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Estagiários de Engenharia e Arquitetura são premiados(0) Quatro dos nove estagiários premiados na 6ª edição do Prêmio Instituto Euvaldo Lodi (IEL) de Estágio são estudantes de cursos de Engenharia ou Arquitetura em Goiás. A premiação é realizada pelo IEL há seis anos, com o objetivo de identificar e divulgar as melhores práticas de estágio no Estado. Concorrem ao prêmio estudantes de nível médio, técnico ou superior das Instituições de Ensino de Goiás que fazem estágio por meio do IEL. Os primeiros colocados de cada categoria concorrerão ao prêmio nacional com mais 19 estados brasileiros na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, no dia 25 de novembro. Desde 2005, primeiro ano de realização do prêmio em Goiás, 18 estudantes já foram reconhecidos e premiados, sendo que destes, 3 foram premiados a nível nacional. Neste ano, foram premiados nas três categorias – pequena, média e grande empresa. A comissão responsável pela premiação avaliou os projetos apresentados considerando os aspectos: qualidade, responsabilidade socioambiental, econômico-financeiro, gestão da qualidade e inovação. A maior nota, baseada nesses critérios, foi para a aluna Thays de Lima Dias, da Escola de Engenharia de Alimentos da UFG. O IEL premiou os terceiros colocados, de cada categoria, com smartphone e os segundos com netbook. Dos primeiros colocados, dois ganharam um notebook e a maior nota (aquela que mais contemplou os itens de avaliação) foi premiada com uma moto. Os prêmios foram patrocinados pela Caixa Econômica Federal. Categoria: Grande Empresa/ Estagiário: Danilo Contieri de Mello/ Título do Projeto: Desenvolvimento dos Software RI e MRP/ Curso: Engenharia da Produção/ Empresa: MABEL/ Instituição de Ensino: PUC Goiás. Categoria: Média Empresa / Estagiária: Thays de Lima Dias / Título do Projeto: Implantação do Sistema de Secagem de Polpa Residual de Batata /Curso: Engenharia de Alimentos/ Empresa: Cicopal/ Instituição de Ensino: UFG. Categoria: Pequena Empresa / Estagiário: Álvaro Barbosa Macêdo Pereira/ Título do Projeto: Criação de um Servidor Proxy/ Curso: Engenharia da Computação/ Empresa: CBCO/ Instituição de Ensino: UFG. Categoria: Grande Empresa/ Estagiário: Vinícius dos Santos/ Título do Projeto: Organização e Gestão Documental no Arquivo da Superintendência de Gestão em RH-SGRH/ Curso: Biblioteconomia/ Empresa: Ministério Público de Goiás/ Instituição de Ensino: UFG. Categoria: Média Empresa/ Estagiário: Thiago Batista Ferreira/ Títudo do Projeto: Desenvolvimento de aplicativos, relatórios, gestão de (ERP)programa de gestão de negócios SAP Busines e melhorias no departamento de Tecnologia da Informação/ Curso: Gestão da Tecnologia da Informação/ Empresa: MB Têxtil/ Instituição de Ensino: Faculdade Cambury. Categoria: Pequena Empresa/ Estagiária: Amanda Karla Campos da Costa/ Título do Projeto: Elaboração e Implantação do Sistema de Garantia da Qualidade através do Desenvolvimento de Metodologias para análise de normas Legais e Técnicas/ Curso: Farmácia/ Empresa: Sauad Indústria Farmacêutica/ Instituição de Ensino: UFG. 3º LUGAR Categoria: Grande Empresa/ Estagiária: Guilhermine Franchesca Nielson/ Título do Projeto: Campanhas de Saúde e cartilha de segurança e saúde no trabalho através da Intranet/ Curso: Técnico em Segurança do Trabalho/ Empresa: Agência Goiana de Comunicação – AGECOM/ Instituição de Ensino: Colégio Sena Aires. Categoria: Média Empresa/ Estagiário: Luiz Eduardo de Oliveira Belchior/ Título do Projeto: A Otimização da Gestão de Processos no Meio Público/ Curso: Arquitetura e Urbanismo/ Empresa: Agência Goiana de Habitação – AGEHAB/ Instituição de Ensino: UNIP. Categoria: Pequena Empresa/ Estagiária: Marina Afonso Borges/ Título do Projeto: O Re – Conhecimento das Relações Públicas/ Curso: Relações Públicas/ Empresa: Ultimatum Tecnológia Jurídica/ Instituição de Ensino: UFG. Sarah Mohn, com informações da Universidade Federal de Goiás |
