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Brasil vira prioridade para construtoras chinesas Brasil vira prioridade para construtoras chinesas(0)

Estadão

Empresas estão negociando a compra de empreiteiras brasileiras e se mostram interessadas no projeto do trem-bala

As construtoras chinesas colocam o Brasil como a nova prioridade, depois de promoverem um verdadeiro safári pela África. As empresas do setor na China não escondem que já estão negociando a aquisição de construtoras nacionais, fechando contratos de obras em todo o País e colocam como prioridade política a obra do trem bala entre São Paulo e Rio. “Estamos negociando com o governo esse contrato e estamos avançados”, disse Chunhe Diao, presidente da Associação de Construtoras Internacionais da China.

A empresa que quer fechar o contrato com o governo brasileiro, a China Communication Construction Company (CCCC), também declarou ontem em Genebra seu interesse em sair vencedora no leilão.

Com 2 mil empresas chinesas de construção registradas para atuar pelo mundo, Pequim estima que em 2011 fechará contratos de infraestrutura em 80 países, no valor de mais de US$ 150 bilhões. No ano passado, foram fechados acordos no valor de US$ 130 bilhões.

O setor da construção chinesa pelo mundo movimenta US$ 445 bilhões. Mas 80% dos negócios estão na África, Ásia, com especial atenção na Nigéria, Irã e Arábia Saudita. Para jornalistas brasileiro, Diao revelou que o “próximo passo” das empresas de construção da China é mesmo a América Latina, não apenas na construção civil, mas também em consultorias em engenharia, portos e aeroportos e obras de transporte. “O Brasil é um mercado chave para o futuro e é onde queremos explorar novos negócios”, disse. “Temos projetos em usinas de energia, estradas, rodovias e no setor imobiliário.”

Trem-bala

Diao não esconde que uma das prioridades é conquistar o contrato para a construção do primeiro trem bala no Brasil, entre São Paulo e Rio. “Não posso comentar detalhes, mas posso confirmar que estamos em discussão para a construção dessa obra”, disse o executivo.

O tema já foi alvo de negociações entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a cúpula chinesa. Para Pequim, a aposta no Brasil é vista como uma ocasião de garantir um “showroom” para vender os mesmos trens para outros mercados, principalmente em outros países emergentes. Qitao Liu, presidente da CCCC, confirmou também que o projeto é uma de suas prioridades. “Estamos interessados”, declarou. Mas explicou que a decisão será tomada nas mais altas instâncias políticas.

Em abril, a CCCC teria enviado uma carta ao governo brasileiro com o compromisso de que 85% do financiamento da obra viria da China. Mas insiste que parte precisa ser garantido pelo governo brasileiro, o que não está nas regras do leilão.

Os chineses não estão dispostos a apenas disputar licitações com empresas brasileiras. Diao acredita que esse será a melhor forma de se “familiarizar” com o mercado brasileiro. A estratégia é a de comprar construtoras brasileiras de menor porte, usando-as como porta de entrada para o País. Diao também nega que usará apenas trabalhadores chineses nas obras no Brasil e garante que a vantagem das empresas não é apresentar projetos “low cost”. “Temos tecnologia de ponta”, disse. Segundo ele, há um compromisso das construtoras de usar trabalhadores locais nos contratos.

Changqi Wu, diretor executivo da Escola de Negócios da Universidade de Pequim, aponta que, de fato, a possibilidade de o Brasil se transformar em um dos principais destinos das construtoras chinesas é grande. “O potencial é enorme no setor de infraestrutura”, contou.

Workshop sobre Legislação e Aprovação de Projetos Workshop sobre Legislação e Aprovação de Projetos(0)

A Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo de Goiânia (Seplam), o Sinduscon-GO e a Ademi-GO convidam para o Workshop sobre Legislação e Aprovação de Projetos, que será oferecido gratuitamente no dia 6 de outubro.

