![]() |
Construção civil emprega recorde de 3,1 milhões de trabalhadores(0)
A construção civil no País empregou 3,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada em outubro, sendo que 16 mil empregados foram contratados neste mês, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). As contratações representam um aumento de 0,51% em relação a setembro. O número de postos de trabalho criados no setor entre janeiro e outubro foi de 314,6 mil (elevação de 11,12% em relação ao período anterior). Dos 3,1 milhões de trabalhadores formalizados, 1,6 milhões estão no Sudeste; 661 mil no Nordeste; 438 mil no Sul; 248 mil no Centro-Oeste e 193 mil no Norte. Segundo o sindicato, em outubro, o emprego na construção cresceu em relação a setembro em todas as regiões: Norte (+1,66%), Nordeste (+0,66%), Sudeste (+0,35%), Sul (+0,62%) e Centro-Oeste (+0,14%). No Estado de São Paulo, em outubro, a construção criou mais 2,9 mil postos de trabalho, elevando o contingente empregado a 809 mil trabalhadores com carteira assinada, um recorde de acordo com a entidade. Em 2011, foram contratados mais 62.003 (+8,29%) e nos últimos 12 meses mais 50.477 (+6,65%) no Estado.
|
![]() |
Emprego na construção subiu 10,55% até setembro(0)
O nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 10,55% de janeiro a setembro 2011, com a contratação de 298.549 novos trabalhadores. Só no mês de setembro, o setor contratou 31.536 pessoas com carteira assinada, o que resulta em alta de 1,02% em relação a agosto. Nos últimos 12 meses, foram 228.269 a mais (+7,87%). É o que mostra a pesquisa mensal feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) com a FGV. Para o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, o resultado demonstra que a construção civil continua crescendo, porém em um patamar menor em comparação ao ano passado. Ele destaca ainda que a taxa de desemprego na construção civil, nas principais regiões metropolitanas do Brasil, está em 2,3%. “Significa que o setor está vivendo uma situação de pleno emprego e obriga-se ao aumento do seu grau de industrialização e a uma maior qualificação da mão de obra”, afirma. Com as novas contratações, a construção brasileira empregava um total de 3.128.006 trabalhadores com carteira em setembro. Destes, cerca de 1.596.864 estavam no Sudeste; 657.202 no Nordeste; 436.002 no Sul; 247.732 no Centro-Oeste e 190.206 no Norte. Em setembro, o emprego na construção cresceu em relação a agosto em todas as regiões. Confira: Norte (+1,45%), Nordeste (+1,68%), Sudeste (+0,72%), Sul (+0,97%) e Centro-Oeste (+0,96%). A construção paulista contratou em setembro mais 2.724 trabalhadores (+0,34%). Com isso, em 2011, foram incorporadas mais 59.082 pessoas (+7,90%) e, em 12 meses, 48.512 (+6,40%). Na capital do Estado de São Paulo, foram contratados em setembro mais 966 trabalhadores (+0,26%). Até o final daquele mês, as empresas paulistas já somavam 806.977 empregados com carteira assinada. Entretanto, as regiões de São José dos Campos e Presidente Prudente apresentaram uma queda no nível de emprego.