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Emater tem novo presidente(0) O ex-secretário e chefe de gabinete da Secretaria da Agricultura, Paulo Martins da Silva, assume nesta quarta-feira, dia 27, a presidência da Empresa de Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária – Emater. O ato de posse será às 9 horas, na Seagro, e a transmissão do cargo às 14 horas, na Emater. O engenheiro agrônomo Paulo Martins da Silva foi presidente da comissão responsável pela recriação da Emater e secretário municipal de Agricultura de Rio Verde, de 2001 a 2007. Mais informações: (62) 3201.8905 Fonte: Goiás Agora |
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Aeago homenageia profissionais da Agronomia(0) A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (Aeago) prestou homenagem, no dia 14 de outubro, aos representantes da classe que se destacaram em 2010. Foram nove categorias selecionadas pela diretoria, por meio de indicação dos próprios associados. A solenidade é realizada anualmente pela entidade, como forma de valorizar o Dia do Engenheiro Agrônomo, comemorado em 12 de outubro, desde 1933. Como parte das comemorações, foi proferida palestra com o tema “Agricultura Orgânica como Alternativa ao Desenvolvimento Sustentável em Goiás”, ministrada pelo professor Dr. Paulo Fernandes Marçal, da Universidade Federal de Goiás. Segundo Márcio Sena, engenheiro agrônomo presidente da Aeago, desenvolvimento sustentável faz parte da pauta diária não só dos engenheiros agrônomos, mas de todo brasileiro. “Na época em que me formei, tínhamos um enfoque de mercado mais produtivista. As prioridades e o discurso eram outros, a cobrança era feita de outra forma, porque o Brasil precisava realmente aumentar a produção, tanto de grãos, quanto de proteína animal. Hoje, é preciso respeitar o tripé que envolve desenvolvimento sustentável sem abrir mão do aspecto ambiental, social e econômico”, avalia. Márcio Sena ressalta a importância de todas as produções trabalharem sintonizadas para que a renda gerada pela produção seja lucrativa, mas atingindo o desenvolvimento sustentável. O presidente da Aeago lembra que, atualmente, os engenheiros agrônomos, juntamente aos produtores rurais, são peças fundamentais para o desenvolvimento do Estado, que vive eminentemente da Agricultura e Pecuária. “O campo é grande, amplo, a profissão é bastante eclética e a demanda tem sido crescente. O peso da Agricultura e Pecuária para a economia goiana é significativo. Envolve o setor de agroindústria, indústrias processadoras de soja, frigoríficas, de algodão, entre outras. Então, mais da metade do PIB goiano depende direta e indiretamente da produção agropecuária”, salienta. |
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Como fazer abordagem probabilística do planejamento e gestão da construção(0) Confira os principais assuntos da primeira rodada de palestras do Construtech 2010 Contratação por desempenho, valorizando a expertise e não o preço unitário, é possível? Na concepção do engenheiro civil Antonio Sérgio Itri Conte, da Logical Systems Consultoria, o modelo é praticável, desde que bem planejado. Este foi um dos assuntos debatidos no Construtech 2010, que encerrou, no fim da manhã de hoje (19), a primeira das quatro rodadas de palestras programadas para o evento, e que teve como principal temática o Planejamento e Controle de Obras. O engenheiro palestrou sobre Lean Construction e a Estabilização do processo produtivo da construção civil. Ele explicou o conceito do modelo Lean, que visa o planejamento sem perdas, reduzindo a variabilidade no campo e dominando o processo antes de começar. O planejamento executivo da obra deve ser flexível e ser adaptado em intervalos curtos com o tempo de correção sendo rápido. Conte frisou que estabilizar ciclos é mais importante do que cobrar prazos, facilitando assim o processo de produção. Já o engenheiro Aldo Dórea Mattos, da Aldo Mattos Consultoria, falou sobre a abordagem probabilística no planejamento. Ele explicou como planejar o tempo de uma obra a partir do conceito de probabilidades e em como chegar a esse cálculo usando três cenários: otimista, mais provável e pessimista. O mais provável tem peso quatro, onde também se chega ao desvio-padrão. Destaca que isso deve ser feito por uma equipe de pessoas e lamenta que a prática seja rara no setor: “as construtoras não fazem esses cálculos, que poderiam evitar atrasos nas obras”, disse. A engenheira civil Sheyla