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Engenheiro florestal Daniel Demori assume presidência do Crea-GO(0) O engenheiro Florestal Daniel Demori, 47, assumiu, interinamente a presidência do Crea-GO, na última terça-feira, dia 9 de agosto de 2011. Demori permanece no posto até o próximo dia 8 de novembro de 2011. O eng. Civil Gerson de Almeida Taguatinga, atual presidente da Autarquia goiana (com mandato até 31 de dezembro de 2011), se desincompatibilizou do cargo para concorrer à reeleição para o triênio 2012/2014. O pleito será realizado no dia 8 de novembro de 2011, das 9h às 19h (horário local). Engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, técnicos de nível médio e tecnólogos terão o direito de escolher, pelo voto direto, os seus representantes. O maior sistema profissional do país é composto por cerca de 900 mil profissionais. Em 2011, os cerca de 40 mil profissionais goianos elegerão o presidente do Crea-GO, o presidente do Confea e diretores da Mútua (Geral, Administrativo e Financeiro). Os interessados em concorrer a uma dessa vagas têm até o dia 16 de agosto para apresentar sua candidatura. Eleições Diretas – O Sistema Confea/Crea foi criado em 1933, com o Decreto nº 23.569, mas foi a partir de 1991 (com a Lei nº 8.195) que as eleições diretas para presidentes do Confea e dos Creas passaram a viger. Com a nova norma, o processo democrático foi ganhando espaço. O momento foi um marco na história do sistema profissional, pois possibilitou aos profissionais a participação efetiva na escolha dos seus representantes. Para se ter ideia da dimensão do processo eleitoral do Sistema Confea/Crea em 2011, cerca de 3 mil urnas foram solicitadas, pelo Confea, ao Tribunal Superior Eleitoral. Estas urnas estarão localizadas na sede do Confea, dos 27 Creas, nas inspetorias e outros locais definidos pelos Conselhos Regionais. |
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Crea-GO lança 10ª edição do Prêmio de Meio Ambiente(0)
Na noite da última quarta-feira, dia 29, o auditório Hélio Rodrigues, na sede do Crea-GO, foi palco do lançamento oficial da 10ª edição do Prêmio Crea Goiás de Meio Ambiente. A solenidade foi prestigiada por profissionais da área tecnológica, presidentes de entidades de classe e de instituições de ensino, autoridades e profissionais da imprensa. O prêmio tem como objetivo difundir a consciência ecológica e a necessidade de preservação do meio ambiente no Estado de Goiás. Depois da execução dos hinos Nacional e de Goiás, foi apresentado um vídeo institucional com os melhores momentos da premiação de 2010. O primeiro discurso foi proferido pelo eng. Civil Roger Pacheco Piaggio Couto, coordenador da Comissão de Meio Ambiente do Crea-GO e da 10ª edição do Prêmio de Meio Ambiente. O eng. Roger oficializou o lançamento da 10ª edição do prêmio apresentando os objetivos, regulamento, as modalidades concorrentes e o site. Em seu discurso, o engenheiro Roger aposta que a 10ª edição também será um sucesso absoluto. “Ano a ano, o público participante vem aumentando consideravelmente, tornando a premiação como o maior e o mais importante evento na área ambiental em Goiás. E com a edição de dez anos não será diferente. Espero que seja um sucesso absoluto e que a gente consiga continuar mantendo essa premiação para incentivar o desenvolvimento sustentável no Estado de Goiás”, observou. Logo após a apresentação do prêmio, o engenheiro Roger prestou uma homenagem através da coordenadora do prêmio em 2010, a Arquiteta e Urbanista Maria Luisa Gomes Adorno, aos profissionais vencedores no ano passado, com a entrega de uma caixa contendo cinco exemplares do compêndio dos trabalhos premiados em 2010. A edição do compêndio é uma forma de registrar formalmente os trabalhos, de valorizar e reconhecer a dedicação e criatividade dos profissionais premiados e de promover a educação ambiental, por meio de sua distribuição para setores estratégicos da sociedade organizada em todo o Estado. O livro pode beneficiar e proporcionar qualidade de vida para a sociedade. O presidente do Crea-GO, eng. Gerson Taguatinga, também discursou para os convidados. “Numa atitude ímpar, mas tímida, o Crea-GO lançou, em 2001, a primeira edição do Prêmio de Meio Ambiente. Nesta época, a preocupação com a ecologia até existia, mas a prática da sustentablidade ainda não era muito aceita, difundida, e praticada com consciência, pela maioria, como atualmente. O Crea de Goiás teve a ideia de criar um prêmio na área de meio ambiente por acreditar que a educação ambiental era e é o único meio para se atingir o desenvolvimento sustentável. Este prêmio revela, de forma singular, ações valiosas para a conservação da biodiversidade do Cerrado”. E acrescentou: “Espero que os vencedores das edições anteriores sirvam de exemplo e de inspiração para que novos projetos ajudem a difundir a cultura da preservação na sociedade goiana”. Já o eng. Agrônomo Antônio Flávio de Lima, secretário de Agricultura do Estado de Goiás, representante do Governador Marconi Perillo, reconhece o valor do Prêmio Crea Goiás de Meio Ambiente. “Esse prêmio