banner

Destaques voltar para a página principal

Uma via de mão-única para a luz Uma via de mão-única para a luz(0)

Diodo óptico

Há poucos meses, cientistas construíram o primeiro diodo óptico, um componente que permite que a luz caminhe em um sentido único, nunca refletindo e retornado.

Isto é essencial para a viabilização dos processadores fotônicos, nos quais os dados são transportados e processados não por elétrons, mas por luz – praticamente sem dissipação de calor e com uma velocidade muito maior.

Agora, uma equipe da Universidade de Maryland (EUA) descobriu que é possível construir um diodo óptico ainda mais simples e mais versátil.

A proposta é usar anéis ressonadores na plataforma de silício usada pelo tradicional processo de fabricação CMOS.

Além da simplicidade e da compatibilidade com a tecnologia da eletrônica atual, esse novo diodo óptico circular trabalha com fótons individuais, o que o torna útil também para o processamento quântico de informações.

Diodo optomecânico

O dispositivo é opto-mecânico, um guia de ondas, por onde a luz caminha, acoplado a um ressonador que vibra como a membrana de um tambor – é a interferência entre as ondas mecânicas e as ondas de luz que cria o diodo óptico.

A luz vinda de qualquer direção consegue viajar pelo guia de ondas – a borda do tambor – e, dependendo do seu comprimento de onda, será absorvida ou transmitida pelo centro ressonante.

O movimento vibracional da membrana é uma onda, e vai interferir com a luz dentro do ressonador.

Para forçar os fótons a viajar apenas em uma direção, os pesquisadores propõem injetar luz em um dos sentidos de rotação do anel externo.

Essa chamada luz de bombeamento otimiza o movimento da luz em um sentido e influencia a vibração da membrana. Assim, as vibrações ficam fortes o suficiente para modular a luz.

O resultado é que, em determinados comprimentos de onda, a luz que tenta circular no sentido oposto ao da luz de bombeamento não excitará as vibrações da membrana, sendo absorvida ou bloqueada pelo ressonador.

E está pronto o diodo óptico.

Simulador de muitos corpos

Há outras aplicações possíveis para o diodo óptico sobre silício.

“A interferência de ondas, neste caso vibrações acústicas interferindo com ondas de luz, é não-quântica. Mas os cientistas podem esfriar os microrressonadores até uma temperatura onde emergem os efeitos quânticos,” afirmou Mohammad Hafezi, um dos autores da proposta.

Em princípio, um chip repleto desses ressonadores poderá ser usado para simular sistemas quânticos de muitos corpos – os simuladores quânticos estão entre as áreas mais “quentes” da pesquisa de fronteira da física, sendo cogitados inclusive para gerar realidades virtuais do tipo Matrix.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Motor suíço irá à Lua com 0,1 litro de combustível Motor suíço irá à Lua com 0,1 litro de combustível(0)

Motor econômico

Que tal enviar uma sonda espacial da Terra à Lua gastando um décimo de litro de combustível?

É o que prometem engenheiros da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça.

Eles apresentaram o primeiro protótipo de um motor-foguete ultracompacto cujo objetivo declarado é “reduzir drasticamente o custo da exploração espacial”.

O motor inteiro, incluindo combustível e controle eletrônico, pesa 200 gramas e foi projetado especificamente para impulsionar satélites e sondas espaciais de pequeno porte.

O motor é a primeira peça de umsatélite-gari para limpar o lixo espacial, cuja construção foi proposta há cerca de um mês.

Ele também será usado em uma constelação de nanossatélites que a Alemanha está construindo para gravar sinais de rádio de frequência ultrabaixa no lado oculto da Lua.

Liberdade para os satélites

Com a miniaturização dos equipamentos, os nanossatélites caíram no gosto dos cientistas porque seu custo de fabricação e de lançamento é muito mais baixo do que um satélite convencional.

Seu grande inconveniente é justamente a falta de propulsão, o que limita sua capacidade de coleta de dados científicos de elevada precisão.

“Até agora, os nanossatélites ficam travados em suas órbitas. Nosso objetivo é torná-los livres,” disse Herbert Shea, coordenador do projeto.