Mara Baptista Serra abordou o planejamento de produção e gestão na construção, com enfoque na prática administrativa. Destacou que para atender o planejamento produtivo é necessário que sejam tomadas medidas gerenciais anteriores de médio e curto prazo. E sempre conhecendo a construção e suas especificidades. “As empresas devem estar sempre atualizadas para competir no mercado, preocupadas com novas empresas e produtos que surgem além das atuais concorrentes”, disse. Segundo Sheyla, o gestor de contrato tem papel cada vez mais importante, pois gera segurança para a empresa e controla documentos, sempre tendo conhecimento das especialidades da construção civil, além de administração, direito, economia e contabilidade. Já o professor da Escola Politécnica Ubiraci Espinelli Lemes de Souza falou sobre Do Construction – Gestão da construção com base em indicadores de resultados. Espinelli explica que, no sentido literal, DO Construction significa “fazer construção e o que vale é o resultado e não a intenção”. Para isso, é realizado um controle diário do planejamento. Os princípios básicos da DO são os indicadores objetivos (em números), clareza na comunicação, ênfase no controle e conhecimento de todas as partes do processo. Outra concepção da DO está relacionada à busca da produtividade e a redução de variabilidade na obra, sempre preparado para mudanças. “Toda essa preocupação gera resultados, como a redução de perda de materiais nos canteiros e a melhoria na produtividade da mão de obra”, disse. Para fechar o primeiro ciclo de palestras, o engenheiro civil da Lead Engenharia Marcus Sterzi discursou sobre a Implementação de ferramentas de Lean Production e Last Planner em construtoras. Sterzi focou no conceito de construção enxuta para evitar o desperdício, com estoques zerados, redução da variabilidade e do tempo de ciclo, que engloba o processamento, inspeção e espera, simplificação da obra com pré-fabricados e pré-montagens, aumento da flexibilidade de saída e da transparência, disseminando informações. Marcus também explicou como o sistema Last Planner poder ser usado em planos de longo, médio e curto prazo. As diferenças de um planejamento Lean para um tradicional é que a Lean é detalhada gradualmente, é descentralizada, tem muita participação e permite um controle do ciclo. Confira, em breve, a cobertura das próximas temáticas do evento: Perspectivas de negócios e cenário econômico para o mercado imobiliário, Desempenho acústico, conforto térmico e vida útil das edificações e Como reduzir custos sem perda de qualidade. Serviço: |
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Assembleia discute programa de alfabetização de trabalhadores(0) Segue tramitação na Assembleia, apto a ser votado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), projeto de Lei nº. 1.190/10, de autoria do deputado Thiago Peixoto (PMDB), que dispõe sobre a adesão das empresas da construção civil ao programa de alfabetização de trabalhadores. Segundo justificativa do autor da proposta, a intenção é proporcionar educação mínima aos trabalhadores da construção civil. Para isso, o parlamentar sugere que se dê preferência às empresas que aderirem ao programa, na contratação de serviços junto ao Poder Público estadual. O programa consiste em qualificar a mão de obra, através de aulas ministradas durante a execução de serviços, com duração mínima de um ano, garantindo-se duas horas de aula por dia. Thiago cita dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para lembrar que 33% dos trabalhadores registrados na construção civil não sabem ler nem escrever. “Em geral, desempenham funções auxiliares com pouca ou nenhuma especialização. Por isso, buscando mudar essa realidade, alguns sindicatos têm adotado programas de alfabetização nos canteiros de obras. Daí o nosso projeto para estimular a adesão das construtoras e grandes incorporadoras do Estado.” A proposta está com parecer contrário de seu relator, deputado Honor Cruvinel (PSDB). Para se tornar Lei, a matéria precisa ser aprovada pela CCJ, não seguindo o parecer do relator, e ainda ser votada e aprovada em dois turnos em Plenário para posteriormente receber a sanção do Governador. Se rejeitada a matéria é arquivada, podendo ser reapresentada mediante proposta da maioria absoluta dos parlamentares. |