reconhece os trabalhos desenvolvidos em várias áreas que buscam a preservação ambiental. Nós precisamos que o Estado de Goiás continue a se desenvolver, sem deixar de gerar bem estar para a sua sociedade. Mas é imprescindível que o Estado cresça de forma sustentável, cresça respeitando o meio ambiente. É exatamente com esse foco que o governador Marconi Perillo tem orientado os seus secretários para criarem programas de desenvolvimento que sustentem o meio ambiente e que dêem qualidade de vida as gerações futuras”, finalizou. Inscrições abertas – As inscrições vão de 30 de junho a 12 de setembro de 2011. As propostas deverão ser entregues pessoalmente à secretaria da Comissão de Meio Ambiente (Cema), do Crea-GO, na Rua 239, nº 585, Setor Universitário, Goiânia/GO, CEP: 74.605-070, ou nas Inspetorias Regionais do Crea-GO no interior, impreterivelmente até às 17 horas do dia 12 de setembro de 2011 (segunda-feira). As informações completas sobre os procedimentos de inscrição podem ser visualizadas no site www.crea-go.org.br/10premio. A Ficha de Inscrição também pode ser obtida no site, na sede do Crea-GO ou em uma das 47 inspetorias localizadas no interior do Estado. Categorias – Serão contemplados os trabalhos que obtiverem a primeira colocação com um prêmio em cada uma das nove modalidades, sendo elas: Arquitetura e Urbanismo; Saneamento; Geologia e Minas; Produção Agronômica; Produção Limpa; Meio Ambiente Rural; Educação Ambiental; e Imprensa (sendo um prêmio para meios impressos, um para rádio, e um para televisão). A grande novidade de 2011 é a inclusão da modalidade Engenharia Química. Premiação – Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Julgadora, sob a coordenação do conselheiro do Crea-GO, eng. Civil Roger Pacheco Piaggio Couto. O júri será responsável pela triagem dos projetos e pela desclassificação das propostas que não coadunarem com o objetivo do prêmio ou que não apresentarem a documentação exigida. Cabe ainda à Comissão Julgadora eliminar os projetos/programas que obtiverem nota final inferior a 8,0 (oito). O primeiro colocado em cada categoria será agraciado com um troféu em formato de seriema. E dois projetos/programas que forem considerados destaques pelo Júri receberão, cada um, certificado de menção honrosa. |
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Hortas urbanas de Goiânia abusam de água contaminada e agrotóxicos(0) Despreparo de produtores e falta de fiscalização comprometem plantios que vão para feiras fonte: Alfredo Mergulhão jornal o popular
Responsáveis por 70 % das verduras, legumes e folhas comercializadas em Goiânia, as hortas instaladas no perímetro urbano do município não possuem supervisão técnica feita por engenheiro agrônomo. São 120 plantações situadas na capital, nenhuma delas com controle especializado acerca do uso de agrotóxicos e fertilizantes agrícolas, de acordo com levantamento elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-GO), divulgado na semana passada. Responsáveis por 70 % das verduras, legumes e folhas comercializadas em Goiânia, as hortas instaladas no perímetro urbano do município não possuem supervisão técnica feita por engenheiro agrônomo. São 120 plantações situadas na capital, nenhuma delas com controle especializado acerca do uso de agrotóxicos e fertilizantes agrícolas, de acordo com levantamento elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-GO), divulgado na semana passada.Sem o respaldo profissional especializado, os donos das hortas abusam do uso indiscriminado de fertilizantes, adubos e defensivos agrícolas, aplicados nas plantações para destruir pragas e ajudar na produção. Em contrapartida, eles causam sérios danos ao meio ambiente quando utilizados sem critério. Esses produtos químicos são as principais causas da poluição do solo, mas também contaminam as águas, por meio da penetração na terra até alcançar lençóis freáticos e quando são levados pela força das chuvas aos mananciais.Realizado com utilização de imagens de satélite em alta resolução, a pesquisa revela que as hortas estão posicionadas às margens de córregos e rios que passam por Goiânia e abastecem os habitantes da cidade. Tratam-se dos rios Meia ponte e João Leite, ou dos seus afluentes. Esses cursos d’água, por sua vez, já se encontram contaminados, o que agrava ainda mais a situação.”As hortas utilizam água poluída para irrigar as plantações. As imagens de satélite mostram a sujeira dos mananciais, que têm parte de seu leito desviado para suprir a demanda do cultivo”, disse o coordenador do levantamento, o professor aposentado da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Anatoly Kravchenko.O pesquisador afirma que os problemas no cultivo de hortas na zona urbana da capital refere-se à falta de informações que os produtores têm à disposição. Tanto à respeito dos riscos que eles mesmos correm ao usar os agrotóxicos e água poluída quanto aos perigos queserão repassados aos consumidores dos alimentos produzidos nessas condições. “Muitas vezes eles até compram o produto errado e aplicam na dosagem errada. Falta fiscalização”, disse