Motor iônico

Em vez de um combustível inflamável, o novo minimotor espacial usa um líquido iônico, um composto químico chamado EMI-BF4, que funciona tanto como solvente quanto como eletrólito.

Ele é composto de moléculas eletricamente carregadas, ou íons – como o sal de cozinha, com a diferença que o combustível do foguete é líquido a temperatura ambiente.

Para que o motor funcione e empurre o satélite, os íons são arrancados do líquido e ejetados por um campo elétrico.

Esse é o princípio básico do motor iônico: o combustível não é queimado, ele é expelido.

A saída do motor iônico também não é feita por aquele bocal tradicional dos motores foguetes: são mais de 1.000 furos por centímetro quadrado em uma placa de silício.

Funcionamento do motor iônico

Primeiramente o combustível é levado por capilaridade até um reservatório na extremidade dos microbocais.

Lá os íons são extraídos por um eletrodo mantido a uma tensão de 1.000 volts, acelerados, e finalmente emitidos da traseira do satélite, produzindo o empuxo.

A polaridade do campo elétrico é revertida a cada segundo, permitindo que tanto os íons negativos quanto os positivos sejam ejetados.

Ao contrário de um motor foguete comum, que queima o combustível, o motor iônico acelera lentamente, mas continua acelerando por muito mais tempo – sua aceleração é de um décimo de milímetro por segundo ao quadrado, o que significa que ele faz de 0 a 100 km/h em 77 horas.

Tirando a limpo

Os testes mostraram que, depois de seis meses de funcionamento, a velocidade do micromotor iônico passou de 24.000 km/h – típica de um objeto em órbita da Terra – para 42.000 km/h.

“Nós calculamos que, para alcançar a órbita lunar, um nanossatélite de 1 quilograma impulsionado por nosso motor vai levar seis meses e consumir 100 mililitros de combustível,” explicou Muriel Richard, membro da equipe de desenvolvimento.

Depois de ter levantado suspeitas e recebido críticas quando da apresentação do projeto do satélite-gari, o CleanSpace, os engenheiros suíços agora afirmam que pretendem finalizar o protótipo do seu limpador de lixo espacial em um ano.

O protótipo será testado com o nanossatélite SwissCube, que já está fora de operação, mas ainda em órbita.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Projeto pretende viabilizar criação de robôs em casa Projeto pretende viabilizar criação de robôs em casa(0)

Robôs impressos

Engenheiros norte-americanos receberam US$10 milhões para um projeto que pretende “reinventar como os robôs são projetados e fabricados”.

O objetivo é desenvolver uma plataforma simples que permita que qualquer pessoa projete, configure e imprima um robô especializado em algumas horas de trabalho.

impressão 3D está rapidamente viabilizando a chamada fabricação aditiva, e os engenheiros querem tirar proveito dessa nova possibilidade – a construção de objetos 3D por impressão – para dar um empurrão no campo da robótica.

O projeto reúne pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e das universidades da Pensilvânia e Harvard, e terá cinco anos de duração.

Compilador de máquinas físicas

Atualmente, leva anos para projetar, fabricar e programar um robô, um processo muito caro, envolvendo desenvolvimento de hardware e software, aprendizagem de máquina e técnicas de visão artificial.

O novo projeto pretende automatizar o processo de construção de dispositivos 3-D funcionais, que permitam que pessoas sem treinamento específico possam projetar e construir robôs funcionais a partir de materiais como, por exemplo, folhas de papel.

“Nossa visão é desenvolver um processo de ponta a ponta, mais especificamente um compilador para a construção de máquinas físicas, que comece com um elevado nível de especificação de função, e dê como resultado uma máquina programável para essa função, usando processos simples de impressão,” explicou Daniela Rus, coordenadora do projeto.

Problema prático

Essa visão antevê uma pessoa em casa identificando um problema que precisa de auxílio para ser resolvido ou conduzido no dia-a-dia – pegar objetos que caem embaixo do sofá, por exemplo.