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Brasil precisa de mais engenheiros(0) Para 2014, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) definiu como meta formar 100 mil engenheiros, o que significa mais do que dobrar o número de formandos de 2008. Afinal, técnicos ou tecnólogos não entram nessa conta e o Censo da Educação Superior do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indica que, no ano de referência, formaram-se nas diversas especialidades da engenharia 47.098 profissionais. Parte da responsabilidade pela meta está nas mãos da comissão formada pela Capes com o objetivo de propor ações indutoras e estimular o desenvolvimento da pesquisa, da pós-graduação, da produção científica e da inovação tecnológica nesta área do conhecimento. Para Sandoval Carneiro Júnior, presidente da comissão e diretor de relações internacionais da Capes, a taxa de formação de engenheiros no Brasil é inferior à de outras nações. “Dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o que menos forma engenheiros. A Rússia forma 190 mil por ano, a Índia 220 mil e a China 650 mil”, diz ele com base em dados de documento elaborado pela comissão e entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad. Para a indústria, a escassez de engenheiros é um fato preocupante desde 2008. “Mesmo com a recessão em 2009, setores como a construção tiveram demanda além do esperado. Não só não houve desemprego de engenheiros como os salários, em média, aumentaram 20%”, afirma Marcos Maciel Formiga, representante da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e membro da comissão da Capes. Para ele, se a taxa de crescimento econômico continuar acima de 5%, haverá necessidade de duplicar o número de engenheiros formados anualmente. Segundo Carneiro Júnior, um dos riscos imediatos da falta de mão de obra qualificada é o de encarecimento do setor produtivo. Ele acredita que as empresas passarão a buscar profissionais estrangeiros, a custos elevados e com a exigência de adaptação do conhecimento técnico à realidade local. Além disso, intensifica-se a dependência brasileira de inovação tecnológica. “O Brasil entra numa fase de crescimento e precisamos sair do modelo econômico baseado na exportação de materiais primários e commodities, cujo valor agregado é pequeno”, alerta Carneiro Júnior. De acordo com ele, para mudar esse quadro, é necessário contar com profissionais capazes de desenvolver inovação tecnológica. No entanto, para Divonzir Arthur Gusso, pesquisador do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), não há motivo para voltar os olhos apenas para a engenharia. “Se a economia começar a crescer muito, pode faltar mão de obra de modo geral”, acredita. Ele, que é um dos autores do artigo “Escassez de engenheiros: realmente um risco?”, publicado na edição nº 6 da publicação Radar, do IPEA, afirma não ser o caso de investir na criação de novos cursos, mas de corrigir os rumos da formação. Combate à evasão Carneiro Júnior é contundente ao afirmar que o principal desvio é a evasão universitária, tendo sido o que motivou a Capes a criar a comissão. Segundo dados por ele apresentados, a evasão, mesmo em IES (instituições de Ensino Superior) públicas chega a 60% e atinge 75% em entidades particulares. “Vagas temos de sobra. Em 2007, 450 mil alunos se inscreveram para 198 mil vagas de engenharia, mas dessas, apenas 115 mil foram preenchidas. Sobraram 80 mil ociosas”, diz. A mesma opinião tem o professor Alexandre Pacheco, coordenador da comissão de graduação da escola de engenharia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) onde, afirma, apenas no curso de Engenharia Civil, todos os anos são oferecidas 175 vagas, com ingresso de cerca de 150 alunos. Segundo ele, apenas em torno de 80 chegam a se formar. “O pessoal tem muita dificuldade nos primeiros dois anos, quando a evasão é pronunciada”, declara Pacheco. Um dos motivos para a evasão seria o perfil estritamente acadêmico do ciclo básico a maior responsabilidade. “Depois que entra na parte profissionalizante, o pessoal costuma engrenar, faz estágios e iniciação científica”, acrescenta ele.