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Japão tenta substituir energia nuclear por parque eólico em alto mar Japão tenta substituir energia nuclear por parque eólico em alto mar(0)

Portal EA

Experiência será desenvolvida próximo a Fukushima

O governo japonês tem planos para construir um parque eólico off-shore próximo a Fukushima, procurando assim reduzir sua dependência de energia nuclear e os perigos a ela  associados.

Segundo uma fonte da Agência de Recursos Naturais e Energia do Japão, isso é parte do esforço do governo para reconstruir a área do desastre, ao mesmo tempo que promove as energias renováveis. Ainda segundo esta fonte, a implantação de turbinas eólicas em terra seria mais difícil, devido à poluição sonora e à regulamentação da ocupação do solo urbano.

Seis turbinas de dois megawatts estão sendo incluídas no projeto cujo custo é de cerca de 261 milhões dólares. Os fundos são provenientes de um orçamento especial, cuja intenção é a de financiar a reconstrução das áreas atingidas pelo desastre que atingiu o nordeste do Japão. A usina deverá estar concluída em 2015 e, caso seja bem sucedida, será seguida por outras semelhantes.

Sinduscon-GO convida para lançamento de resultado de pesquisa Sinduscon-GO convida para lançamento de resultado de pesquisa(0)

Sinduscon-GO

O presidente em exercício do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), CarlosAlberto de Paula Moura Júnior, e o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-GO), PauloVargas, lançarão oficialmente os resultados globais da pesquisa intitulada “Levantamento sobre a mão de obra naconstrução”, encomendada pelas duas entidades ao Instituto Euvaldo Lodi (IEL-GO). A pesquisa foi aplicada junto a 444trabalhadores de 36 obras realizadas em 23 empresas da Indústria da Construção de Goiás, com canteiros localizadosnos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. O lançamento será realizado no próximo dia 28 de setembro(quarta-feira), às 14h30, na sede do Sinduscon-GO.

Os itens abordados na pesquisa foram:
1 Perfil dos trabalhadores pesquisados

2 Informações gerais sobre os filhos• Informações sobre os filhos que estudam• Informações sobre os filhos que trabalham• Incentivo aos filhos para trabalharem na construção

3 Situação profissional• Função atual• Outra função que já exerceu na construção• Pretensão em desenvolver outra atividade na construção• Motivo pelo qual foi trabalhar na construção• Situação após começar a trabalhar na construção• Existência de conhecidos com interesse de trabalhar na construção• Incentivo a amigos/parentes para o trabalho na construção

4 Capacitação• Participação em cursos de qualificação• Conhecimento da oferta de cursos pelo Senai• Interesse em qualificação

5 Saúde e lazer• Hábito de frequentar clubes• Hábitos de final de semana• Rádios mais ouvidas• Programas de TV de preferência• Atividades de lazer e educação nas obras• Prática de atividade física e hábitos de beber e fumar

6 Assuntos gerais• Conhecimento de serviços oferecidos pelo Sesi• Conhecimento dos serviços oferecidos pelo Seconci• Conhecimento dos serviços oferecidos pelo Sinduscon• Opinião do entrevistado sobre a atuação da mulher como operária no canteiro de obra• Ações para atrair para o setor da construção pessoas desempregadas ou mudando de profissão• Visão da sociedade em relação aos trabalhadores da construção, sob a ótica dos próprios trabalhadores

Marina participa de encontro com presença do presidente do Ipea, Márcio Pochmann Marina participa de encontro com presença do presidente do Ipea, Márcio Pochmann(0)

Site da deputada federal Marina Sant’Anna

Ao participar do 3º Encontro Regional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), na sexta-feira, 23, em Goiânia, a deputada federal Marina Sant’Anna foi elogiada por sua atuação parlamentar diante de importantes questões nacionais, como o meio ambiente e a valorização de trabalhadores. Com o tema “O desenvolvimento e a infra-estrutura”, a Confederação está realizando debates em quatro capitais: Maceió, Vitória, Goiânia e Porto Alegre. A participação de destaque foi do economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann.