Essa pessoa então seleciona um projeto de uma biblioteca de projetos de robôs, ajusta-o para atender às suas necessidades específicas e envia seu projeto customizado para uma impressora 3D.

Segundo a Dra Rus, o objetivo é que, em 24 horas, o robô possa ser impresso, montado, totalmente programado e fique pronto para entrar em ação.

Um exemplo é um protótipo apresentado pela equipe, apenas parcialmente funcional, que imita um inseto e consegue chegar onde a mão ou a vassoura não chegam.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Obra é retomada, mas clima segue tenso em Belo Monte Obra é retomada, mas clima segue tenso em Belo Monte(0)

Barricadas tentam impedir acesso a canteiro; após acusação do CCBM, Justiça proíbe ONGs de agir contra a usina

Por Natália Bezutti

Os cinco canteiros de obra da hidrelétrica de Belo Monte funcionaram normalmente nesta terça-feira, (3/4), com a volta ao trabalho dos cerca de mil trabalhadores do sítio Pimental, que suspenderam o movimento de greve. Mas, por volta das 7 horas, um grupo ainda não identificado montou uma barricada na saída da cidade de Altamira, em direção à área da usina, impedindo a passagem de alguns ônibus.

Não se sabe ainda quantos veículos foram impedidos de avançar rumo à hidrelétrica. A informação é de que todos os cinco canteiros estão em atividade, mas também não se sabe quantos operários estão no local. Até o momento, a única confirmação é de que o sítio Canais e Diques está com 100% de seu efetivo – pois o horário de saída dos ônibus é durante a madrugada. Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), no último sábado, parte dos cerca 7 mil trabalhadores não conseguiu chegar no canteiro, também por conta de barricadas na saída da cidade.

A paralisação das obras no sitio Pimental teve início na semana passada, no dia 27 de março, após reivindicação de reajuste salarial, da cesta básica e redução do prazo de baixada - período de recesso em que os operários voltam para casa. Como a data-base da categoria é em novembro, o consórcio propôs que a negociação prosseguisse com os funcionários trabalhando, o que foi aceito pelo sindicato.

O canteiro de obras do sítio Belo Monte, com cerca de 2.300 mil trabalhadores ficou parado apenas por um dia, na quarta-feira passada, com a aceitação da proposta do CCBM. Já o sítio Pimental ficou com obra suspensa por cinco dias. Na segunda-feira (2), não houve expediente dos funcionários do consórcio, por ser dia de pagamento – normalmente considerado dia de recesso.

As negociações seguem abertas entre o CCBM e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins (Sintrapav), que se encontrarão em nova reunião marcada para 10 de abril. O Jornal da Energiaapurou que uma briga entre sindicatos pelo direito de representar a categoria pode estar por trás das dificuldades de se chegar a acordos entre construtores e operários.

Outro fator que agrava a situação, ao menos segundo o CCBM, é a atuação de organizações não-governamentais (ONGs) contrários à hidrelétrica. Tanto que o consórcio pediu à Justiça, em caráter liminar, que uma delas, a Xingu Vivo Para Sempre, seja proibida de impedir acesso aos canteiros de obra e de fazer “qualquer moléstia à posse” da empresa sobre a área a ser ocupada pela usina.

O pleito do CCBM foi parcialmente aceito e o juiz Wander Luís Bernardo impôs multa diária de R$5 mil, até um limite de R$100 mil, caso a ONG e seus diretores tomem tais medidas contra o empreendimento. Na ação, o consórcio chegou a anexar fotos que provariam que a entidade bloqueou a Transamazônica ”numa espécie de parede humana”.

O Xingu Vivo Para Sempre classifica a afirmação como ”ridícula” e acusa o CCBM de “mentira intencional” junto ao Judiciário e de “tentativa de criminalizar lideranças sociais” para “encobrir as moléstias contra seus operários”. Segundo a ONG, um de seus membros esteve no local apenas para cobrir os fatos.

Nesta segunda-feira (2), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins (Sintrapav) havia enviado um comunicado a seus filiados em que dizia que “várias pessoas estão infiltradas no meio da categoria, fazendo tumulto e propagando violência”. Esses agentes teriam “interesses diversos, desde políticos até em acabar com nossos empregos com o encerramento das atividades da obra”.

