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Debate na Conferência da ONU terá ênfase no custo das energias renováveis Debate na Conferência da ONU terá ênfase no custo das energias renováveis(0)

Estadão

O debate sobre a redução de custos das fontes de energia renovável terá destaque na Rio+20, conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável que será realizada no Brasil em junho de 2012. Segundo o coordenador executivo do evento, Brice Lalonde, a produção de equipamentos mais baratos, como células de captação solar, deve ter mais importância que as negociações referentes a cortes na emissão de gases causadores de efeito estufa.

“Acredito que vamos nos concentrar no aumento das fontes de energia renovável”, avaliou Lalonde, em visita ao Brasil. “São duas maneiras de atingir o mesmo resultado, mas com um foco mais otimista.”

Os organizadores da cúpula acreditam que a transferência de tecnologia e investimentos internacionais podem facilitar a difusão de energias limpas alternativas, permitindo sua adoção por um número maior de países.

“Precisamos de uma grande coalizão para reduzir o preço da energia renovável”, afirmou o coordenador executivo da conferência. “A maior parte das pessoas acredita que a energia solar apresenta a maior promessa de redução de custos, mas apenas se tivermos incentivos para a criação de um mercado forte.”

Com pré-sal, Baixada precisará de 60 mil novos profissionais até 2014 Com pré-sal, Baixada precisará de 60 mil novos profissionais até 2014(0)

Último segundo – iG

SANTOS – Cerca de 59 mil novos profissionais serão exigidos na Baixada Santista até 2014 com a exploração do pré-sal na Bacia de Santos, informou hoje o secretário de Assuntos Metropolitanos do Estado de São Paulo, Edson Aparecido . Segundo ele, o governo priorizará mão de obra local e regional, evitando grandes índices migratórios. Para isso, o governo paulista investirá em formação básica e técnica e na promoção da Educação de Jovens e Adultos, o EJA, disse o secretário durante seminário promovido pelo Valor Econômico em Santos para discutir desafios e oportunidades do pré-sal na região da Baixada. Também está no radar um novo campus da USP em Santos, que terá o curso de engenharia do petróleo. Aparecido também mencionou a construção da sede da Petrobras na cidade, cujas obras tiveram início em julho no bairro Valongo, próximo ao porto. Serão três torres de 17 andares com capacidade para 2,2 mil funcionários cada uma, com investimentos de R$ 380 milhões.

Hoje, a estatal está espalhada em seis endereços em Santos, totalizando mil funcionários.

 

Mercado de trabalho está em alta no Brasil Mercado de trabalho está em alta no Brasil(0)

Mogi News

Quem precisa voltar para o Brasil e começar do zero, ou seja, ser inserido no mercado de trabalho, pode aproveitar o bom momento da economia do País, segundo especialistas. Com a queda do dólar, multinacionais estão ampliando a produção e, com a falta de mão de obra especializada, sobram vagas. De acordo com o economista João Luís de Souza Lima, os problemas econômicos tanto na Europa, quanto nos Estados Unidos, são de dívidas fiscais.

“Nos Estados Unidos, pessoas que eram acostumadas a ter dois empregos, tiveram de se organizar apenas com um. Lá, a crise é bem mais aguda porque a dívida do País supera seu crescimento no Produto Interno Bruto (PIB). Este corte afeta os imigrantes, mas, no caso dos brasileiros existe uma boa esperança para quem volta ao País”, explicou, referindo-se à abertura de 3 milhões de vagas de emprego desde 2008, quando a primeira onda da crise afetou a economia mundial.

No caso do Japão, a organização da população, além do alto nível educacional, está fazendo com que, mais uma vez, o país saia de forma criativa da crise. “Depois do terremoto, grandes montadoras pararam suas produções, causando demissões. No entanto, o setor da construção civil está em alta, então, equilibrou o saldo de emprego. Mesmo assim, muitos brasileiros foram demitidos, mas aqui tem vaga para quem tem qualificação”, destacou. O mercado precisa de mão de obra qualificada. “Faltam engenheiros, contadores, economistas, entre outros. Os profissionais mais graduados trabalham fora. Estes não ficam sem emprego se retornarem ao País”.

