA) e vem ganhando cada vez maior importância no cenário acadêmico e também entre profissionais do setor elétrico brasileiro. E será realizado entre os dias 15 e 18 de maio. As principais atividades do evento terão lugar no Câmpus II da Universidade Federal de Goiás (Câmpus Samambaia da UFG), nos seguintes espaços: Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Bufaiçal e no Auditório da Biblioteca Central da UFG.
Conferencistas Edson H. Watanabe /COPPE-UFRJ Federico Milano /Universidad de Castilla-La Mancha George Gross / España University of Illinois at Urbana-Champaign, USA Brian Stott / Consultant, USA / US National Academy of Engineering Denis Vinicius Coury /Escola de Engenharia de São Carlos Marina Lavorato e Rubén Romero /USPFEIS-UNESPLRC Silvério Visacro Filho / Lightning Research Center (UFMG/CEMIG) Lineu Belico dos Reis / POLI-US
Mesas Redondas Secundino Soares Filho /UNICAMP Erlon C. Finardi / Labplan-UFSC Leontina M. Pinto / Engenho Consultoria – RJ Dalton de O. C. do Brasil /ONS-RJ Lísias Abreu /ONS-RJGE Digital Energy Vladimiro Miranda / INESC / Portugal
Sessões Técnicas Foram submetidos 417 artigos no formato IEEE/PES. Dúvidas durante inscrições, envie email para contato@sbse.org.br Mais informações: www. sbse.org.br
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e-Tecidos: LEDs viram fibras luminosas flexíveis(0) Fibras eletrônicas Pesquisadores têm usado várias técnicas para produzir os chamadose-tecidos, ou tecidos eletrônicos. Ao incorporar circuitos eletrônicos no meio das roupas, será possível viabilizar os tão esperadoscomputadores de vestir e roupas capazes de recarregar celulares e outros aparelhos portáteis.
Liang Dong, da Universidade do Estado de Iowa, nos Estados Unidos, teve uma ideia melhor do que mesclar circuitos eletrônicos no meio das fibras dos tecidos. Ele decidiu criar componentes eletrônicos em forma de fibras, o que pode dar uma flexibilidade muito maior para a fabricação dos e-tecidos, que poderão dispensar as tramas mistas e serem inteiramente eletrônicos. Eliminando o substrato Outras equipes já haviam demonstrado a possibilidade de criar LEDs flexíveis e longos, imitando fibras, mas que precisam ser excitados externamente por outra fonte de luz, o que elimina sua praticidade. LEDs, transistores, células solares, e virtualmente todos os componentes eletrônicos, precisam ser fabricados “sobre” alguma coisa, o chamado substrato, geralmente silício, que acaba sendo de longe a parte mais volumosa do componente. Dong desenvolveu uma técnica que virtualmente elimina a necessidade do substrato – cuja função é apenas estrutural e não funcional – deixando o componente leve e flexível. “Nossa abordagem envolve fabricar os LEDs na forma de micro e nano-fibras, com elevado rendimento, mas sem um substrato. Nós as chamamos de nanofibras emissoras de luz autoportantes,” disse o pesquisador. Limite de emissão Além da técnica de deposição dos materiais, chamada deposição eletrostática, o processo é marcado pela utilização, em cada fibra, de uma camada externa do material ITO, transparente mas eletricamente condutor, o mesmo usado nas telas sensíveis ao toque. As fibras começam a emitir luz quando alimentadas por uma tensão de 4,2 volts, chegando a produzir 23cd/m2 (candelas por metro quadrado) a 6,8 V. “Nós agora estamos trabalhando para otimizar a durabilidade e a tensão limite para a emissão de luz, para melhorar o desempenho e também para desenvolver formas melhores de conectar essas fibras-LED aos circuitos externos, com vistas a aplicações optoeletrônicas e têxteis-eletrônicas,” concluiu o pesquisador. |
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Honda cria sistema capaz de evitar congestionamentos(0) Oráculo do congestionamento A Honda anunciou o desenvolvimento do primeiro sistema prático capaz de detectar congestionamentos de trânsito antes que eles ocorram. Na verdade, mais do que prever, o objetivo do sistema é evitar que os congestionamentos ocorram. Embora já existam fórmulas matemáticas capazes de prever engarrafamentos e sistemas desemáforos inteligentes capazes de garantir um trânsito mais livre, o sistema japonês não depende de grandes bases de dados e múltiplos pontos de sensores. Esta é, por exemplo, a deficiência do sistema de controle automatizado do trânsitoatualmente em testes na Alemanha. Anti-motorista trapalhão A Honda desenvolveu sua tecnologia de previsão de engarrafamentos baseando-se no pressuposto de que o comportamento de aceleração e desaceleração de cada veículo, ou de um único veículo, influencia o padrão de tráfego dos veículos que vêm atrás. Assim, o sistema pode ser empregado usando como entrada apenas as imagens de câmeras estrategicamente colocadas. As informações são passadas a cada motorista cujo comportamento pode resultar em um congestionamento à sua retaguarda, na forma de um código de cores que o ajuda a dirigir de forma mais suave. O grande objetivo é evitar um modo de dirigir muito típico, mas muito ineficiente, marcado por acelerações e frenagens, que influenciam os motoristas que vêm atrás. O segredo está em dosar o acelerador e economizar combustível, freios, pneus, e o tempo de que vem atrás. Teste real Os testes mostraram que o sistema ajudou a aumentar a velocidade média do trânsito em uma avenida em 