Via: http://www.jornaldaenergia.com.br

Designers criam alternativa em energia eólica para Masdar city Designers criam alternativa em energia eólica para Masdar city(0)

Um novo conceito de energia eólica está sendo planejado para Masdar City, em Abu Dhabi. O projeto envolve uma ideia totalmente diferente, que utiliza uma série de 1.203 “talos” de 55 metros de altura, 30 centímetros de diâmetro na base e cinco centímetros no topo. Os chamados “Windstalks” – de geração de energia cinética – balançam com o vento de forma semelhante aos talos de trigo. Eles estão ancorados no chão, em bases de concreto que variam entre dez e 20 metros de diâmetro.

O conceito foi criado por uma empresa de design de Nova York chamada Atelier DNA. Segundo o Discovery News, os designers surgiram com a ideia para a planejada Masdar City, de 5,96 Km2, área a ser construída fora de Abu Dhabi. O projeto ficou em segundo lugar na competição Land Art Generator – um concurso patrocinado pela Madsar para identificar a melhor obra de arte que gerasse energia renovável.

Os Windstalks são feitos de varas de carbono reforçados com fibras de resina, contêm discos piezeoelectric e eletrodos que geram corrente, que é armazenada em duas câmaras que atuam como uma bateria. Luzes LED foram instaladas nas hastes que brilham ou apagam, dependendo da quantidade de vento presente. Quando as correntes de vento estão completamente ausentes, o LED fica escuro.

Tempestades de poeira, comuns na região, não seriam problema para este conceito. Não haveriam falhas, como em sistemas de energia solar que não funcionam corretamente nestas condições, uma vez que o vento é o que fornece energia para os Windstalks. A principal preocupação neste caso seria se o carbono reforçado com fibra de resina pode resistir a ventos de alta velocidade.

Se a ideia funcionar, poderá ser usada em outros lugares, principalmente onde existem bons ventos. Se não funcionar, será mais um revés no desenvolvimento de Masdar City, que recentemente foi assediada por uma série de problemas, resultando na possibilidade de a eletricidade ter que ser “importada”, causando danos ao objetivo do projeto de ser totalmente sustentável.

O Windstalk continua a ser um conceito, apesar de seus criadores afirmarem em seu site que “É baseado em um conjunto de sistemas que já existem e funcionam.” Nenhuma palavra foi dita sobre a quantidade de energia gerada ou sobre a disponibilidade do produto para comercialização. Com informações do Atelier DNA eTreehugger.

Redação CicloVivo

 

Brasil visa a 10ª posição no ranking mundial de energia eólica Brasil visa a 10ª posição no ranking mundial de energia eólica(0)

O Brasil tem grande potencial para a produção de energia eólica. As condições naturais privilegiadas e o investimento que o país tem atraído renderam a 20ª posição no ranking mundial de produtores de energia através dos ventos. Mas, o cenário pode ser ainda melhor. Em apenas um ano poderemos saltar para a 10ª posição.

A projeção foi feita pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, durante o evento Brazil Wind Energy Conference 2012, Segundo ele, é necessário apenas que o Brasil repita os investimentos feitos em 2011, para que alcance o Top 10 dos produtores mundiais de energia eólica.

Este modelo é o segundo mais eficiente no Brasil, atrás apenas da produção hidrelétrica. Por isso, o país já comercializou sei mil megawatts de energia eólica nos últimos leilões. Já estão em fase de construção os parques responsáveis por gerar 1,2 mil MW.

Para Tolmasquim, o setor energético brasileiro é uma das áreas com as quais o governo não precisa se preocupar. O potencial brasileiro foi reforçado na fala de Elbia Melo, presidente-executiva da Abeeólica, que afirmou um crescimento de 12% ao ano, na produção eólica.

“Os ventos brasileiros são um dos melhores do mundo. Além de aumentarem o potencial de produção de energia elétrica, se mantivermos a produção de energia eólica, reduziremos a emissão de CO2 em 51% até 2020”, completou Elbia.