|
![]() |
Emprego na construção civil cresce 1,02% em setembro(0)
Nos nove primeiros meses de 2011, o crescimento do setor foi de 10,55% A contratação de mais 31.536 mil trabalhadores com carteira assinada elevou o nível de emprego na construção civil brasileira em 1,02% no mês de setembro em comparação a agosto. Nos nove primeiros meses de 2011, o crescimento do setor foi de 10,55%. No acumulado de 12 meses, são 228.269 mil a mais (+7,87%). É o que mostra a pesquisa mensal feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) com a FGV. Com as novas contratações, a construção brasileira empregava 3.128.006 milhões de trabalhadores com carteira no final de setembro. Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, os dados demonstram que a construção civil continua crescendo, porém em um patamar menor que o visto em 2010. “Significa que o setor está vivendo uma situação de pleno emprego e obriga-se ao aumento do seu grau de industrialização e a uma maior qualificação da mão de obra”. No Estado de São Paulo, a construção contratou mais 2.724 mil trabalhadores em setembro (+0,34%). Em 12 meses foram contratados 48.512 trabalhadores no Estado (+6,40%). Na capital paulista foram contratados 966 trabalhadores em setembro (+0,26%). No período, as empresas paulistas já somavam 806.977 empregados com carteira assinada. Entretanto, as regiões de São José dos Campos e Presidente Prudente apresentaram queda no nível de emprego. |
![]() |
Vaga para Engenheiro Mecânico(0) Local de Trabalho: Paraíba do Sul/RJ Formação: Engenheiro Mecânico Sexo: masculino Média Salarial: R$8.000,00 Alojamento: ajuda de custo Pré-requisitos: Inglês fluente e experiência na função *Interessados enviar currículo com pretensão salarial para giselia@nacionalrh.com.br
|
|
Dez áreas em que faltam profissionais, segundo recrutadores(0) Do G1, em São Paulo O aquecimento da economia, a exigência de qualificações ou até mesmo a falta de profissionais no mercado fazem com que empregadores tenham dificuldade para preencher vagas muitas vezes consideradas estratégicas, afirmam especialistas. Após consultar empresas das áreas de recursos humanos e sites de currículos, o G1 lista dez dos cargos mais difíceis de serem preenchidos atualmente no mercado brasileiro. As empresas citaram as funções e áreas que, neste ano, marcaram pela escassez de profissionais adequados. Algumas vagas acabaram nem sendo preenchidas ou os empregadores precisaram abrir mão de alguma exigência para fechar o posto, afirmam os especialistas. Outro motivo apontado pelos recrutadores para esses casos é que, com a economia aquecida, muitas empresas procuraram segurar os funcionários, cobrindo eventuais ofertas.
|
||||||||||||||||||||||||||
![]() |
Petrobras vai gerar 28 mil vagas no Rio Grande do Sul(1) Jornal do Comércio RS A construção de oito cascos de navios-plataforma da Petrobras pela empresa Engevix Engenhariavai movimentar o mercado de trabalho de Rio Grande e região. Com investimentos de US$ 3,46 bilhões, as obras vão garantir emprego direto a 7 mil trabalhadores, no pico de produção, previsto para 2012, e a mais 21 mil ligados a empresas que prestam serviços indiretos. Os contratos foram anunciados na última quinta-feira pela Petrobras. As plataformas flutuantes construídas pela Engevix, tipo FPSO, montadas em cascos de navios, serão utilizadas na exploração de petróleo da camada pré-sal, e são projetadas para produzir, armazenar e transferir óleo e gás. Cada uma terá capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. A previsão é que os dois primeiros cascos sejam entregues em 2013 e os demais ao longo de 2014 e 2015. O diretor-executivo da Engevix, Gerson Almada, afirmou que a mão de obra será local, com aproveitamento de moradores da região. Haverá treinamento específico para cada tipo de tarefa e serão chamados alunos dos cursos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Até o primeiro semestre de 2011, serão criadas 1.500 vagas, em sua maioria para soldadores. A ideia da empresa é aproveitar até 75% de profissionais da região. Trabalhadores já estão sendo cadastrados para contratações em parceria com as prefeituras de Rio Grande e Pelotas. Não está prevista a importação de mão de obra. Nós estamos com um programa de treinamento muito forte envolvendo o Prominp e as universidades locais. O Rio Grande do Sul tem uma tradição em polo metalmecânico e estamos fazendo uma reciclagem dessas pessoas para a indústria naval , afirmou Almada. Com a construção dos oito cascos para Petrobras, a Engevix deve obter um aumento de 100% em seu faturamento, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 3 bilhões. As obras contribuirão para a utilização de 100% da capacidade do primeiro estaleiro da empresa em Rio Grande, além de 10% da