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Baixa qualificação prejudica avanço da Petrobras(0) Estadão O crescimento da exploração e produção de petróleo e derivados nos próximos quatro anos esbarra em uma situação que a Petrobras, internamente, tem classificado de dramática. O déficit de profissionais para o período 2011-2015 é de 200 mil. Pior: faltam engenheiros, carreira mais importante do funcionalismo da estatal. O problema foi abordado pelo assessor da presidência da Petrobras, Sidney Granja, em palestra proferida há duas semanas no Rio em evento sobre a competitividade do setor de óleo e gás, realizado na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Assistente do presidente José Sérgio Gabrielli, Granja revelou que a Petrobras treina, no momento, 80 mil profissionais. É pouco, afirmou. “Estamos com muitas dificuldades em termos de qualificação de mão de obra em toda a Petrobras. Teremos de treinar 200 mil nos próximos quatro anos. Fazemos um trabalho extenso com universidades para a qualificação da mão de obra. É preciso resgatar a engenharia no Brasil”, disse. A insuficiência de engenheiros em quantidade e qualidade não aflige só a Petrobras. Empresas privadas do setor têm trazido de fora profissionais de engenharia do petróleo, mecânica, civil e química, entre outras especialidades da profissão. Desde 2008, o Ministério do Trabalho registra aumentos anuais no número de engenheiros do exterior que ingressam no Brasil com ofertas de empregos no setor de petróleo. Em 2008, vieram 2.520 estrangeiros, dos quais 43 especializados em petróleo. No ano seguinte, as importações cresceram 28%, passando a 3.226, com 63 profissionais específicos do setor petrolífero. Em 2010, mais um crescimento, dessa vez de 32%, com 4.256 engenheiros admitidos no País (103 da área de petróleo). |
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Programa qualifica profissionais para óleo e gás(0) Valor Econômico O fortalecimento do mercado, as descobertas do pré-sal e o audacioso plano de investimentos da Petrobras para os próximos anos evidenciam um dos principais gargalos do setor de petróleo e gás natural no Brasil: a escassez de mão de obra especializada. Estima-se que apenas as quatro grandes refinarias da estatal em fase inicial de construção – Abreu e Lima (PE), Premium 1 (MA), Premium 2 (CE) e Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) – deverão gerar cerca de 100 mil empregos diretos. Faltam principalmente engenheiros e técnicos. Para evitar atrasos nos projetos, o governo federal lançou, em 2003, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que vem capacitando milhares de trabalhadores por meio de cursos gratuitos de nível básico, médio, técnico e superior, distribuídos por 175 categorias profissionais ligadas ao setor. Até 2010, o programa treinou 78 mil profissionais, segundo o coordenador do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida. A Petrobras investiu nessa capacitação R$ 228 milhões. Os gastos tiveram a aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). “A meta é, até 2015, investir mais R$ 557 milhões na qualificação de um novo contingente de 212 mil pessoas em categorias diferenciadas”, diz Almeida. Para Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e ex-assessor da ANP, os programas de treinamento e desenvolvimento profissional são as únicas alternativas para suprir, no médio prazo, a demanda de pessoal. “As empresas estão recorrendo a técnicos e especialistas estrangeiros, em caráter emergencial. O Brasil é a bola da vez, quase todo o mundo está olhando para cá em busca de oportunidades. Com a crise nos principais países produtores, sobra mão de obra qualificada no mundo”, afirma Pires. Além do Prominp, ele cita o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, da Petrobras (Cenpes), instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que atende às demandas tecnológicas que impulsionam os projetos da empresa. Estão envolvidas no Prominp cerca de 80 instituições de ensino, em 17 Estados. Além dos cursos gratuitos, são oferecidas bolsas-auxílio mensais para os alunos desempregados, que variam entre R$ 300 e R$ 900, dependendo do nível de escolaridade. Em levantamento feito junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, identificou-se que 