Bons ventos que vêm do Nordeste

O nordeste brasileiro é uma das regiões com maior potencial eólico no país. Um dos destaques é o estado do Ceará, que através de uma parceria com a Fhurländer, fabricante alemã de aerogeradores, irá produzir 39% das torres e aerogeradores usadas no estado.

A fábrica teve as obras iniciadas na última terça-feira (3) e deve começar a funcionar em 2013. Com a produção feita localmente, o estado nordestino irá reduzir de 60% para 21% a quantidade de equipamentos importados, durante os próximos quatro anos. Com informações do Terra e jornal O Povo.

Redação CicloVivo

Mobilização contra Código Florestal defende mangue como o “berçário da vida” Mobilização contra Código Florestal defende mangue como o “berçário da vida”(0)

Existem muitos pontos ambientalmente preocupantes na proposta de mudança do Código Florestal. Um deles é a questão dos mangues, considerados Áreas de Preservação Permanente (APP), que podem perder de 10% a 35% de sua área protegida.

O tema serviu de inspiração para que a ONG ambiental SOS Mata Atlântica criasse uma campanha contra a mudança na legislação, utilizando o argumento de que muitas espécies, famílias e até mesmo a economia podem ser prejudicados pela perda do mangue.

A campanha “Mangue Faz a Diferença” ganhou forças no início deste ano, quando a organização conseguiu o apoio de pescadores e pessoas que passavam as férias no litoral brasileiro. A proximidade dos grupos que estavam no litoral com os mangues, fez com que o tema fosse enxergado de maneira diferente e ganhasse grande popularidade e apoio.

A conscientização gira em torno do fato de o manguezal ser considerado o “berçário da vida”. O bioma abriga diversas espécies e também funciona como fonte de renda e alimento para muitas famílias de pescadores. Portanto, o grande desafio e o principal motivador da mobilização é conseguir conscientizar as pessoas que estão na cidade. Conforme explicado por Beloyanis Monteiro, coordenador de mobilizações da SOS Mata Atlântica, em entrevista ao Programa CicloVivo.

“A maior parte das pessoas já viu um mangue. Esta não é uma realidade muito distante. Talvez as pessoas não saibam da importância, e esse é o nosso desafio: passar a mensagem de que o mangue é importante”, explicou.

Os esforços da ONG contra o Código Florestal têm surtido efeito. A campanha de popularizou com as hashtags #manguefazadiferenca e #florestafazadiferenca. Assim, diversos jovens e pessoas que não costumam ter contato com a área ambiental, mas estão ligados às redes sociais, tomaram conhecimento sobre os impactos que a legislação pode causar à natureza.

O resultado deste viral foi a coleta de mais de um milhão e meio de assinaturas, pedindo que a presidente Dilma Rousseff vete a proposta de mudança no Código. O material foi levado ao planalto, pare ser entregue em mãos à presidente. No entanto, ela não recebeu os ativistas e o abaixo-assinado teve que ser entregue ao secretário Gilberto Carvalho.

“O Código Florestal é um a história de todo mundo, não é só de ambientalista. É uma questão que envolve o pequeno produtor, envolve o pescador, envolve o cara da cidade. Não dá para ficar quieto. Como cidadãos nós temos um papel muito importante. Então agora é o momento de unir forças”, argumentou Monteiro.

O ambientalista ainda esclarece que o movimento não é necessariamente contrário à mudança, mas sim à maneira como ela vem sendo proposta. O Código Florestal atual é muito antigo, datado de 15 de setembro de 1965, portanto, é indiscutível que existe a necessidade de uma reformulação e atualização. No entanto, a proposta atual é tida como um retrocesso ambiental, capaz de, até mesmo, deixar o Brasil em situação pouco confortável durante a Rio+20, evento ambiental que será realizado no Rio de Janeiro, em junho deste ano.