área do segundo. No entanto, segundo Almada, a Engevix já está buscando uma área retroportuária onde investirá cerca de R$ 30 milhões na construção de um novo estaleiro, que seria utilizado para as próximas concorrências. Cada casco vai utilizar 40 mil toneladas de aço, terá 8 mil toneladas de tubulações e abrigará 10 mil toneladas de equipamentos. O porte da encomenda vai envolver nada menos do que 100 empresas subcontratadas, segundo o executivo da Engevix. Metasa, Icec e Usiminas estão entre as companhias que devem fazer parte da obra. Porém, as montagens serão feitas por equipes próprias da Engevix, explica Almada. As duas primeiras plataformas já começarão a ser produzidas em 2011. Para janeiro estão previstos os primeiros carregamentos e, para março, o início da construção dos cascos. |
![]() |
Economia privatizada é o caminho para o futuro(0) João Guilherme Sabino Ometto A grande crise de 2008 e 2009, além dos danos intrínsecos à produção, mercados e nível de emprego, teve o demérito adicional de levantar suspeitas sobre o modelo que sustentou o desenvolvimento das nações mais ricas, ancorado nas leis de mercado e na iniciativa privada. A necessidade de o Governo dos Estados Unidos, enfrentando um dogma do liberalismo num país que detém 33% do PIB mundial, aportar recursos em instituições financeiras e indústrias tradicionais, disseminou, globalmente, a sensação de que uma onda estatizante estaria surgindo.Confundiram-se medidas emergenciais com mudanças estruturais. O tempo está-se encarregando de evidenciar que o mundo – incluindo enfaticamente o Brasil – não abdicou do capitalismo como o meio para a prosperidade. Assim, não se deve considerar viáveis em termos práticos as antigas teses do Estado proprietário dos meios de produção. O recrudescimento dessas teorias anacrônicas, no caldo de cultura da recente crise mundial, deve ser entendido no universo circunscrito do inquestionável direito à livre expressão do pensamento e à salubridade do debate de ideias.Na presente campanha eleitoral brasileira, verifica-se forte presença do tema, que se tornou um dos motes retóricos, suscitando toda uma discussão em torno das propostas dos candidatos e um turbilhão de análises sobre qual deles seria mais ou menos estatizante. Ora, ninguém em sã consciência promoveria retrocesso tão grave. Economia estatal, como demonstram de maneira inequívoca numerosos exemplos testados pela realidade histórica, é algo muito ligado a governos de exceção e às ditaduras, de esquerda, direita ou populistas. Não há mais espaço para esse tipo de distorção num mundo que precisa desenvolver novos processos manufatureiros menos poluentes, garantir a segurança alimentar, reverter as mudanças climáticas, gerar milhões de empregos todos os meses, viabilizar a previdência e a sobrevivência digna dos idosos e educar os jovens. Ademais, ainda é premente resgatar a dívida social acumulada ao longo do século XX, grande parte dela, é importante lembrar, contraída no Leste Europeu e na América Latina, onde a estatização promoveu o estrangulamento dos meios de produção e acabou, isto sim, gerando exclusão, pobreza, desemprego e atraso tecnológico.É quase ingenuidade supor que a humanidade poderá vencer os grandes desafios do presente século recuando a um modelo econômico premido pela burocracia, falta de agilidade, submissão indefectível à orientação político-partidária e irresponsabilidade quanto aos resultados da gestão empresarial. Mais do que nunca, são fundamentais empresas privadas bem geridas, rentáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, capazes de utilizar toda as virtudes inerentes à livre iniciativa para multiplicar a produtividade, criar empregos, desenvolver tecnologia e viabilizar um futuro com menos assimetrias de renda e desenvolvimento.Cabe ao Estado fiscalizar com eficiência, impedindo a sonegação fiscal, fraudes setoriais e falcatruas contábeis, fatores que permearam a grande crise mundial. Também é papel do governo estimular a economia e fazer a sua parte nas prioridades da saúde, educação e investimentos públicos em infraestrutura. Empreender compete à iniciativa privada! João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (EESC/USP), é vice-presidente da Fiesp, presidente do Grupo São Martinho e membro do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP). |
![]() |