Kravchenko. Desinformação Há 41 anos trabalhando como agricultor, Hélio Ferreira Coelho não teve oportunidade de estudar. Aprendeu as técnicas de cultivo a partir dos oito anos de idade, na prática, com o sol nas costas, as mãos na enxada e a botina na terra. Criou os dois filhos dessa maneira e um deles hoje ajuda na plantação de abobrinha, quiabo e jiló, na horta localizada na saída para Nerópolis, perto do Setor Balneário Meia ponte. Os alimentos são cultivados sob supervisão do próprio Hélio, que depois vende uma produção média de 150 caixas por dia na Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa). “Tem umas pragas, lagartas, mas a gente bate remédio”, revelou. O agricultor José Eduardo Trindade também é fornecedor do Ceasa, de onde são distribuídas as folhas, verduras e legumes que ficam expostos nas feiras livres e nas gôndolas de supermercado de Goiânia. Plantador de pepino, repolho e pimentão em seis hectares de terra, têm contato com engenheiro agrônomo apenas quando vai às lojas especializadas comprar produtos. “Na época de chuva aparecem pragas, aí tem que usar inseticidas e fungicidas”, diz. De acordo com a gerente de Sanidade Vegetal da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Fernanda de Sillos Faganello, o perfil das pessoas que plantam hortaliças é simples e eles sabem pouco sobre agrotóxicos. “O problema não é somente o uso dos produtos químicos sem critérios técnicos, mas também a utilização deles dentro do espaço da cidade”, destacou. O coordenador da pesquisa, engenheiro agrônomo Anatoly Kravchenko, diz que os alimentos que saem das hortas em Goiânia passam por processo arcaico de lavagem antes de ir para comercialização. “Colocam dentro de uma grande bacia e vão lavando. É como se um restaurante lavasse todos os pratos na mesma água”, disse. Para o pesquisador, as informações nas embalagens dos vegetais vendidos nos supermercados são mínimas e não informam sobre a procedência deles. Brechas na lei permite uso de venenos Alfredo Mergulhão Uma brecha legal possibilita que agricultores plantem com utilização de agrotóxicos dentro da cidade sem sofrer fiscalização. A lei federal que trata do assunto estabelece atribuições aos órgãos ligados à defesa agropecuária, à saúde e ao meio ambiente, mas as responsabilidades de cada um não consegue atingir quem faz uso dentro do espaço da cidade dos produtos químicos agrícolas que são típicos da zona rural. A responsabilidade pelo controle dos produtos de uso agrícola é de órgãos ligados ao Ministério da Agricultura. Já os de utilização domiciliar e sanitária estão sob a tutela do Ministério da Saúde. Os de uso ambiental, por sua vez, são autorizados pelo Ministério do Meio Ambiente. O problema é que os agrotóxicos usados nas hortas de Goiânia são agrícolas, mas quem deve fiscalizar os espaços urbanos ou industriais são os órgãos ligados à Saúde e Ambientais.
O coordenador da Unidade de Agrotóxicos da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), João Reis, explica que em jardins de praças ou de casas não é permitida a utilização de agrotóxicos agrícolas para combater pragas, podendo usar apenas produtos de uso domiciliar e sanitários, próprios para áreas urbanas. “Não temos como proibir dentro da cidade. Não há legislação que permita isso. É uma questão de política de uso do solo”, acrescentou a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Fernanda de Sillos Faganello. Distinção João Reis ainda defende uma definição clara na legislação do que é espaço agrícola. “Muitas dessas hortas são em chácaras, lugares parecidos com zuna rural e sem núcleos habitacionais por perto. Nem sempre têm práticas ofensivas ao ambiente”, disse. Outra preocupação do coordenador da Agrodefesa refere-se à inviabilização do trabalho de produtores que vivem das plantações. Para a chefe do monitoramento da qualidade em alimentos da Vigilância Sanitária Municipal, Giselle Freitas, a desinformação dos produtores é o principal entrave. “São pessoas simples, que não se protegem e até guardam os agrotóxicos juntos dos alimentos”, afirmou. Giselle reconhece que agricultores utilizam os produtos químicos de forma inadequada, como agrotóxicos que não servem para a cultura cultivada, ou na dosagem errada e até mesmo os que entram de forma clandestina no Brasil. Giselle Freitas revela que poucos laboratórios fazem análise de alimentos com foco na presença de agrotóxicos. O motivo é o alto custo do acompanhamento, pois reagentes químicos são caros. Titular da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), Luziano de Carvalho, considera as hortas dentro de Goiânia uma questão de saúde pública. No entanto, verificou nas imagens de satélite apresentadas pelo estudo elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-GO) que algumas estão em Áreas de Preservação Permanente (APP). “Vamos fazer os procedimentos adequados para cada produtor, primeiramente em relação ao funcionamento sem licença ambiental”, disse. “Temos de controlar, disciplinar esse uso, tanto da água como do agrotóxico”, completou. ▩
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