Diante da importância do impedimento desta decisão, Monteiro explica que a hora de os brasileiros agirem é agora. “Se a gente achar que a batalha está ganha, a gente vai entregar de ‘mão beijada’. Nós temos que nos engajar e pressionar [as autoridades]”, finalizou.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

Via: http://www.ciclovivo.com.br

Braxenergy tem planos para fábrica fotovoltaica de 300MW Braxenergy tem planos para fábrica fotovoltaica de 300MW(0)

Primeira fase do projeto está orçada em 30 milhões de euros

Por Natália Bezutti

A Braxenergy, que até então apostava em projetos de geração termossolar, pretende implantar uma fábrica de painéis fotovoltaicos na região Nordeste com uma capacidade de produzir 300MW por ano. Serão investidos R$30 milhões euros na primeira fase do projeto. No total, serão quatro etapas para, ao final, produzir placas e células solares, além de semicondutores. A implantação começará em 2013, quando a empresa já prevê fabricar as placas. Em 2014 deve ter início a produção de células, que será seguida por um investimento maior, para produção dos semicondutores.

A empresa de engenharia e desenvolvimento de energia construirá a fábrica em sociedade com um grupo europeu, que o CEO da empresa, Hélcio Camarinha, prefere não revelar. O Estado que receberá a unidade também ainda é mantido em segredo. A planta ocupará uma área de 50 mil metros quadrados e possibilitará a transferência de tecnologia para o Brasil. “Apesar de todos os players falarem que tem muita fábrica de placa no mundo, e que está sobrando, o Brasil tem que seguir sua linha de tropicalização e forçar a implantação do parque fabril”, enfatiza Camarinha.

Na área termossolar, o primeiro projeto da empresa é para a cidade de Coremas, na Paraíba. Apesar de ter outorga e licença de instalação, Camarinha lamenta ainda não possuir um contrato de venda de energia. No ano passado, a empresa tentou inscrever a planta em leilões promovidos pelo governo, mas não teve aceita a inscrição.

Enquanto issso, a empresa explora outros mercados. Camarinha revela que a Braxenergy possui 657MW em projetos na África do Sul – 200MW de fotovoltaica, 200MW de eólica, 200MW de termossolar e 75MW em pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Segundo o executivo, o país oferece boas condições e tem garantido a contratação de usinas.

“Há seis anos a gente está trabalhando nisso aqui no Brasil e até hoje não tem nada assegurado. Na África do Sul você não perde dinheiro com investimento em projeto. Aqui o setor elétrico está muito mal regulamentado, traz muita incerteza para os investidores, principalmente para quem desenvolve”, comenta o engenheiro

No Brasil, a Braxenergy entrou com pedido de autorização para divisão do projeto de usina termossolar Doutor Miguel Arraes de Alencar em dois módulos, com 30MW cada. Segundo Camarinha, a empresa deve implantar, no mesmo complexo, um parque de energia solar fotovoltaica.

Via: http://www.jornaldaenergia.com.br

Debate internacional na Feicon consolida o Aqua na construção sustentável Debate internacional na Feicon consolida o Aqua na construção sustentável(0)

Investir em métodos para a diminuição de impactos ambientais e desempenho sustentável da construção são desafios do setor