81% dos profissionais qualificados encontram-se empregados no mercado de trabalho formal. Foi criado ainda um banco de currículos on-line no portal de qualificação do programa (www.prominp.com.br). O banco contém currículos dos alunos e ex-alunos. Para acessá-lo, as empresas precisam se cadastrar no site. De acordo com a Petrobras, outro indicador da importância do Prominp está na evolução da participação da indústria brasileira nos projetos. Ela aumentou de 57% em 2003 para 74% em 2010, o que representa um adicional de US$ 25,1 bilhões de bens e serviços contratados no mercado nacional e a geração adicional de 995 mil postos de trabalho. O processo de seleção do Prominp é executado pela Fundação Cesgranrio. O candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. Existe a possibilidade de isenção da taxa de inscrição para candidatos com Número de Identificação Social (NIS) e que declararem não possuir recursos financeiros para pagamento do valor. Recentemente, o Prominp apresentou ainda o Programa Progredir, desenvolvido em parceria com os seis maiores bancos de varejo do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, HSBC e Santander). Ele prevê a liberação de crédito com base em contatos fechados com a Petrobras. O valor emprestado poderá ser de até 50% do valor de um contrato futuro de prestação de serviços ou fornecimento de equipamento, já acordado com a Petrobras. O mesmo percentual poderá ser utilizado pela subcontratada da antecedente e assim sucessivamente, beneficiando a cadeia produtiva em vários níveis. A expectativa é atingir 250 mil empresas. |
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Pré-pronto muda perfil da construção(0) Jornal da Cidade – Bauru Técnicas como armações já montadas e casas pré-moldadas são cada vez mais usadas para acompanhar aquecimento do setor Com o aquecimento da construção civil, é comum encontrar pessoas reclamando da escassez de mão de obra qualificada no setor. E, pela antiga lei de oferta e procura, quando esses profissionais são encontrados, geralmente o custo é alto. É justamente para driblar essa dificuldade que a construção civil emprega e aceita – cada vez mais materiais pré-engenhados. Segundo estimativas de especialistas no setor, essa é uma tendência crescente e, ao utilizar determinadas técnicas como a compra de armações prontas e casas pré-moldadas, mais de 50% da mão de obra pode ser cortada. É o que aponta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de Bauru, Cláudio da Silva Gomes. De acordo com ele, o uso de armações e estruturas já prontas diminui em cerca de metade a mão de obra que seria utilizada nos canteiros de construção. É uma tendência que cresce bastante, principalmente em obras de grande porte. A pessoa traz o projeto, a empresa já faz a armação indicada e entrega já pronta. É só o trabalho de colocar em pé , explica. Antes, o aço era levado ao canteiro e lá era cortado e montado. As empresas de armações já fazem esse trabalho. O arquiteto Daniel Belloni Zucaro é proprietário de uma dessas empresas. Ele explica que já são 22 prédios construídos dessa maneira em Bauru e mais quatro em andamento. Os construtores enxergam a facilidade em fazer esse tipo de serviço. Além de reduzir a mão de obra, existe toda a agilidade no processo. Fazemos toda a estrutura do pilar, viga, baldrame e depois entregamos tudo pronto. A mão de obra necessária é mínima quando já se tem essas armações , aponta. Daniel Zucaro afirma que a utilização não depende do tamanho da obra, sendo que várias residências em Bauru já são feitas com essas armações compradas sob medida . Justamente pelo aquecimento do setor, o presidente do sindicato, Cláudio da Silva Gomes, não acredita que o fato possa gerar desemprego e aponta que o custo acaba valendo a pena. Comprar uma armação já pronta é mais caro. Entretanto, pode-se diminuir cerca de 50% o uso da mão de obra. Em relação aos custos, isso se torna compensador , completa. Pré-moldadas Outro exemplo de técnicas utilizadas para suprir a carência de mão de obra são as casas pré-moldadas. Oengenheiro de uma construtora especializada nesse tipo de edificações, Francisco Parreira, explica que o sistema é semelhante a montar Lego . Ao invés de colocar tijolo por tijolo no canteiro de obras, o construtor compra a placa de