Emprego certo e chance de carreira internacional atraem jovens para Engenharia do Petróleo(0) O Globo Leonardo Cazes leonardo.cazes@oglobo.com.br Dez em dez estudantes de Engenharia do Petróleo optaram pelo curso por um motivo: a facilidade de conseguir o primeiro emprego. Em tempos de présal, as oportunidades são muitas, mas é preciso pensar que, antes do emprego, vem muita matemática, física e química. O coordenador do curso da Universidade Estácio de Sá, Osvaldo Queiroga, afirma que a área é a que mais demanda profissionais qualificados. Por isso, as universidades com graduação na área estão investindo bastante em tecnologia. A Estácio, por exemplo, montou, este ano, salas 3D para mostrar aos alunos os reservatórios de petróleo no fundo do mar. - De uma turma de 50 alunos que se formará no fim do ano, todos estão empregados. Muito difícil um profissional de nível superior não conseguir colocação profissional. Estamos atravessando um contexto especial, com advento das atividades do pré-sal e o aquecimento da indústria petrolífera no mundo. Jéssica Flores, aluna do 4operíodo, optou pela carreira devido a influência familiar e pelo horizonte positivo. - Venho de uma família de engenheiros, e isso pesou, mas também vi que as perspectivas de mercado de trabalho. Eu estagio desde o início da faculdade – diz Jéssica. Além das matérias exatas, Queiroga destaca que o inglês é cada vez mais exigido tanto de estudantes quanto de profissionais formados, já que o setor é bastante globalizado. Luísa Assuilo é um exemplo dessa internacionalização. Ela saiu de Angola para estudar no Brasil e pretende retornar ao seu país, rico em petróleo. - É mais vantajoso ter um diploma daqui, mas quero voltar para lá, há muitas empresas estrangeiras na África. |
|
Exploração de fosfato deve gerar 2 mil empregos diretos(0)
A partir de 2013, a cidade de Patrocínio (MG), localizada a 152 km de Uberlândia, no Alto Paranaíba, deverá concentrar uma das principais minas de exploração de fosfato do país. A concessão da União feita à Mineradora Fosfértil, considerada a maior fornecedora de produtos fosfatados e nitrogenados para a produção de fertilizantes do país (adquirida pela Vale em maio deste ano), permitirá a retirada de 2 milhões de toneladas métricas por ano de rocha fosfática no complexo mineral, que deverá ter a construção iniciada no princípio do ano que vem. Paralelamente, será construída uma unidade industrial com capacidade anual estimada em 1,26 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados. A expectativa é de que, com o início das atividades, sejam gerados 2 mil postos de trabalho. Para a construção dos dois complexos serão contratados cerca de 5 mil trabalhadores. Por meio da assessoria de imprensa, a Vale – que não quis fornecer mais detalhes sobre os empreendimentos -, informou que o projeto denominado Salitre está atualmente em fase de estudo de viabilidade técnica e econômica e o investimento será de R$ 2 bilhões. De acordo com o prefeito de Patrocínio, Lucas Campos Siqueira, existe um compromisso da empresa de ocupar preferencialmente mão de obra da própria cidade. “Logo no início de 2011 será possível sentir uma mudança na economia de Patrocínio. Com a quantidade de empregos que a unidade pretende gerar, o comércio sentirá a movimentação. Já os materiais como cimento, por exemplo, usados na construção dos complexos, devem vir diretamente de fornecedores, uma vez que a quantidade é muito grande, mas isso não impede que outros [materiais] sejam comercializados aqui.” Siqueira disse que, segundo informação de representantes da Vale, o volume de concreto que será usado na construção do complexo industrial é suficiente para erguer cinco estádios do tamanho do Maracanã, no Rio de Janeiro. Com a implantação da mina de fosfato no município, a expectativa de crescimento populacional, apontada por uma agência de Patrocínio é de aproximadamente 30% até 2025, passando de 86 mil para 110 mil moradores. Produção agrícola não deve ser afetada Com o foco econômico essencialmente voltado para o agronegócio, Patrocínio, no Alto Paranaíba, se prepara para registrar uma mudança de paradigma. De acordo com o prefeito Lucas Campos Siqueira, atualmente 75% da receita do município, que gira em torno de R$ 100 milhões por ano, provêm da agricultura e da pecuária. “A cidade vai deixar de ser especialmente agrícola e vai se transformar em um polo industrial. Mas não corremos o risco de deixar para trás o título de maior produtora de café, uma vez que a massa de trabalhadores sazonais deve migrar para a indústria enquanto a tecnologia deverá estar cada vez mais presente na colheita de grãos.” De acordo com o prefeito, ainda não é possível calcular o volume de impostos que serão gerados no município em função da nova atividade, no entanto, ele prevê um crescimento considerável no orçamento anual. “Temos uma expectativa de crescimento em torno de 30%, mas não existe nenhum estudo que aponte esse percentual”. Siqueira espera também que a atividade mineradora atraia outras indústrias na região ao longo dos anos. Patrocínio ostenta o título de maior produtor de café do país, com cerca de 3,5 mil cafeicultores e 5 milhões de sacas