Com a III Conferência Internacional Processo AQUA realizada na última quarta-feira, dia 28, durante a Feicon Batimat, onde estiveram presentes representantes do governo (Ministério das Cidades), empresários do setor da construção civil (Fiesp), incorporadores, construtores, projetistas e representantes franceses do HQE (entidade francesa de certificações para obras sustentáveis habitacionais e de serviços), a Fundação Vanzolini consolida o Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) como referência em certificação de construções sustentáveis no Brasil.
José Joaquim do Amaral Ferreira, diretor executivo e diretor de Certificação da Fundação Vanzolini, abriu o evento apresentando o crescimento do Processo AQUA e anunciou o lançamento do capítulo brasileiro da Sustainable Building Alliance. Organização mundial que integra várias entidades internacionais, a SBAlliance tem como objetivo realizar e promover pesquisas em avaliação e medição do desempenho de edifícios e ambientes construídos sustentáveis, compartilhando esse conhecimento com os integrantes. Além do Brasil, a SBAlliance verifica as práticas e promove a adoção de indicadores comuns para questões chave no Brasil, bem como em países como França, Itália, Inglaterra e Finlândia.
Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA, mostrou como o AQUA tem promovido uma mudança na cultura da construção civil no Brasil, que consiste em pensar mais o empreendimento nas fases iniciais do planejamento, para nascer sustentável, e gerenciar todas as etapas de modo integrado, garantindo o controle e obtendo os desempenhos planejados. “A certificação AQUA é rigorosa, pois vai além das exigências regulamentares; é coerente, uma vez que valoriza as soluções efetivas; e é completa, pois considera as questões sociais, econômicas, ambientais e o usuário”, ressaltou Martins.
Foi consenso entre os palestrantes da conferência que os setores público e privado da construção civil no Brasil precisam investir em métodos para a diminuição dos impactos ambientais e obtenção do desempenho sustentável de empreendimentos.
Para o setor público a grande mudança será avançar nos conceitos. Tanto que a representante do Ministério das Cidades, Maria Salette Weber, coordenadora do PBQP-H – Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, declarou que o ministério atua como órgão regulador e um dos objetivos é melhorar o desempenho e a durabilidade das edificações. Agora, segundo ela, o PBQP-H passa a inserir critérios de sustentabilidade como fator e não apenas como uma consequência da qualidade ou da conformidade. “As construções tem que durar e nossos desafios englobam, entre outros, a redução dos resíduos nas construções e reformas, bem como a redução de CO2″, finaliza.
O Qualitel, organismo francês independente, responsável pela certificação dos empreendimentos habitacionais na França, foi representado por Xavier Daniel, que falou do programa de desenvolvimento sustentável que tem sido aplicado em moradias sociais. Segundo ele, esse processo resultou em menos trabalho de manutenção e baixo consumo de energia nas habitações. “Nossa meta é alojar a população e reduzir em 35% o consumo de energia nos próximos anos”. Outra presença francesa foi de Pascal Cloix, que tratou do modelo HQE-Certivéa de certificação na França para o setor comercial e de serviços. Pascal apresentou a experiência da certificação de bairros verdes, evidenciando a preocupação dos franceses com a gestão dos recursos naturais, bem como com a qualidade dos espaços interiores – o isolamento térmico e acústico, a coleta da água da chuva, o acesso de portadores de deficiência física e a redução do uso de produtos químicos.
O setor empresarial brasileiro foi representado por José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp, que deu um panorama das dificuldades do setor de habitação no Brasil, mas demonstrou otimismo com o momento da economia do país e as perspectivas de futuro. “Temos uma realidade econômica e social favorável, mas mantemos um déficit de 5,8 milhões de moradias no país, que indica que tanto o setor privado quanto o público precisam investir para acabar com o problema. Isso significa que o setor da construção pode crescer com sustentabilidade”, completou Lima.
O encontro contou também com estudos de casos de empreendimentos que seguiram as diretrizes do AQUA, como o do Syene Corporate, primeiro edifício corporativo certificado em Salvador (BA); do prédio do centro de treinamento e desenvolvimento espiritual da Sukyo Mahikari do Brasil; do residencial Park One Ibirapuera da Odebrecht e do Damha Golf I da Damha Urbanizadora, primeiro condomínio sustentável do Brasil. Todos eles evidenciaram as qualidades da certificação AQUA, como ressaltou a engenheira Maristela Yuri Haragushi, da  Construtora Hoss, responsável pelo edifício da Sukyo Mahikari, “trabalhar de forma racional o projeto em busca da sustentabilidade e, em acordo com os indicadores do AQUA, nos trouxe ‘algo’ maior do que o sentimento de realização da obra”.
Um dos destaques da conferência foi a palestra de Pedro Luis Sarro, diretor de projetos e obras, da Leroy Merlin, que além de apresentar a estratégia de sustentabilidade do grupo empresarial, demonstrou os resultados práticos e eficazes do Processo AQUA na loja de Niterói que está em operação. Sarro frisou que “a empresa carrega o DNA da sustentabilidade. Hoje temos 13 lojas certificadas e a sede social. A ideia é certificar todas as lojas com o AQUA”.
A certificação AQUA tem 54 edifícios certificados nas várias fases e se baseia em 14 critérios de sustentabilidade distribuídos em quatro grandes temas: construção, gestão, conforto e saúde. O processo é realizado acompanhando as etapas do desenvolvimento do empreendimento, desde o programa, a concepção (projeto), a realização (construção) e a operação e uso dos empreendimentos residenciais, comerciais ou destinados à habitação popular. Com isso, geram baixo impacto no meio ambiente, consomem menos recursos naturais e geram menos resíduos, além de proporcionar condições ideais de conforto e saúde aos usuários.