O economista Jacó de Souza também defende a qualificação profissional. “O Brasil está em pleno crescimento econômico, com previsão de acréscimo de 6% no PIB. Estas empresas que estão evoluindo, precisam de profissionais qualificados e esta experiência no exterior pode ser determinante para a contratação. Em contar que a Copa está aí, a oportunidade é boa”.

Apesar otimismo, a geração de empregos no Brasil apresentou queda. Pelo segundo mês consecutivo, Mogi das Cruzes, por exemplo, registrou fechamento de postos de trabalho. Depois de terminar junho com um saldo negativo de 567 vagas, em julho a cidade demitiu 25 pessoas a mais do que contratou, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Mão de obra estrangeira desembarca no País Mão de obra estrangeira desembarca no País(0)

Estadão

Número desses profissionais no Brasil subiu 20% no 1º semestre; crescimento é maior nas Regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte

Em abril, a engenheira civil Almudena Olivares Piñera, de 25 anos, trocou a Espanha por Salvador. O motivo foi uma vaga de emprego na empresa responsável pela construção da Arena Fonte Nova, estádio que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 na Bahia.

As perspectivas para a economia brasileira – principalmente se comparadas ao cenário de crise em países da União Europeia e nos Estados Unidos – tornaram trajetórias como a da jovem engenheira cada vez mais frequentes no País.

No primeiro semestre deste ano, o número de profissionais estrangeiros aumentou quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre janeiro e junho foram concedidas 26.545 autorizações para que profissionais de outras nacionalidades possam trabalhar no País, contra 22.188 nos mesmos meses do ano passado. “O Brasil se tornou um mercado com muitas oportunidades para um profissional qualificado”, diz a engenheira Almudena, que chegou ao País por meio da Aiesec, uma organização que promove o intercâmbio entre profissionais.

De acordo com Celso Grisi, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), a “invasão” dos estrangeiros está apenas no início. “Como nos países de origem a situação econômica está muito difícil, a chegada de novos trabalhadores internacionais tende a aumentar nos próximos anos”, afirma Grisi. Ao contrário dos países desenvolvidos, a economia brasileira deve avançar neste ano pelo menos 3,5%, nas estimativas da maior parte dos analistas.

Os estrangeiros são atraídos, principalmente, pelas oportunidades nas áreas de engenharia e de segmentos relacionados ao pré-sal. “Não tem muito o que fazer por enquanto, porque as empresas são as primeiras a buscarem profissionais estrangeiros”, afirma Grisi, referindo-se à baixa qualificação do brasileiro.

Regiões

A presença de estrangeiros tem crescido em especial fora do tradicional eixo Rio-São Paulo. O Nordeste e o Centro-Oeste, por exemplo, inverteram a tendência dos dois últimos anos e voltaram a atrair mão de obra internacional. Nessas regiões, a presença de trabalhadores “importados” cresceu 134% e 48%, respectivamente.

No Nordeste, nos primeiros seis meses do ano, a quantidade de mão de obra importada já supera a de 2010. Há dados curiosos quando se analisa a presença de estrangeiros por Estados. O Rio Grande do Norte, por exemplo, apresentou alta de 791% no número de profissionais do exterior no primeiro semestre. A capital do Estado, Natal, é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o que motiva o aumento de estrangeiros na economia.

Na avaliação de Ricardo Lacerda de Melo, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o aumento de estrangeiros na economia do Nordeste ocorre por conta dos “investimentos estruturantes”. Ele destaca que o emprego regional cresce acima da média brasileira nos últimos anos: “A região recebe investimentos com a implantação de grandes empreendimentos em petroquímica, estaleiros, siderurgia e minérios”.

No Centro-Oeste, somente o Distrito Federal teve redução na contratação de estrangeiros – queda de 8% -, enquanto os demais Estados apresentaram alta no período. Ao contrário de anos anteriores, a migração para a região tem sido de profissionais qualificados, diminuindo o espaço de trabalhadores menos qualificados de países fronteiriços, como Bolívia e Paraguai. “Esses trabalhadores que estão chegando são mais capacitados”, diz Luiza Ribeiro, presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Ritmo forte

Entre as cinco regiões brasileiras, o crescimento de trabalhadores estrangeiros é maior no Norte. Nos primeiros seis meses de 2011, a alta foi de 248% ante o mesmo período do ano passado. Em 2010, o número de trabalhadores estrangeiros por lá já havia dobrado. A região tem recebido muitos trabalhadores com baixa qualificação e que vêm de países mais pobres. Somente no Acre, foram concedidos 162 vistos para haitianos.