alvenaria já pronta. Essas placas são levadas ao canteiro de obras e montadas como se fosse Lego. O trabalho é muito mais prático , conta. O sistema construtivo já foi empregado em várias cidades da região, alguns condomínios em Bauru e, segundo oengenheiro, pode substituir a mão de obra em cerca de 60% em uma construção. Todavia, ele explica que compensa somente em obras com grande número de unidades, como o de condomínios. Fazemos a forma que será utilizada naquelas casas que irão ter todas o mesmo tamanho. Então, utilizamos a mesma forma em várias unidades. Não é interessante pré-moldar uma residência individual. Com essas placas já prontas, além de reduzir a mão de obra, compensa também pela agilidade. Podemos levantar uma casa em um dia , completa o engenheiro. |
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Em Paris, metade das casas já têm selo verde(0)
Estadão Cerca de 80% das escolas, hospitais, museus e edifícios comerciais e metade das habitações da cidade têm certificação de sustentabilidade Capital das artes e do turismo, Paris também virou referência mundial em patrimônio sustentável. Hoje, cerca de 80% das escolas, hospitais, museus e edifícios comerciais e metade das habitações da cidade têm certificação de sustentabilidade. Tanto o certificado quanto o cálculo de impacto ambiental dos produtos usados nas obras foram adotados como política pública. O sistema de certificações de Paris teve início nos anos 90. Em 1996, surgiu a HQE, sigla em francês para alta qualidade ambiental, que se tornou uma das principais certificações de construção civil do mundo. Para recebê-la, a construção precisa atender a 14 critérios, como ter um canteiro de obras de baixo impacto e fazer o manejo da água adequado. Em prédios já construídos, as modificações são feitas com o cuidado de não alterar características do patrimônio. “Aproveita-se o que é atual sob o ponto de vista de eficiência e tenta-se substituir o que é obsoleto, interferindo o mínimo possível na estrutura”, afirma Ana Cunha, engenheira portuguesa da Qualitel, organização não-governamental responsável pela certificação de residências em Paris. “Na performance energética, é mais fácil não interferir. E reformas para melhora acústica podem ficar limitadas.” Além da Qualitel, que certifica conjuntos habitacionais e residências, existe na França o Centro Científico e Técnico de Construção (CSTB), ligado ao governo, que faz a certificação ambiental de museus, hospitais, bibliotecas e prédios comerciais. A certificação tem custo alto. Mas isso não foi obstáculo a um acordo fechado em 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente e outras agências do governo com as instituições francesas de certificação ambiental para transformar o HQE em política pública. O compromisso inclui a exigência da Declaração Ambiental de Produto (EPD, na sigla em inglês), documento com o cálculo de impacto ambiental de cada produto em todo seu ciclo de vida. “A ideia é mensurar o desempenho ambiental de toda a malha urbana”, explica Julien Hans, chefe de Divisão Ambiental da CSTB e criador da base de dados com todos os parâmetros ambientais da maioria dos produtos da construção civil. Chamada de Inies, a base pode ser acessada na internet. Tanto a base como a HQE foram incorporadas ao Plano de Ação Climática de Paris. “A meta é reduzir o consumo de energia em 25% entre 2004 e 2020”, disse o secretário de Emprego e Desenvolvimento Econômico, Christian Sautter. Coube a ele assinar outro plano, em 2007, com entidades da construção civil. “Vai facilitar a certificação das habitações privadas.” A HQE já chegou ao Brasil, com a sigla Aqua. A responsável pela concessão é a Fundação Vanzolini. |
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Custo da indústria automotiva no Brasil é 60% maior que na China(0)
Anfavea apresentou nesta terça um estudo de competitividade e política industrial para o setor Os custos da cadeia automotiva no Brasil chegam a ser 60% maiores do que em outros países. “Em comparação com a China, o custo no Brasil é 60% maior”, afirmou nesta quarta-feira, 29, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, que apresentou um estudo de competitividade e política industrial para o setor automotivo, realizado pela PricewaterhouseCoopers a pedido da Anfavea.