Fonte: Censo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) A suposta responsabilidade pelas falhas que levam à evasão divide-se entre o Ensino Médio e as faculdades. O primeiro respondia pelas deficiências na área de exatas. Tanto que na UFRGS foi criado um programa para detectar alunos com dificuldades nas áreas de física e matemática. Eles são encaminhados para curso preparatório de recuperação. “Modificamos os critérios de recusa de matrícula devido à má performance, o que culminava com a saída do aluno do curso”, revela o coordenador. A própria CNI, por meio do programa Inova Engenharia, atua junto ao Ensino Médio para estimular estudantes a optarem pela engenharia. “Apenas um aluno dentre 700 optará pela engenharia. Não temos como conviver com essa realidade. Então essa mobilização vai tentar sensibilizar a sociedade para a importância desse profissional”, conta Formiga, superintendente da CNI. Já às universidades caberia a responsabilidade por modernizar currículos e torná-los mais atraentes aos alunos a partir do estímulo à aplicação prática dos conceitos nos primeiros anos sem comprometer a base científica. Essa é a opinião de Carneiro Júnior, para quem a questão é amenizar a aridez da teoria por meio da iniciação cientifica, com engajamento em projetos práticos de laboratório. Dentro da sala de aula, ainda na opinião dele, a metodologia precisa ser modernizada com mudança do foco do professor para o problema. “Em vez de apenas estudar teoria, desafiar os alunos a propor soluções”, exemplifica ele. A fim de complementar a estratégia de atração e retenção de alunos nos cursos de engenharia, Formiga acredita ser necessário pensar na questão financeira, tanto com relação às mensalidades quanto sob o aspecto dos salários. “Os cursos são difíceis e as faculdades particulares caras. Os alunos vão para as áreas de humanas e sociais, que também abrem chance de prestar concurso”, analisa ele. Um dos caminhos sugeridos por Carneiro Júnior para atenuar o problema seria desenvolver um programa de ajuda de custo, não reembolsável, para IES comunitárias com bom desempenho no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). “Durante muito tempo, os salários da engenharia foram baixos o que, aliado à necessidade de investir durante cinco anos em muito estudo, afastou os alunos”, argumenta o coordenador. Omissão tecnológica O viés cientificista da educação no Brasil é apontado por Formiga como um dos fatores responsáveis pelo achatamento dos salários de engenheiros. Isso porque os investimentos por parte da indústria em tecnologia seriam escassos. “Estamos mais preocupados com ciência do que com tecnologia. E engenheiros são mais tecnologistas. No, o registro de patentes chega a 400 ou 500 por ano. No mesmo período de análise, a Coréia registrou dez vezes mais patentes do que nós”, compara ele.
Fonte: Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) / IEL (Instituto Euvaldo Lodi) Para essas afirmações, Formiga tomou como base o documento desenvolvido pelo programa Inova Engenharia, que aponta que apenas um terço dos engenheiros permanece no trabalho em sua área de formação. De acordo com o Sumário analítico Mercado de Trabalho para o Engenheiro e Tecnólogo no Brasil, desenvolvido pela CNI, “do total de engenheiros empregados (…) quase metade está concentrada em cinco ramos de atividade, sendo que dois deles estão em áreas não diretamente relacionadas à produção. Um é o ramo de serviços prestados principalmente às empresas (…).O outro é a administração pública, defesa e seguridade social, ou seja órgãos do governo”. Dentre os fatores que fazem com que engenheiros migrem para outros setores, Formiga aponta os melhores salários. “Nada melhor que o setor financeiro para engenheiros, onde exercem suas capacidades e recebem melhor”, resume. Para ele, embora esse fenômeno mostre o aspecto positivo referente à polivalência desses profissionais, também revela um aspecto preocupante. “Queremos que o setor empregue mais engenheiros em atividades de engenharia. Com competitividade acirrada, não se sobrevive sem inovação e engenharia é fundamental”, diz ele. O aumento dos salários nas áreas diretamente ligadas à engenharia voltaria a atrair profissionais já formados e alocados em outras áreas e atenuariam o risco de escassez. A possibilidade é apontada no artigo “Escassez de engenheiros: realmente um risco?”