do grão colhidas anualmente. O superintendente da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer), Geraldo Eustáquio Miranda, também avalia que esta produtividade não deve ser afetada com a chegada da mineradora da Vale ao município. “É o contrário. Esperamos ter nossas terras valorizadas e a economia estabilizada. Outro fator positivo é em relação ao preço do adubo. Uma vez produzido aqui o valor pago será bem menor”, disse. Os cafeicultores acreditam em uma redução de aproximadamente 30% no preço da saca dos fertilizantes utilizados no cultivo do grão. Comerciante rural quer melhorar negócio O casal Elvis Machado de Castro e Cristiabel Abadia Freitas Silva, donos de um açougue na zona rural, próximo ao distrito de Salitre de Minas, a 17 km de Patrocínio, espera crescimento do negócio após o início das atividades minerais na região. A única fonte de renda da família foi criada há pouco mais de um mês, já com esperança de evolução. “Hoje vendemos, em média, 10 quilos de carne por dia. Acreditamos no desenvolvimento do município e esperamos que isso reflita na nossa atividade”, disse Elvis. Com o intuito de conseguir a carteira de trabalho assinada, Roberto Batista Vieira, de 50 anos, que há seis trabalha na lavoura, disse que a única esperança é de que o projeto não fique apenas no papel. “Já tem muitos anos que ouvimos falar dessa implantação. Se agora o projeto avançar serei um dos primeiros a levar meu currículo. Ainda tenho esperança de ser um funcionário registrado.” Projeto vai exigir trabalhador qualificado Em meio aos benefícios que devem fazer parte da rotina da cidade, um deles é o desenvolvimento educacional. De acordo com o prefeito Lucas Campos Siqueira o projeto mineral Salitre vai exigir trabalhadores alfabetizados e qualificados. “Isso não deixa de ser um problema, pois a agricultura, hoje a principal atividade da cidade, não exige formação alguma. Mas, esperamos a adesão de muitos alunos nos cursos técnicos e tecnólogos implantados na cidade nos últimos meses. Nossa intenção é trazer outras especializações e currículos superiores.” ONG vai fiscalizar impactos de mina A área de exploração de fosfato no município de Patrocínio concedida à Fosfértil e que deverá começar a funcionar em 24 meses, a contar a partir de janeiro de 2011, não foi divulgada pela empresa. Independentemente do tamanho da mina, a presidente da Organização Não Governamental (Ong) Cer Vivo, Fabiane Sedaio, disse que o impacto ambiental será inevitável. “É um negócio que envolve interesses em diferentes escalas tanto nacionais quanto internacionais. A Cer Vivo vai trabalhar para fazer cumprir todas as cláusulas da lei de compensação ambiental. Não sabemos detalhes desse projeto, mas estaremos envolvidos”, afirmou. Fosfértil Fornecedora de matérias-primas para indústrias de fertilizantes e de insumos para empresas químicas. Investimento em Patrocínio: R$ 2 bilhões Expectativa de retirada da mina: 2 milhões de toneladas por ano de rocha fosfática Previsão para início da exploração: 2013 Estimativa de contratações: Patrocínio População: Economia: Café: |
![]() |
Cresce o medo nas empresas de ser trocado por um robô(0) Valor Econômico – 01 de novembro de 2010 Alicia Clegg Eles não respondem, não ficam doentes e podem trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, sem pausa para descanso – apenas para reparos ocasionais. Mas se entrarem na empresa do jeito errado, as consequências podem ser terríveis. Já vi pessoas sabotando robôs literalmente tirando-os da tomada. Elas temiam pelos seus empregos e os dos amigos, afirma David Bourne, o principal cientista de sistemas do Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University. Embora atos injustificados de destruição sejam raros, a possibilidade disso é um lembrete do que pode acontecer se um quadro de funcionários se sentir ameaçado por uma tecnologia ao ponto de tentar obstruí-la. Mesmo assim, os robôs industriais – máquinas programadas para realizar automaticamente uma variedade de tarefas – tornaram as fábricas de automóveis mais produtivas ao livrarem os funcionários dos trabalhos mais sujos e perigosos, como a soldagem, pintura e manuseio de peças pesadas. Agora, uma nova geração de robôs, capaz de pegar um ovo sem quebrá-lo ou localizar uma lesma em uma folha de verdura, está assumindo tarefas que antes dependiam da destreza manual e visão apurada. Empregados adequadamente, os robôs permitem às empresas criar funções interessantes para colaboradores novos ou já existentes, reduzir custos, aumentar a produção e impedir a transferência de produção para mercados onde a mão de obra é mais barata. A Alemanha, por exemplo, continua investindo mais na formação de engenheiros do que o Reino Unido, ao mesmo tempo em que instala até