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Preço e falta de incentivo faz carro elétrico permanecer longe do Brasil(0)
FERNANDO CALMON Não se pode mais afirmar que os defensores do carro elétrico no Brasil estão numa crise de apatia. Até pouco tempo só havia manifestações isoladas, algumas iniciativas pontuais como o programa conjunto entre Fiat e Itaipu Binacional ou projetos individuais, a exemplo do engenheiro Elifas Gurgel, que promete kits elétricos com baterias convencionais por apenas R$ 13.000 (mais a mão de obra). Nos recentes salões internacionais de automóveis o assunto esteve onipresente e, portanto, não há como ignorá-lo dentro das nossas fronteiras. A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), fundada em 2006, tem feito uma crescente exposição de suas ideias e defende a adoção imediata dessa tecnologia no país. Dentro do entusiasmo que caracteriza um tema tão relevante, surgem alguns exageros. Chamar um híbrido de veículo elétrico híbrido mostra mais uma visão de marketing do que técnica, pois a tração puramente elétrica é apenas simbólica nessa tecnologia, considerando que o velho motor a combustão continua presente, garantindo desempenho e autonomia. Isso ocorre até no Chevrolet Volt, um híbrido em série plugável em tomada que estende sua autonomia para 500 km graças a um motor/gerador a gasolina. Semana passada, a ABVE organizou em Brasília o Seminário Brasileiro sobre Tecnologias para Veículos Elétricos (TEC-VE 2011) com uma pauta extensa e interessante ao longo de dois dias. Foi o melhor fórum de discussões até hoje, incluindo conferencista do exterior, no caso o português Robert Stussi. Ford, Nissan, Renault, Mitsubishi e Iveco colocaram sua visão sobre os próximos passos para introdução dos elétricos ou mesmo híbridos no Brasil. Entre os temas discutidos chamaram a atenção as fontes de metais de terras raras e de lítio, como matéria-prima para motores elétricos de ímãs permanentes (os mais viáveis) e para fabricação de baterias, respectivamente. Chineses e bolivianos são os principais aquinhoados com reservas desses metais e os preços podem acelerar tanto ou mais que um carro elétrico, reconhecido por essa capacidade. IMPOSTO NÃO É O ÚNICO PROBLEMA Uma das bandeiras levantadas foi o estímulo fiscal que criaria alguma atratividade. A Argentina estabeleceu uma cota de 300 veículos híbridos e elétricos por ano com apenas 2% de imposto de importação, porém só para quem já fabrica no país. No Brasil, o veículo elétrico recebe taxação de 25% de IPI. Na outra ponta um carro com motor de 1 litro de cilindrada paga 7%, mas sem diferenciação entre gasolina e flex, também uma distorção. Na realidade, carros elétricos a bateria, como Nissan Leaf ou Mitsubishi i-MiEV que estavam em Brasília para demonstração, custam tão caro — mais de R$ 150.000 — que não há incentivo capaz de atrair consumidores comuns por aqui. Nem mesmo a grande diferença no custo/km rodado ajudaria a amortizar o preço, já que as distâncias percorridas em cidade, habitat do elétrico, são insuficientes. O preço muito elevado deve-se à bateria com suas células e, apesar do empenho dos fabricantes, nada indica que haverá progresso substancial nos próximos anos. Salvo em aplicações de nicho ou uso específico, o carro elétrico, por mais racional que se apresente, ainda não passa de jogo para a torcida. DÚVIDA TRIBUTÁRIA O governo está dividido em relação à nova taxação sobre veículos. Em Brasília, na TEC-VE 2011, Nelson Barbosa, secretário do Ministério da Fazenda, afirmou que emissões gasosas não balizarão as futuras alíquotas. Mas o selo de eficiência enérgica, espécie de fusão entre dados de consumo e ambientais, será obrigatório a fim de ajudar na escolha do consumidor. IMIGRAÇÃO JAPONESA A Nissan anunciou nova fábrica no Brasil para 200.000 veículos por ano, independentemente dos investimentos de sua aliada Renault, dentro de seu plano estratégico mundial. Como o compacto March vem do México, é bastante provável que, nesse volume, o escolhido seja um subcompacto para brigar com os modelos semelhantes em gestação Fiat e Volkswagen. GRANDE E MODERNO A evolução do Ford Edge (R$ 142.600, na versão avaliada) foi marcante. Desde o motor V-6 de 289 cv (mais 20 cv) à nova grade frontal e um interior requintado graças à eletrônica de bordo, esse utilitário esporte com algo de crossover convence. Agora, modelo básico parte de R$ 122.000. Interessante a troca sequencial de marchas no pomo da alavanca do câmbio automático. DE TRÊS PARA DOIS O planejamento inicial da GM era lançar três produtos inteiramente novos este ano. Mas terá de se contentar com apenas dois, ambos sedãs: médio compacto Cruze e o compacto Cobalt. Ficou para o início de 2012 a versão hatch do Cruze. Na fila, logo em seguida, estará a nova picape média S10. DEMORA PARA CHEGAR Os importadores admitem que a obtenção de licenças prévias de importação não automáticas deve atrasar novos embarques. Informalmente o governo segue prioridades: primeiro, veículos argentinos e mexicanos; depois, de outras procedências mas de marca que produzem e exportam do Brasil; por último, os demais fornecedores, que só importam. Parece justo. |