. “Temos 750 mil engenheiros formados e usamos como engenheiros apenas 211 mil. Se houver demanda efetiva, os salários sobem e o pessoal para de ir para o outro lado”, atesta Gusso. Assim, a valorização do engenheiro na indústria passa pela mudança de suas funções principais. Para Carneiro Júnior, muitos profissionais utilizam apenas nível técnico de conhecimento, envolvidos com adaptação de projetos às condições locais. “A indústria tem de participar com recursos e definição de prioridades e aumentar a quantidade de estágios de qualidade, que contribuam para a formação”, afirma o diretor de relações internacionais da Capes. Condição atestada também pelo Sumário analítico da CNI, que indica que “quando se trata do elemento cada vez mais crítico da inovação, os engenheiros são considerados adequados apenas na adaptação da inovação, ficando um pouco abaixo no conhecimento e na implantação e significativamente abaixo na geração de inovação”. As possibilidades da indústria para contribuir com a formação profissional envolvem o aproveitamento da polivalência do profissional de engenharia citada por Formiga, o que é explorado com a criação de universidades corporativas. “O profissional bem formado é exigido e, por meio da universidade corporativa, forma-se a especificidade. O profissional, quando bem formado se adapta às novas situações”, ressalta o representante da CNI. Fonte: Universia |
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Ases firma compromisso com candidatos ao governo(0) Os desafios necessários à administração da Saneago e os rumos da companhia dependerão essencialmente da disposição política do futuro governo do Estado para revigorar o desenvolvimento da instituição. Foi com base nessa premissa que a Associação dos Engenheiros da Saneago (Ases), liderada pela presidente Marisa Pignataro de Sant’Anna, com o apoio do Fórum de Engenharia, representado na ocasião pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás, SENGE-GO, Conselho Regional de Engenharia de Goiás e Clube de Engenharia de Goiás entregou no dia 16 de setembro um projeto com as diretrizes para os serviços de abastecimento de água e esgoto e de esgotamento sanitário em Goiás a representantes dos cinco candidatos quedisputaram o governo de Goiás. Em reunião com a presença do governadoriável do PSol, Washington Fraga, e representantes dos candidatos Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso (PR) e Marta Jane (PCB) todos os presentes firmaram o compromisso de, se eleitos, atenderem as reivindicações da Ases no futuro governo. Marisa Sant’Anna enfatizou a importância de manterem impecáveis e otimizados os serviços de água e esgoto disponibilizados pela empresa a quase cinco milhões de goianos, assim como a necessidade de uma gestão que conduza a defesa de mercado, de empreendedorismo, de respeito aos municípios e estratégia no atendimento às demandas reprimidas. Com 43 anos de existência, a Saneago já realizou grandes investimentos estruturais em todas as regiões do Estado e na formação do seu corpo técnico especializado. No documento entregue aos candidatos, a Ases pontuou o prejuízo à soberania do Estado e à saúde pública da população que acarretaria a perda da liderança histórica da empresa. “A Saneago precisará de suporte do governo para resistir à pressão de certos grupos que tentam operar os sistemas mais superavitários das companhias estaduais de saneamento, hipótese que afetaria fortemente o equilíbrio global da empresa, colocando em risco sua autonomia financeira e, até mesmo, sua permanência no mercado.” A presidente da Ases ressaltou ainda a necessidade de revitalização da Saneago, assim como o investimento na profissionalização de sua gestão, recomendando-se que os critérios de competência técnica sejam preponderantes nos processos de escolha do futuro corpo diretivo e gerencial da empresa. Reivindicações Atualmente, o desafio para a Saneago se sustenta na necessidade de elaborar um plano para adequar seu modelo de gestão ao novo ambiente regulado pela Lei Federal 11.107/2005, que dispôs sobre a formação de consórcios públicos, e a Lei 11.445/2007, que define as diretrizes para a prestação de serviços públicos de saneamento básico. Com base nas novas perspectivas de saneamento para o País, a Ases defende que o próximo governo do Estado dê atenção especial à gestão local e regionalizada da Saneago; à sustentabilidade econômico-financeira da instituição; bem como à introdução da competitividade da estatal no mercado. |