23%, além de uma economia de 8% no consumo de combustível dos “veículos-líderes” da demonstração. Estes testes foram feitos em ambiente controlado, com a ajuda de engenheiros da Universidade de Tóquio. Para uma avaliação em condições reais de operação, a empresa anunciou que colocará o sistema de previsão de engarrafamentos em testes na Itália, neste mês de Maio, e na Indonésia, em Julho. Piloto automático O inconveniente do sistema é a dependência de um dispositivo eletrônico a ser adotado por todos os motoristas. Mas, além de afirmar que telefones celulares e um processamento centralizado em nuvem podem ser adequados, e gerar ganhos ainda maiores do que os obtidos em condições de laboratório, a empresa está de olho em novas gerações de automóveis. Os ganhos realmente significativos, segundo os engenheiros da empresa, virão com automóveis dotados de uma nova geração de sistemas adaptativos de controle de velocidade, comumente chamados de “pilotos automáticos”. Esses sistemas receberiam os dados da central e ajustariam a velocidade dos carros automaticamente, sem deixar que os motoristas interfiram com os resultados dos algoritmos, cuidadosamente desenvolvidos para garantir o melhor fluxo possível do trânsito. |
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TeleHumano: projeção 3D quase holográfica(0) Quase holográfico Ela ainda não faz teletransporte, mas a cabine de visualização 3D criada por engenheiros da Universidade de Queens, no Canadá, bem se parece com o aparato de Jornada nas Estrelas. O Dr. Roel Vertegaal está, por enquanto, mais entusiasmado com as possibilidades de dar vida nova às videoconferências e às visualizações científicas. Este é o principal objetivo da sua tela quase-holográfica 3D, batizada de TeleHumano. “Por que falar via Skype com alguém se você pode ter à sua frente uma imagem holográfica 3D em tamanho real da outra pessoa?” pergunta Vertegaal. A rigor, não se trata de um holograma, mas de uma visualização que simula uma projeção holográfica. Para isso, cada um dos dialogadores se posiciona defronte sua própria cabine cilíndrica transparente – que a equipe chama de “Pod” – e fala naturalmente com a outra pessoa, vendo-a como um holograma 3D, como se ela estivesse posicionada no centro do cilindro. Imagem 360 graus Como a imagem de vídeo, atualizada em tempo real, é visível ao longo dos 360 graus do Pod, a pessoa pode andar ao redor, e dar uma olhadinha no seu interlocutor também por trás. Embora isso possa parecer deselegante, é ideal para a visualização de imagens científicas, para que estudantes analisem a anatomia de um corpo ou estudem o choque de partículas no interior dos detectores do LHC. Ainda que o TeleHumano supere de longe todas as demonstrações de interface em tempo real vistas até agora, o Dr. Vertegaal é modesto. Ele afirma que “embora pareça ter vindo de uma galáxia distante, a tecnologia não tem nada de complicado”. Cada Pod é um cilindro de acrílico translucente com 1,8 metro de altura, dotado de um espelho convexo. As imagens são capturadas por câmeras digitais e, nos Pods, são geradas por projetores comuns usados em apresentações. Modo raio X Adicionando sensores Kinect – seis ao todo -, eles criaram a primeira aplicação do TeleHumano, chamada BodiPod, voltada para a visualização anatômica. Além de explorar modelos humanos em 3D, o sistema pode operar em “modo raio X”: ao se aproximar do Pod, o usuário “mergulha” através das camadas da imagem, visualizando pele, músculos, órgãos, ossos e assim por diante. O equipamento atende a comandos de voz, como “Mostre o cérebro”, ou “Mostre o coração”. |
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Cientistas avaliam impacto das mudanças climáticas em cidades brasileiras(1) Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) se juntaram para avaliar o impacto das mudanças climáticas nas cidades brasileiras. O estudo revelou que várias capitais importantes e cidades da região nordeste devem sofrer muito com o aquecimento global. A pesquisa, publicada na revista Climatic Change, aponta o aumento nas temperaturas e as mudanças nas precipitações como grandes agentes impactantes às populações que moram em diversos municípios do Brasil. Entre os locais que mais devem sofrer estão: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Além deles se destacam cidades do nordeste brasileiro, que possuem baixos níveis de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) somados à alta densidade demográfica. As projeções para as regiões norte e centro-oeste são de variações das chuvas, que podem fazer com que as secas durem mais tempo que o normal para os padrões atuais. Se fossem analisadas somente as mudanças ambientais essas seriam as áreas mais afetadas. Porém, o estudo faz um comparativo com as condições estruturais e econômicas das diferentes regiões brasileiras, para concluir como realmente a população seria afetada pelas mudanças. Neste cenário, o nordeste, juntamente com as capitais, está nas piores condições. “O Nordeste tem IDH baixíssimo, talvez alguns dos menores do país, e a densidade populacional é relativamente alta. São indicativos de que essas pessoas terão maior dificuldade para responder a um cenário de mudança climática, mesmo se ela não for a mais severa do país”, explicou o ecólogo da