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Resíduos sólidos de construção e demolição(0)
Caixa quer estimular reciclagem Brasília – A Caixa Econômica Federal lançou hoje (27) chamada pública para implementação de projetos para gestão de resíduos sólidos de construção e demolição, feitos por consórcios públicos e prefeituras municipais. O Fundo Socioambiental Caixa poderá aplicar até R$ 3,8 milhões nos projetos. O investimento contribuirá para a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo comunicado da Caixa, “a seleção tem como objetivo estimular a reciclagem de resíduos de construção e demolição, e seu reaproveitamento nas obras, além de promover a educação ambiental e a mobilização da sociedade”. Os projetos serão recebidos até o dia 26 de agosto de 2011. A geração de resíduos de construção e demolição é oriunda da construção da infraestrutura urbana e abrange a fase de implantação da obra, execução dos serviços, manutenção, reforma, desocupação e demolição. De acordo com a Caixa, estima-se que de 40% a 70% dos resíduos urbanos sejam de construção e demolição. De acordo com a Caixa, podem se habilitar aos recursos consórcios públicos para gestão de resíduos sólidos, prefeituras de municípios com mais de 100 mil habitantes ou instituições vinculadas, responsáveis pela gestão de resíduos sólidos. É condição para a seleção a existência de Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil ou Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, em vigor no município onde o projeto será implantado. O Fundo Socioambiental Caixa recebe até 2% do lucro anual do banco para realizar investimentos em projetos sociais – de cidadania inclusiva e geração de trabalho e renda; e em projetos ambientais – de proteção da biodiversidade e para cidades mais sustentáveis. Este mês, o Fundo Nacional do Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente, abriu chamada pública, em cooperação com o fundo, para aplicar R$ 6 milhões na biodiversidade da Caatinga. Neste caso, as inscrições estão abertas até 22 de agosto de 2011. |
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Usina solar gerará 700 MW em deserto do Arizona(0)
Novidade é tecnologia que pode dispensar água Uma usina solar com capacidade para gerar 700 MW começou a ser construída em Mesquite, deserto do Arizona, EUA. Novidade desta usina é que ela deverá usar muito pouco ou praticamente nenhuma água. A Sempra Energy, responsável pela operação da usina, avalia em US$ 500 milhões o custo da primeira fase que deverá estar concluída em 2013, com capacidade para gerar 150 MW. O Departamento de Energia dos EUA concedeu garantias condicionadas de US$ 359 milhões para o projeto. Os painéis de policristalino serão fornecidos pela Suntech Solar, considerada a maior fabricante mundial deste tipo de painel, com capacidade de produção de 1 GW e que possui uma planta a apenas 50 quilômetros de distância do projeto. A Suntech também possui fábricas na China e no Japão. Embora a Suntech esteja associada a um grande número de projetos de energia solar em todo o mundo, incluindo um de grande visibilidade para a cidade de Masdar, nos Emirados Árabes Unidos, este projeto do Arizona será o maior. Cada painel gerará 280 watts, obrigando a instalação e interligação de mais de 500.000 deles. Usinas de energia solar de grande capacidade têm utilizado concentradores solares (como refletores parabólicos, também chamados heliostats) para direcionar a energia solar através de tubos de água para produzir vapor, funcionando como uma turbina a vapor. Por exemplo, o projeto da Abengoa, previsto para entrar em operação em 2013, gerando 250 MW no deserto de Mojave, na Califórnia, usará concentradores solares para aquecer água, produzir vapor e acionar as turbinas. A vantagem da geração solar sem água (waterless) é que as usinas podem ser instaladas em lugares secos, como desertos, onde há muita terra imprestável para fins agrícolas. Também o deslocamento de assentamentos humanos é mínimo, além da vantagem natural da luz do sol abundante. No entanto, nesses locais a água é escassa. Qualquer tecnologia que minimize ou evite o uso da água é extremamente bem-vinda. A comunidade global de engenharia deverá observar o projeto da Sempra com grande interesse para ver se a tecnologia “waterless” terá bom desempenho, constituindo-se na melhor alternativa em futuros projetos de energia solar. |