Marina ressaltou a importância da união de conhecimentos de diferentes profissionais, para continuidade do desenvolvimento do País, nos aspectos social, econômico e político. Titular na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Câmara dos Deputados, a deputada foi elogiada pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Goiás (Senge), Gerson Tertuliano, por seu voto contrário ao projeto do novo Código Florestal, que representa uma ameaça à preservação do bioma Cerrado e do meio ambiente em geral, e por atuação afirmativa pela valorização de profissionais de diferentes segmentos.

Em sua apresentação, o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, afirmou que o cenário atual no Brasil é decorrente de um modelo que desonerou impostos, ampliou investimentos, fortaleceu o mercado interno, gerou emprego e renda, fortaleceu o microcrédito, possibilitando uma forte retomada de crescimento do País. “A maioria da população não acredita mais em vôo de galinha para o Brasil, que será a quinta maior economia do mundo até a 2015”, expressou.

Apesar do cenário positivo, Pochmann elencou alguns ‘constrangimentos’ que ainda precisam ser superados para avançarmos ainda mais. O presidente do Ipea ressaltou a importância das reformas tributária e política. Segundo ele, os pobres têm que pagar menos e os ricos mais impostos. Na política, considera necessário inverter a atual lógica, em que sobram partidos e faltam ideias.  “Vocês representam os interesses maiores da sociedade, são a inteligência e, portanto, determinantes para a construção de uma sociedade do conhecimento e a CNTU tem como liderar esse processo”, destacou.

O presidente da CNTU, Murilo Celso de Campos Pinheiro, reiterou o valor da união de conhecimentos e esforços entre diferentes segmentos profissionais para resolução de grandes questões nacionais. O engenheiro civil e assessor de Planejamento da Saneamento de Goiás (Saneago), Edson Filizzola, falou sobre o panorama atual e perspectivas para o saneamento ambiental, o engenheiro eletricista e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Zuffo, tratou das tecnologias digitais na indústria e o físico e professor do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, Oswaldo Massambani, falou dos desafios das cidades frente às mudanças climáticas.

Representou o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, no encontro, o secretário de Planejamento Roberto Elias. Entre outras autoridades, participaram também o coordenador da Confederação Nacional, Fernando Palmerson, o presidente interino do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) de Goiás, Daniel Demori, e o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Paulo Telles.

Carta de Goiânia –  Resultado do 3º Encontro Regional da CNTU Carta de Goiânia – Resultado do 3º Encontro Regional da CNTU(0)

Reunidos em Goiânia, Goiás, em 23 de setembro de 2011, os profissionais representados pela CNTU – Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados* apresentam nesta Carta de Goiânia a síntese do debate realizado no 3º Encontro Regional “O desenvolvimento e a infraestrutura”, como parte do processo de organização do 1º Encontro Nacional da CNTU, sob o tema “Os profissionais universitários, o desenvolvimento do País e a política”.

O Brasil possui grandes e complexos sistemas de infraestrutura social e urbana, instalados no território nacional ao longo do século XX, frutos de investimento e trabalho de sucessivas gerações que permitem à economia brasileira se posicionar em sétimo lugar no ranking mundial. Durante mais de duas décadas, no entanto, a infraestrutura brasileira esteve sob forte ameaça de sucateamento em função da crise fiscal do Estado, da restrição aos financiamentos externos, da instabilidade regulatória, das opções políticas neoliberais e de outras dificuldades. A retomada do planejamento estatal e do investimento teve momento importante com o advento do Programa de Aceleração do Crescimento, apontando nova fase de perspectivas positivas.

Mesmo atropelado por forte crise internacional, o País vem realizando avanços na geração de oportunidades, renda e empregos e na recuperação e ampliação de sua infraestrutura, especialmente de energia e logística, com alguns avanços também em infraestrutura urbana. Necessário levar a cabo essas ações e outras de modo a vencer os enormes gargalos e demandas não atendidas.