Em números absolutos, o Sudeste ainda é a região que mais atrai trabalhadores internacionais. Puxada pelos Estados do Rio e São Paulo, a região teve crescimento de 11% neste primeiro semestre. No ano passado, a alta foi de 68%. “Escolhi São Paulo porque queria morar numa cidade cosmopolita, aprender outro idioma e conhecer a cultura brasileira”, diz a colombiana Ana Maria Dominguez, de 24 anos, que desde março trabalha em uma empresa especializada em promover negócios sociais.

Crescimento

Rondônia importou 40 profissionais no primeiro semestre de 2011 ante zero no mesmo período de 2010. No Estado, ocorrem as construções das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio.

Senador Alvaro Dias apresenta parecer contrário a PL nº 2.827/2008 Senador Alvaro Dias apresenta parecer contrário a PL nº 2.827/2008(0)

O projeto de lei nº 2.827/2008, de autoria do deputado vicentinho (PT-SP), que visa alterar a forma da regulação do piso salarial dos engenheiros foi encaminhado ao Senado no final de junho e já teve o primeiro parecer contrário, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

O senador acredita que a aprovação do projeto de lei extinguiria o direito da categoria ao salário mínimo profissional. A íntegra do parecer está disponível no link abaixo.

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Revolução no ensino da matemática Revolução no ensino da matemática(0)

João Batista Araújo e Oliveira*

Os estudantes brasileiros têm dos piores desempenhos do mundo em matemática.

Na última avaliação internacional (o Pisa), o Brasil ficou em 58º lugar num ranking de 66 países – 51 pontos acima do último e 419 abaixo do líder. Só oito países se saíram pior: Colômbia, Albânia, Indonésia, Tunísia, Catar, Peru, Panamá e Quirquistão. Nenhum tem economia comparável à brasileira em dimensões e complexidade.

Como matemática é essencial para todas as carreiras técnicas e para a inovação tecnológica, muitos preveem que a falta de mão-de-obra qualificada será o maior freio ao crescimento nos próximos anos.

É estratégico, portanto, melhorar o ensino de matemática. Muitos países com desempenho melhor que o brasileiro já perceberam isso e estão investindo na área. Afinal, os líderes do ranking de matemática no Pisa são também os países que mais crescem no mundo: China, Cingapura, Hong Kong, Coréia, Finlândia.

Como tudo o que faz sentido na educação, a revolução necessária começa pela formação do professor. H. Wu, eminente matemático e professor da Universidade de Berkeley, é o arauto dessa revolução que avança a passos largos em vários países, especialmente nos asiáticos, e que já começa a frutificar nos Estados Unidos.

Estes e outros provocativos aspectos do que há de novo no ensino de matemática são objeto de um Seminário sobre Ensino de Matemática nas séries iniciais que será realizado nos dias 18 e 19 de agosto no Rio de Janeiro (www.institutoalfaebeto.org.br). O tema é fascinante.

Comecemos por pensar o que é a matemática: um conjunto de elos encadeados que envolve precisão, definições, raciocínio, coerência e uma finalidade. As afirmativas matemáticas são claras e sem ambiguidade. As definições são o esteio de sua estrutura: se não forem precisas e rigorosas, não há matemática. O raciocínio é o seu sistema circulatório, o motor que engendra a solução de problemas. A ausência de raciocínio é a raiz da decoreba.

A matemática é coerente, é como um tapete em que todos os conceitos e habilidades estão interligados. Matemática, enfim, tem uma finalidade, todo conceito ou habilidade relacionado a ela tem um propósito.

Seu ensino nas séries iniciais tem por objetivo não apenas ensinar operações básicas, mas preparar futuros técnicos, engenheiros e matemáticos. Para cumprir sua função, o professor deve estar focado no desenvolvimento de mentes precisas e disciplinadas. Isso requer fazer com que o aluno perceba a estrutura, a relação entre as partes e a tessitura do conhecimento matemático – e não se limite a decorar fórmulas ou aprender conteúdos isolados.