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Campinas (SP) ganha loja-conceito de aquecedores(0)
A Heliotek, especializada na fabricação de aquecedores solares para banho, aquecedores solares para piscina e bombas de calor para aquecimento de piscina, com sede em Barueri, na grande São Paulo, acaba de inaugurar uma loja-conceito no Brasil, instalada em Campinas (SP), integrando um projeto piloto que servirá de modelo para investidores e revendedores que estão de olho em adotar nova forma de atendimento a consumidores. O showroom de 120 m² situado na Avenida Brasil, no bairro Guanabara, em Campinas, demandou investimentos da ordem de R$ 600 mil, incluindo o projeto de arquitetura e de definição do conceito. A nova loja, além de abrigar os produtos produzidos pela Heliotek, conta com um centro de treinamento de mão de obra e cursos para profissionais da área, como arquitetos e engenheiros. A Heliotek, reconhecida mundialmente pela qualidade de sua linha de produtos e pela preocupação com o meio ambiente, completou este mês 22 anos no mercado. A empresa teve um faturamento no ano passado de R$ 28 milhões em vendas líquidas e tem previsão de faturamento de R$ 36 milhões em 2011. A expectativa de crescimento deste ano deve oscilar entre 28% e 30%, bem acima do mercado, que cresce em média entre 10% e 17% ao ano. No planejamento estratégico anual da empresa, que é feito sempre no mês de setembro, a Heliotek investiu, desde o ano passado R$ 4,1 milhões: R$ 1,9 milhão na fábrica, com foco na linha de produção, R$ 1,6 milhão no desenvolvimento de novos produtos, que inclui horas de engenharia, e R$ 600 mil no showroom de Campinas. O sócio diretor da Heliotek Oscar de Mattos disse que a empresa registrou grande crescimento de mercado a partir de 2008, quando foi feita uma joint venture com um grupo europeu chamado Monier, especializado em cobertura de residências e de telhados. “De 2008 para cá tivemos um planejamento financeiro muito forte e estratégico, que possibilitou um maior crescimento da nossa empresa.” Oscar de Mattos disse que Campinas foi escolhida para abrigar a loja da Heliotek -depois de um estudo de inteligência do mercado -realizado em São Paulo, nas principais capitais brasileiras e em Campinas- por meio do qual foi verificado que o consumidor de Campinas é o mais exigente no que diz respeito a ecologia, enquanto em outras capitais o primeiro apelo do consumidor era economia. “Em Campinas o primeiro apelo era ecologia, e em segundo lugar, qualidade de banho, conforto para o banho e economia; assim, através de reuniões com consumidores que aderiram à nossa marca e as marcas dos concorrentes fizemos um focus group para identificar os anseios deles e vimos que uma série de coisas que o vendedor e o lojista tradicional estão oferecendo ao mercado não é o que o consumidor espera. Ele está querendo muito mais: ele quer uma loja especializada com pessoal altamente capacitado para explicar, disseminar, mostrar, e para que ele veja na loja toda uma linha de produtos de aquecedores solares e de piscinas e produtos complementares e uma entrega de serviços muito grande”, explicou. Segundo Oscar de Mattos, os dados da pesquisa mostraram o modelo de loja e de atendimento diferenciado que o consumidor de Campinas procura, e ao mesmo tempo, como seria difícil a curto prazo implantar essa nova filosofia de trabalho junto ao canal de revendedores, resolveram implantar essa loja, que servirá de piloto para a implantação de um sistema de licenciamento, em modelo de franquia, que garanta ao cliente a qualidade não só dos produtos, mas também do atendimento e do suporte técnico, para os futuros investidores e empreendedores. A percepção da demanda de clientes cada vez mais interessados em qualidade motivou a formatação da loja-conceito, que deixa de ser apenas um ponto de venda e oferece ao consumidor soluções ecológicas e econômicas de uso de água e energia, com um serviço agregado ao produto