No setor energético, é fundamental afirmar o papel positivo do Brasil no panorama mundial, fazendo avançar os projetos de exploração de petróleo e gás, bionergia, hidroeletricidade e outras fontes, notadamente as renováveis e limpas, em favor do desenvolvimento agrícola, industrial e tecnológico do País. Necessário ainda possibilitar a entrada em operação de sistemas de fornecimento de energia para atender a demanda imediata. Também é fundamental e urgente levar energia à totalidade da população brasileira, esforço em andamento, mas ainda não concluído.

Para garantir maior integração e mobilidade de pessoas e mercadorias, em bases energéticas sustentáveis, é decisivo dar prioridade aos projetos ferroviários e hidroviários que deverão resultar em maior racionalidade da matriz de transportes. A expansão do setor aéreo também é decisiva para atender o vigoroso crescimento da demanda, tendo em vista as dimensões continentais do País e a elevação da renda.

À parte do reconhecido papel das telecomunicações e das tecnologias de informação e comunicação nas sociedades contemporâneas, imperativo destacar seu papel transversal e o impacto que elas produzem sobre as demais infraestruturas e todos os setores econômicos, além de serem recursos indispensáveis à integração, segurança e soberania nacionais. Assim, governo e sociedade brasileira devem dar atenção qualificada a esse setor, marcado atualmente por alto grau de oligopolização e internacionalização e baixa geração de inovação interna, descolado, portanto, da dinâmica expansiva e integradora dos projetos de desenvolvimento dos demais setores. Na sociedade da informação, é ainda preciso reconhecer a universalização do acesso gratuito à internet como um direito do cidadão a ser provido pelo Estado em suas várias instâncias administrativas.

A Constituição Federal de 1988 ampliou a noção de direitos sociais e urbanos, fazendo a população demandar justamente por amplo conjunto de sistemas, funções e serviços articulados. Qualidade de vida e justiça social são reconhecidos como sentidos maiores do desenvolvimento sustentável. Melhorar substancialmente a qualidade e garantir a universalização dos serviços públicos constituem o centro, e não as bordas, do projeto do desenvolvimento que devemos perseguir.

Nesse sentido, urge cumprir a tarefa  da universalização do saneamento básico, compreendido na plenitude de seu conceito e operado de forma pública, valorizando-se o conhecimento técnico acumulado dos sistemas estaduais já constituídos no País.

Ressalta-se a prioridade a ser dada à área da saúde e o combate aos fatores que dificultam o acesso da população ao atendimento de qualidade de forma universal e com o devido acolhimento, conforme os princípios do SUS. São esses o subfinanciamento, o modelo de gestão pública, a ausência de uma política de formação e valorização dos recursos humanos e incorporação de novos processos tecnológicos.

Essencial estabelecer como política de Estado a educação para o desenvolvimento sustentável e a conscientização da população para o papel de todos e de cada um na preservação do planeta e combate aos efeitos das mudanças climáticas que afligem especialmente as grandes cidades.

Os projetos de infraestrutura apontados acima demandam planejamento de longo prazo, investimentos de monta, desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos, além de escolha de prioridades, enfrentando fortes disputas regionais e setoriais. O Estado deve ser capaz de planejar e orientar o desenvolvimento do território nacional, no sentido de promover, nas mais diversas escalas e ao mesmo tempo, a eficiência econômica, a equidade social, a sustentabilidade ambiental e a diminuição das desigualdades espaciais. Nesse esforço, é decisivo exigir a melhoria da qualidade dos projetos básicos e executivos que antecedam a licitação e execução das obras públicas para reduzir custos e dificultar a corrupção.

Para que sejam de fato garantidos esses avanços, fundamental que o governo e a sociedade brasileira mantenham e consolidem seu posicionamento claramente adverso à estagnação da economia e favorável ao crescimento econômico com inclusão social e equilíbrio ambiental, persistindo na política permanente de redução da taxa básica de juros. Faz-se, portanto, necessário que o País
se mantenha unido para refutar os efeitos perversos da crise mundial e aja de forma favorável à expansão do mercado interno e da intensificação e agregação de conhecimentos e inovação na base industrial e econômica do Brasil.