Mas para formar mentes disciplinadas, o professor precisa ter sua mente disciplinada, entender a relação entre as partes para explicar, por exemplo, por que um quadrado é um tipo de retângulo, ou para evitar dizer que frações são um tipo diferente de número. Desafio não trivial, porém menos complicado do que parece.

Um dos equívocos na formação dos professores de matemática das séries iniciais é supor que eles precisam saber muita matemática. No Brasil, muitos querem que tenham pós-graduação. Entre os norteamericanos é uma glória ter concluído um curso avançado de álgebra.

Nada disso ajuda a ensinar bem. A análise de Wu e as evidências empíricas sugerem algo mais simples: para ser um bom professor nas séries iniciais, o importante é saber bem a aritmética e um pouquinho além, para entender sua relação com os tópicos que a criança aprenderá nas séries posteriores.

Além disso, o professor precisa adquirir outras habilidades, como inventar e contar histórias (os problemas), dar exemplos, elaborar testes, saber dosar os conteúdos e conseguir relacioná-los com seus futuros usos (para que serve isso, professor?).

A didática da matemática, no entanto, é menos pedagogia (aprendizagem de técnicas desencarnadas) do queengenharia, ou seja, um conjunto de orientações que ajudam o aluno a aprender e usar os conteúdos de forma eficiente e a consertar falhas de aprendizagem que eventualmente venham a ocorrer.

Daqui decorrem duas conclusões.

De um lado, a matemática que os professores das séries iniciais precisam saber é uma subdisciplina com conteúdo específico – diferente de cursos avançados de álgebra ou cálculo, mas que precisa ser ensinada e aprendida com o rigor e precisão próprios da área. De outro, a pedagogia dessa disciplina é inseparável de seu conteúdo: para inventar e contar boas histórias de matemática (cinco passarinhos estavam no poste, três foram embora – quantos ficaram?) ou inventar boas formas de explicar o teorema de Pitágoras, o professor precisa conhecer matemática.

As propostas de Wu, baseadas em longos anos de estudo sobre o ensino na área, constituem um alento e um alerta importante, especialmente neste momento em que se discute, no Brasil, um novo exame para professores. Melhor do que reinventar a roda, exigir cursos de pós-graduação, ou cair no pedagogismo, vale a pena acompanhar a revolução no ensino da matemática que vem ocorrendo no resto do mundo.

*João Batista Araújo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa e Beto

Petrobras deve contratar 17 mil até 2015 Petrobras deve contratar 17 mil até 2015(0)

Revista Exame

Áreas prioritárias incluem engenharia, geologia, geofísica e cursos técnicos

A Petrobrás deve contratar 17 mil funcionários até 2015 para sustentar seu crescimento. O plano de negócios da companhia petrolífera 2011-2015 prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões em função da crescente demanda da exploração de petróleo e gás natural.

“Esse planejamento pode nos levar a ter um novo processo seletivo já nesse final do ano ou no começo do ano que vem”, adianta Lairton Corrêa, gerente de gestão do efetivo de Recursos Humanos da Petrobras adianta. O último processo seletivo da Petrobras, iniciado em julho deste ano, teve um total de 173.686 candidatos inscritos para um total de 590 vagas, além da formação de cadastro de reserva.

Atualmente o setor de RH esta na fase de análise e planejamento com cada setor da companhia, além de estudar o mercado de trabalho. “Verificamos dados do IPEA, do Ministério da Educação e da curva de formandos do país. Nesse planejamento estratégico tem variáveis internas e externas para serem analisadas”, explica.

Atualmente a empresa tem 85 mil funcionários e a previsão é de, em 2015, chegar a mais de 103 mil

Segundo Corrêa, a tendência é que as novas vagas sejam voltadas para as áreas deengenharia, geologia, geofísica e cursos técnicos.

O recrutamento leva em conta principalmente a formação para o cargo – não há limite de idade e não é exigida experiência prévia. A Universidade Corporativa da empresa qualifica a mão de obra internamente. “Um engenheiro de petróleo, por exemplo, depois que é chamado fica aproximadamente um ano na universidade para treinamento”, explica o diretor.