Unesp, David Lapola. Nas grandes capitais o principal problema está relacionado à alta densidade demográfica, que acaba agravando os eventos climáticos extremos, como as chuvas, que causam enchentes e deslizamentos de terra. Estas situações já são comuns e se repetem com maior intensidade a cada ano. O pesquisador ainda alerta para o despreparo das cidades em oferecem estrutura e soluções para proteger a população. “Os fenômenos recentes, como as cheias em São Paulo e os deslizamentos no Rio de Janeiro por dois anos seguidos, mostram que não estamos preparados. O estudo reforça que esses cenários só tendem a piorar. E que é preciso trabalhar”, declarou Lapola, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. O material deve servir de apoio para o desenvolvimento de políticas públicas para a prevenção de desastres causados em consequência de eventos climáticos extremos. Com informações do Estadão. Redação CicloVivo |
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Petrobrás economiza R$ 12 milhões com programa de gestão de energia em prédios(0) Companhia adotou medidas de eficiência energética em cinco Estados Da redação A Petrobras contabiliza que terá uma economia de R$ 12 milhões na conta de energia em 2012, representando um salto de 20% em relação ao valor economizado no ano anterior. A cifra é resultado de um projeto de gestão de energia voltado aos prédios da companhia nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. Este ano, a companhia ampliou o programa de gestão, que engloba ações como o uso de energia renovável, eficiência energética e automação predial de geração de energia com maior eficiência no sistema elétrico. De acordo com a empresa “a iniciativa permite monitorar em tempo real o consumo energético dos edifícios, aliando fontes sustentáveis de geração de energia com maior eficiência no sistema elétrico”. Este ano, a companhia ampliou o programa de gestão, que engloba ações como o uso de energia renovável, eficiência energética e automação predial de geração de energia com maior eficiência no sistema elétrico. De acordo com a empresa “a iniciativa permite monitorar em tempo real o consumo energético dos edifícios, aliando fontes sustentáveis de geração de energia com maior eficiência no sistema elétrico”. |
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Casa do futuro une sustentabilidade e eficiência energética(0)
Pesquisadores de diversas universidades brasileiras criaram o protótipo de uma casa do futuro, batizada de Ekó House, que está sendo montada na USP. Trata-se de uma casa eficiente, sustentável e inovadora, que funciona exclusivamente com energia solar, tanto térmica quanto fotovoltaica. “A casa tem aproximadamente 47 metros quadrados. Ela conta com cozinha, sala de jantar, sala de estar, banheiro e quarto. O ambiente é projetado para dar flexibilidade de uso. “Com persianas e móveis o ambiente é alterado, aumentando a área social ou a área íntima,” explicou Bruna Mayer de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e uma das integrantes da iniciativa. Residências Energia Zero O projeto da Ekó House está em desenvolvimento desde o final de 2010. O protótipo combina elementos de alta tecnologia com soluções tradicionais de arquitetura e engenharia. No aspecto de pesquisa, diversos itens do projeto e da construção da Ekó House embasam pelo menos uma dezena de trabalhos acadêmicos que resultarão em teses, dissertações e artigos científicos. Além disso, o desenvolvimento do protótipo está inserido em um convênio entre USP e Eletrobrás, que tem como objetivo principal o lançamento das bases de uma indústria nacional de Residências Energia Zero (REZ) com tecnologia brasileira e adequação às nossas diversas regiões bioclimáticas. “O projeto busca desenvolver pesquisa sobre Residências de Energia Zero (REZ) para o nosso clima e sociedade. Buscamos tecnologias que levem a um menor impacto ambiental das residências brasileiras,” explica a pesquisadora. Solar Decathlon O projeto é a proposta brasileira que está concorrendo ao Solar Decathlon Europe 2012, uma competição internacional onde 20 equipes, representando universidades de todo o mundo, projetam, constroem e colocam em funcionamento uma casa sustentável e com eficiência energética. O Solar Decathlon é dividido em dez categorias, que avaliam as inovações da casa, como sua capacidade de geração e eficiência energética, conforto, qualidade espacial e construtiva, entre outras. As casas são construídas e testadas localmente e transportadas para o local da competição em Madrid, na Espanha, onde devem ser montadas em dez dias. Lá permanecem em exposição lado a lado por 17 dias, quando estão abertas à visitação do público e são realizadas as provas. “A casa será levada para Madrid parcialmente desmontada, em contêineres. A estrutura é feita de peças de cumaru e placas de OSB (oriented stranded board) que formam painéis. Esses painéis são preenchidos com lã de vidro para isolamento térmico. “Como revestimento, são usadas placas cimentícias e, entre os painéis e as placas, também é utilizado aerogel, um material fibroso de alta eficiência no isolamento térmico. Os painéis já irão prontos para Madri, com todas as suas camadas instaladas, inclusive com canos e fios, para lá serem apenas encaixados”, explica Bruna. |