* A CNTU – Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados foi criada em 27 de dezembro de 2006. Formada pelas Federações dos Economistas, Engenheiros, Farmacêuticos, Médicos e Odontologistas que, juntas, contam com 117 sindicatos filiados, a CNTU cumpre o papel necessário de dar voz às idéias dos profissionais universitários, que somam mais de 10 milhões de brasileiros.

Goiânia debate bases para se alcançar o desenvolvimento sustentável Goiânia debate bases para se alcançar o desenvolvimento sustentável(0)

CNTU

Investir em infrastrutura energética, logística e urbana e no avanço tecnológico, buscando cidades sustentáveis e qualidade de vida. Esses são os desafios do País para se tornar uma nação desenvolvida nos próximos dez anos

O esforço necessário para garantir o pleno avanço socioeconômico brasileiro foi o tema do 3º Encontro Regional da CNTU, realizado em Goiânia/GO, no dia 23 de setembro, no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás, que teve como tema “O desenvolvimento e a infraestrutura”.  O evento é o terceiro da série preparatória ao 1º Encontro Nacional da CNTU, que acontecerá em São Paulo, em 18 de novembro – já foram promovidas atividades em Maceió e Vitória.

Na etapa Centro-Oeste da discussão, entrou em pauta a necessidade de garantir infraestrutura que garanta o crescimento econômico, mas também soberania nacional e qualidade de vida à população brasileira. “O eixo do nosso trabalho hoje é o tema que vai nos empolgar nos próximos dez anos. Devemos, até 2022, resolver as nossas questões básicas. O Brasil de hoje tem um consenso: desenvolvimento, distribuição de renda e consciência ecológica”, apontou, durante o início do trabalho, o diretor da CNTU e coordenador da iniciativa, Allen Habert.

“Esse evento é o pleno exercício da cidadania”, completou o organizador do encontro goiano, Gerson Tertuliano, presidente do Sindicato dos Engenheiros de Goiás. “Estamos realizando um trabalho intenso na nossa confederação, mas temos que caminhar mais, lutar por um país cada vez mais justo”, corroborou o presidente da CNTU, Murilo Pinheiro.

A abertura contou ainda com a participação da deputada federal Marina Sant’Anna (PT), do desembargador Paulo Teles, do presidente em exercício do Crea-Go, Daniel Demori, do vereador de Goiânia, Fábio Tokarski (PCdoB), do secretário Municipal de Planejamento, Roberto Elias Fernandes, do diretor técnico da Agehab (Agência Goiana de Habitação), Hélio José da Silva Filho, e dos presidentes das federações nacionais dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, dos farmacêuticos (Fenafar), Célia Chaves, dos economistas (Fenecon), Juarez Trevisan, e da interestadual dos odontologistas (FIO), Welington Moreira Mello.

Brasil da fama x Brasil do vácuo

Abrindo as palestras, o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Marcio Pochmann, lembrou as inúmeras tarefas que precisam ser cumpridas no País para que se dê o esperado salto rumo ao desenvolvimento. “Em 1930, constitui-se uma maioria política que conduziu o Brasil por 50 anos e tinha clareza do papel do Brasil no mundo. Mas na maior parte desse período, predominou o autoritarismo e não foram feitas as reformas necessárias enquanto o País se industrializava. Não fizemos a reforma agrária, o que fez com que mais de 100 milhões deixassem o campo; não fizemos a reforma tributária, que faz com que os ricos praticamente não paguem impostos; e não fizemos uma reforma social, portanto, não criamos acesso à infraestrutura social”.