Legenda da foto:
Palestrantes da III Conferência Internacional Processo AQUA: representantes do Processo AQUA da Fundação Vanzolini; Leroy Merlin; Fiesp; Ministério das Cidades e da entidade francesa Qualitel-HQE.

 

Via: http://www.brasilengenharia.com

Mecânica quântica é filmada em tempo real Mecânica quântica é filmada em tempo real(0)

Partícula e onda

Você certamente já ouviu falar que as partículas em dimensões atômicas são governadas pelas leis da mecânica quântica, e que isso significa que elas podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas.

Um elétron ou um fóton, por exemplo, são partículas e são ondas, dependendo da forma como você os encara.

Isso é contraditório com as noções que temos sobre o que é real ou local: um elétron poderia assim não ser “real” no sentido de ser uma partícula, porque seria uma onda.

Mas, quando visto como uma partícula, poderia não estar em um lugar determinado, porque, como onda, espalha-se por um espaço finito, não sendo nada além de uma probabilidade de estar em algum ponto desse espaço.

Experimento da dupla fenda

O experimento clássico para demonstrar isso é a chamada dupla fenda, uma chapa com duas fendas verticais, contra a qual são disparados fótons, ou partículas de luz.

Do outro lado emergirá um padrão de interferência, similar ao formado por múltiplas pedras caindo sobre a superfície de um lago, mostrando que os fótons-onda interferem uns com os outros – essencialmente, eles estão passando pelas duas fendas ao mesmo tempo.

Contudo, sobre a chapa, os fótons sempre são coletados e medidos comportando-se exatamente como partículas.

Essa é a demonstração clássica da chamada dualidade partícula-onda, e até hoje vem sendo repetida à exaustão em laboratórios de física, mas sempre na forma de uma “fotografia”: a chapa onde os fótons colidiram e formaram o padrão de interferência.

Dualidade partícula-onda ao vivo

Agora, cientistas da Universidade de Viena, na Áustria, conseguiram pela primeira vez filmar o experimento da dupla fenda, mostrando a dualidade partícula-onda desenrolando-se ao vivo.

Em vez de fótons, Thomas Juffmann e seus colegas usaram moléculas de ftalocianina, um corante altamente fluorescente, e fizeram-nas atravessar uma grade em nanoescala, com uma espessura suficiente para reduzir os efeitos da força de van der Walls.

Assim que as moléculas chegavam na tela, do outro lado da nanograde, os cientistas capturavam imagens ao vivo usando um microscópio de fluorescência com uma sensibilidade inédita, capaz de fotografar cada molécula com uma precisão de 10 nanômetros.

Mecânica quântica visível a olho nu

O experimento tem um componente fortemente didático: ele revela a característica de partícula única dos complexos padrões de difração quânticos em escala macroscópica, visível a olho nu.

É possível ver o padrão de interferência surgindo em tempo real, e lá permanecendo durante horas.

Assim, o “Dualidade Partícula-Onda – O Filme”, torna essa propriedade contra-intuitiva da mecânica quântica algo particularmente tangível e visível.

As experiências têm também um ponto de vista prático.

Elas permitem acessar as propriedades moleculares na proximidade das interfaces entre sólidos, e mostram um caminho para futuros estudos de difração em membranas com espessuras de nível atômico.

Via: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Contato e Endereço

  • (62) 3251-8181 / 3251-8967
  • Email

Av. Portugal nº 482
Setor Oeste, Goiânia - GO

Redes Sociais

Categorias mais populares

© 2011 Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás | Desenvolvido por Tuddo Web.