Presidente quer combater crise com investimentos Presidente quer combater crise com investimentos(0)

A palavra “crise” foi repetida à exaustão durante os discursos de todos os palestrantes do 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo. A presidente Dilma Rousseff, durante solenidade de abertura mostrou uma postura firma diante do assunto, afirmando que a forma de contornar a situação não é recuar, e sim, reagir. “Nosso posicionamento de crise não é recessivo e vamos continuar investindo e incentivando as pequenas empresas”. E completou: “Não entraremos em recessão porque reagimos à crise. Não tenho medo da crise”.

Os empresários do ramo da construção, no entanto, se mostram receosos em relação a uma possível ameaça internacional de mercado. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, comemorou o avanço dos programas de habitação no Brasil, mas cobrou atenção do governo em relação à tomada de mercado por empresas estrangeiras que possam procurar no País os clientes que perderam devido à crise. A presidente reafirmou não ser este o momento para se preocupar com isso.

Tanto a presidente quanto a ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, preferiram dar ênfase aos objetivos conquistados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no programa Minha Casa, Minha Vida. Durante painel realizado ontem pela manhã, a ministra ressaltou os números que estão previstos para o segundo ciclo dos programas. Para o PAC 2 estão previstos investimentos de quase R$ 1 trilhão (R$ 955 bilhões), sendo que para o Minha Casa, Minha Vida está prevista a contratação de 2 milhões de moradia – o dobro do que foi feito na primeira fase. Segundo Miriam, 74% da verba prevista serão utilizadas em obras que estarão prontas até 2014. O restante faz parte de construções grandiosas, como usinas hidrelétricas, que levarão mais tempo para serem concluídas.

Para o governo federal, a parceria com a iniciativa privada foi o grande trunfo para o sucesso dos programas, porque puderam conhecer os pontos operacionais, onde diminuir custos e burocracia. Um dos instrumentos do PAC foi a desoneração do setor de construção, que chegou a quase R$ 77 bilhões no período compreendido entre 2007 e 2011. A ministra enfatizou que a desoneração ajudou no crescimento da construção civil, que só em 2010 empregou 2,5 milhões de trabalhadores. De acordo com ela, esse tipo de crescimento aquece todos os setores da sociedade, já que houve geração de emprego e renda.

O modelo conquistado, no entanto, não é o ideal, sugere Miriam. Para a nova fase do PAC é preciso “consolidar os avanços do primeiro ciclo; ampliar a parceria com o setor privado; aumentar a produtividade; melhorar a qualificação da mão de obra e conseguir alternativas construtivas que visem à sustentabilidade”, citou. A forma de se alcançar esses objetivos, segundo ela, é investir em inovação tecnológica, tecla batida muitas vezes pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que também participou do painel de ontem.

O ministro citou dois rankings globais. No primeiro, o Brasil ocupa a 13ª posição em relação à produção científica do mundo. No segundo, é apenas o 47º no quesito inovação tecnológica. “Isso não representa a importância real do Brasil, que é a sétima maior economia mundial”, comentou. Ele defende que a ciência e a tecnologia sejam colocadas como eixo do desenvolvimento do País. Segundo ele, por aqui ainda há uma cultura passiva de achar que investir em tecnologia significa importar tecnologia. “É preciso produzir tecnologia”, disse.

Mercadante citou o exemplo da Coreia, que mandou seus estudantes para as melhores universidades do mundo a fim de aprenderem como fazer tecnologia. Hoje são eles quem exportam inovação. Segundo dados apresentados pelo ministro, de cada 50 estudantes que se formam no Brasil, apenas 1 é engenheiro. Na Coreia, a proporção é de um engenheiro a cada quatro graduados. Pensando nisso, o desafio da área é investir em formação de talentos nas áreas de Ciência e Tecnologia, Saúde e Engenharia com a concessão de 75 mil bolsas de estudos no exterior para os alunos com os melhores desempenhos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio do Programa Ciência sem fronteiras.

O ministro defende que o mercado brasileiro precisa ser preservado, como solicita o presidente da CBIC, mas que é imprescindível que o País produza inovação tecnológica de qualidade. Por isso, conclui que a iniciativa privada deve ajudar o governo na concessão de bolsas de estudo – Dilma chegou a afirmar na quarta-feira que espera chegar a 100 mil bolsas de estudo a partir de parceria com empresas.

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