e atendimento personalizado de alto padrão. Experiência Na loja-conceito da Heliotek, o cliente poderá vivenciar uma experiência real através de um dinâmico e inovador showroom. “A nossa intenção é gerar resultados satisfatórios para que possamos dar início ao processo de licenciamento. A loja perde a característica puramente comercial e se transforma num centro de treinamento. Antes de ter uma loja licenciada da Heliotek, o futuro empreendedor irá acompanhar o trabalho já realizado na loja-modelo, em Campinas, como se fosse um estágio, mesmo”, explica. Oscar de Mattos disse ainda que a Heliotek quer se aproximar do seu público e que os dados identificados na pesquisa serviram de base para confirmar que seus produtos são sempre idealizados como detentores de qualidade e tecnologia de ponta com o menor impacto ambiental possível, da fabricação ao funcionamento do produto comercializado. Com todo esse potencial identificado em Campinas, a idéia é investir ainda mais nesta região. “Verificamos que existe espaço para outras lojas. Já revendíamos para outras revendas de Campinas. Na cidade tem mais de 10 lojas de aquecimento solar, mas nenhuma loja focada só em aquecedores solares”, diz. |
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Berlim quer facilitar ingresso de profissionais especializados no país(0)
O governo alemão pretende facilitar a integração de profissionais estrangeiros no mercado de trabalho do país, reduzindo entraves à entrada de trabalhadores qualificados de fora da UE. Sindicalistas criticam plano. O governo da Alemanha aprovou nesta quarta-feira (22/06) um plano para facilitar a integração de profissionais estrangeiros no mercado de trabalho alemão. O documento, de 32 páginas, prevê, entre outros, uma redução dos entraves à entrada de profissionais especializados do exterior na Alemanha. O papel aprovado pelo gabinete da chanceler federal, Angela Merkel, é tema de discussões entre integrantes do governo e representantes do mercado laboral, antes de uma possível transformação em projeto de lei. Berlim pretende, com o plano, não só atrair profissionais qualificados da União Europeia (UE), mas também mão de obra qualificada de fora das fronteiras do bloco. Entre outras mudanças, há planos de que empresas dispostas a empregar engenheiros ou médicos de países não pertencentes à União Europeia não sejam mais obrigadas a provar a inexistência, dentro do bloco e do país, de outros candidatos adequados para a vaga, como ocorre atualmente. Desempregados locais são prioridade A prioridade do governo Merkel, entretanto, deve continuar sendo dos desempregados alemães. Somente em uma segunda etapa, os obstáculos para trabalhadores estrangeiros trabalharem na Alemanha devem ser reduzidos. O plano inclui também medidas para facilitar a harmonização da vida profissional e familiar, reforçar a integração de trabalhadores mais velhos e de desempregados no mercado laboral, assim como facilitar o ingresso dos jovens à carreira profissional. A principal potência econômica da Europa se ressente de uma crescente falta de mão de obra qualificada. O governo alemão estima que o número de pessoas economicamente ativas diminuirá em 6,5 milhões nos próximos 15 anos. “Temos um milhão de vagas, e faltam principalmente engenheiros e médicos”, disse a ministra alemã do Trabalho, Ursula von der Leyen, em uma entrevista à televisão estatal alemã ARD. Von der Leyen sinalizou a intenção de reduzir o piso salarial mínimo exigido para que trabalhadores de países de fora da UE possam obter visto de trabalho para a Alemanha – dos atuais 66 mil euros para 40 mil euros anuais. “Mas esta é uma reivindicação que será, com certeza, debatida ferozmente nas próximas semanas”, reconheceu a ministra. Resistência Os planos do gabinete de Merkel já encontram resistência de sindicatos e mesmo dentro da própria coalizão governamental. A União Social Cristã (CSU), partido que integra o governo Merkel, é contra alterar a renda mínima exigida para estrangeiros e qualifica a alternativa como “desnecessária”. Michael Sommer, presidente da Federação Alemã dos Sindicatos (DGB, na sigla em alemão), a maior central sindical do país, argumenta de forma semelhante. “Antes de se pensar sobre a imigração, temos que esgotar o potencial aqui na Alemanha”, disse. Ele acusou, ainda, o governo alemão de ceder à pressão do empresariado. “O apelo por limites de renda mais baixos, tem apenas um objetivo: os empresários querem profissionais qualificados mais baratos”, protestou. |