Dando seqüência às décadas de crescimento sem compromisso com a maioria, apontou Pochmann, vieram a crise da dívida em 1981 e a sequência de 26 anos de estagnação. Tal cenário se transformou com a retomada da expansão econômica a partir de 2007. “O Brasil contratou o crescimento pelas próximas duas décadas; chegará na segunda metade da década atual sendo a quinta economia do mundo e talvez tendo superado a miséria”. Porém, advertiu, há desafios gigantescos a serem vencidos, entre os quais as atuais precariedades da infraestrutura, dos sistemas de educação e de ciência e tecnologia, e o despreparo para a mudança demográfica que deve acontecer a partir de 2030 no Brasil. “Seremos 207 milhões de habitantes e a partir daí haverá redução da população”, pontuou, destacando o conseqüente envelhecimento da população.

Pochmann também afirmou haver dúvidas sobre qual modelo de nação o crescimento projetado servirá. “Será o Brasil da fama, da fazenda, mineração, maquiladora, ou o Brasil do vácuo, do conhecimento?”, questionou. “É um espanto sermos o maior exportador de café in natura e os Estados Unidos e a Itália, que não plantam um pé de café, a não ser como planta ornamental, serem os maiores exportadores de café solúvel. A geração de valor agregado é o que dá maior riqueza e melhores empregos”, exemplificou.

Ainda na agenda da construção do Brasil do futuro, na opinião de Pochmann, está a necessidade de se reconstruir o espaço do diálogo e da sociabilidade e de se combater a alienação que permeia a utilização das ferramentas de tecnologia da informação. “Hoje, o trabalho imaterial pode ser feito em qualquer lugar, o que nos faz portar o trabalho e tem dado espaço a grande exploração.” Para o presidente do Ipea, “essas são as questões que nos conectam ao futuro”. “Precisamos construir pelo consenso uma sociedade fundada no conhecimento. Nada melhor que a CNTU para liderar esse processo”, concluiu.

Internet pública

A necessidade de haver avanço tecnológico nacional e de a maioria da população brasileira fazer essa conexão com o futuro foi o tema da palestra do professor livre-docente da USP (Universidade de São Paulo), Marcelo Zuffo. “A cada 18 meses o  Brasil consome 200 milhões de celulares. Nenhum deles, foi projetado ou tem um software desenvolvido aqui. A engenharia brasileira não está fazendo parte desse projeto.” Assim, defendeu ele, é essencial que o país adote medidas para que haja real transferência de tecnologia, o que só acontece quando se assina o projeto. “Só se aprende fazendo”, enfatizou.

Zuffo defendeu também a adoção de política que considera essencial para integrar o Brasil à sociedade da informação: a internet pública. Segundo ele, assim como há consenso sobre ser papel do Estado providenciar vias e iluminação públicas aos cidadãos, tal dever precisa se estender ao acesso universal e gratuito à rede mundial de computadores. Para tanto, passo fundamental é o investimento na infraestrutura de banda larga, o que é papel do governo federal. Outro ponto essencial à redução dos custos é o aspecto tributário. “Os grandes vilões nesse caso são os governos estaduais, que cobram 40% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, criticou. “O Brasil tem o custo por bit mais alto do mundo.” Por fim, há também responsabilidade dos municípios que podem ser operadores de comunicação.

Sustentabilidade

O professor titular do Instituto Astronômico e Geofísico da USP e um dos coordenadores do C40 São Paulo Climate Summit 2011, Oswaldo Massambani, apresentou a palestra “Os desafios das megacidades frente às mudanças climáticas”. Ele fez um diagnóstico da situação vivida no mundo tendo em vista dois elementos críticos: a sociedade firmada na economia de alto carbono e a forte urbanização. Conforme ele, mais da metade da população do mundo vive em cidades, ocupando 2% da superfície dos continentes. Entretanto, gera mais de 2/3 das emissões de C0², usa 2/3 de toda a energia gerada, consome 80% dos recursos naturais e produz anualmente 1 bilhão de toneladas de resíduos.

Segundo Massabani, para reverter esse quadro é necessário “reinventar as cidades”, a despeito da disparidade entre elas. “Não importa se é na Suíça, Nigéria ou Brasil, os governantes locais necessitam fazer com que os investimentos estejam focados de modo a promover infraestrutura urbana sustentável”, afirma. Para tanto, recomenda, são necessários três pré-requisitos: adotar metas ousadas de redução de energia e implantar as melhores práticas para o planejamento urbano, estabelecendo metas para as novas e antigas infraestruturas;  investir nos avanços tecnológicos, que devem ser incorporados para apoiar e habilitar o planejamento, a construção e o uso de infraestrutura urbana; e  adotar estratégias inovadoras de financiamento para viabilizar cerca de US$ 20 a US$ 30 trilhões para que as nações desenvolvidas trabalhem juntas com as em desenvolvimento para implantar iniciativas de baixo carbono.

Saneamento ambiental

O panorama atual e as perspectivas do saneamento ambiental no Brasil, setor crucial na busca da saúde pública e da sustentabilidade urbana, foi o tema do engenheiro Edson Melo Filizzola, assessor de planejamento da Saneago (Saneamento de Goiás S.A.). Atualmente, informou ele, 95,2% da população das cidades tem acesso à água tratada, 52% do esgoto urbano é coletado e apenas 37,9% desse é tratado. “Essa é a diferença que precisa ser tirada”, enfatizou.

Para dar conta da tarefa de universalizar tais serviços, o que requer até o ano de 2020 R$ 420 bilhões, segundo dados do Ministério das Cidades, Filizzola defendeu a operação regional pelas companhias estaduais. Para ele, esse é o caminho também para que seja possível aos governos atender a população dentro do conceito pleno de saneamento, que inclui a drenagem urbana e os resíduos sólidos. “É preciso ter uma equipe técnica que possa trabalhar no estado todo”, defendeu.

Ao final do evento, as questões debatidas foram incorporados à Carta de Goiânia, discutida e aprovada pelos participantes do 3º Encontro Regional da CNTU. O documento foi lido pelo organizador local do evento, Gerson Tertuliano.

Encontro regional da CNTU ocorre nesta sexta-feira Encontro regional da CNTU ocorre nesta sexta-feira(0)

O 3º Encontro Regional da CNTU ocorre em Goiânia nesta sexta-feira, dia 23 de setembro. O evento é preparativo para o 1º Encontro Nacional, marcado para o dia 25 de novembro, em São Paulo. Até agora já houve encontros em outras duas capitais: Maceió e Vitória. Antes de chegar a São Paulo, ainda haverá um quarto evento, em Porto Alegre, representando a região Sul.

Em Goiânia serão discutidos temas que englobem O desenvolvimento e a infraestrutura. Os palestrantes são o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o engenheiro civil Edson Melo Filizzola e os professores da USP, Marcelo Knörich Zuffo e Oswaldo Massambani, discursando sobre as tecnologias digitais e os desafios das megacidades frente às mudanças climáticas.

A participação no evento é gratuita. O encontro será realizado no auditório do Crea-GO (Rua 239, nº 585, Setor Universitário), das 9 horas às 18 horas. Para ver a programação completa, basta clicar na imagem abaixo.

Miriam: economia deve crescer em média 5% até 2014 Miriam: economia deve crescer em média 5% até 2014(0)

Estadão

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ressaltou hoje que o governo trabalha com uma projeção média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% de 2011 a 2014. Segundo ela, um dos fatores que vão garantir essa expansão da economia nos próximos anos serão os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em palestra para empresários em São Paulo, a ministra destacou que os investimentos do PAC 1 alcançaram R$ 657 bilhões até 2010, sendo que 82% das obras foram concluídas até o ano passado. “Para o PAC 2, estão previstos R$ 955 bilhões até 2014. Deste total, 74% das obras serão concluídas até 2014 e os outros 26% devem terminar após 2014, como no caso de Belo Monte”, disse Miriam.

Segundo a ministra, um dos principais desafios do PAC 2 é ter mão de obra qualificada para atender todos os projetos. “Precisamos de mais trabalhadores qualificados no País. Muitosengenheiros que estavam atuando em outras funções agora passam a voltar para o mercado”, acrescentou.

 

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