cinco vezes mais robôs por 10 mil empregados. Entretanto, nada disso serve de consolo se um robô rouba o emprego que paga os salários de um trabalhador. Conforme diz o diretor de uma empresa que está reduzindo seu quadro de funcionários: Quando você tem pessoas que trabalham no chão da fábrica há 30 anos, é difícil levar para casa a mensagem de que as mudanças fazem parte da vida. Resistir à inovação pode prejudicar uma empresa, mas ser o primeiro a adotar uma nova tecnologia também pode causar problemas. O professor David Bourne diz que, ao ficarem de olho no que os pioneiros estão comprando, as empresas podem se manter a par das inovações sem passar por reveses. Com frequência, os sistemas que não funcionam são aqueles adquiridos pelos compradores mais afoitos, que não aguentam esperar, diz. Se um concorrente usar uma tecnologia e gostar dos resultados, você não só pode adotar o mesmo sistema, como também melhorá-lo. Implementar progressivamente o processo de automação pode ajudar nas relações industriais, ao dar tempo para que os trabalhadores sejam realocados ou treinados como supervisores de robôs. Incrementar seus sistemas robóticos permitiu à Ginsters, uma fabricante de alimentos do Reino Unido, mais que dobrar a produção de sua fábrica. O diretor Richard Bain diz que a introdução gradual dos robôs durante um período de expansão permitiu à companhia fazer isso sem precisar demitir funcionários. Mas nem todas as equipes têm tanta sorte. Algumas empresas precisam enfrentar escolhas dolorosas sobre quem será transformado em supervisor de robôs, quem será aproveitado em outras áreas e quem será demitido. Nigel Platt, gerente de vendas e marketing da ABB Robotics para o Reino Unido e a Irlanda, diz que sua companhia vem ajudando os clientes na complicada tarefa de escolher os colaboradores que serão transformados em técnicos de robôs. Ensinar um soldador a cuidar da automação é mais fácil que ensinar um engenheiro de automação a soldar, diz ele. Mas nem todos os soldadores têm vontade ou jeito para aprender robótica, diz. As exigências de treinamento não devem ser subestimadas. Em 2004, a automação nos laticínios Jönköping da Suécia permitiu à Arla Foods processar mais rapidamente e com mais precisão os pedidos. Nos dois primeiros meses, porém, seus operadores de empilhadeiras tentaram encurtar o fluxo de trabalho do sistema, controlado por computador, com suas próprias improvisações, sem perceber que os robôs não operam como pessoas. O resultado foi o caos entre os robôs, seguido de uma onda de reclamações dos clientes, cujos pedidos chegavam atrasados ou organizados de maneira errada. Achávamos que havíamos feito o suficiente para educar nosso pessoal, diz Ola Allvin, gerente técnico. Mas depois vimos que precisávamos fazer muito mais. Allvin diz que se tivesse essa oportunidade novamente, passaria menos tempo na sala de aula e mais no chão da fábrica, ajustando o ritmo dos robôs ao dos seus operadores. Arne Lakeit, diretor de planejamento da montadora Audi, pensa parecido. Sem as informações básicas, diz ele, os planos mais bem elaborados podem fracassar. É preciso desenhar os detalhes do processo usando o conhecimento das pessoas que fazem aquela tarefa. Um poder de decisão maior na elaboração também pode elevar o moral dos trabalhadores que vão operar os robôs. Tendo já vivenciado a falta de confiança provocada pela desintegração de equipes, Ken Young, um professor de automação robótica da Universidade de Warwick, considera a tarefa de voltar a entusiasmar os sobreviventes como alta prioridade. Se o operador estiver determinado que o sistema vai funcionar, ele funcionará, diz ele. E o contrário também é verdadeiro. Na medida em que se tornam mais capazes, alguns robôs começam a ficar mais parecidos com os humanos. Para um robô de dois braços que pode passar de um trabalho de montagem para outro de embalagem, a fabricante de robôs Yaskawa America Motoman Robotics optou por contornos que evocam a forma humana. Queríamos que as pessoas vissem o robô como uma extensão delas mesmas e não como uma máquina inflexível, diz Erik Nieves, diretor de tecnologia. Mas o prêmio para o robô mais parecido com uma pessoa provavelmente vai para o Robonaut 2, um modelo que exibe um tronco, braços e mãos e que podem manipular ferramentas feitas para pessoas. Projetado pela Nasa e pela General Motors (GM), o R2 está programado para decolar no ônibus espacial Discovery, com destino à Estação Espacial Internacional. Quando retornar à Terra, Marty Linn, principal engenheiro de robótica da GM, pretende usar o R2 como uma plataforma de teste de tecnologias robóticas que possam algum dia dispensar trabalhadores de tarefas ergonomicamente difíceis, que podem provocar danos por esforço repetitivo. O professor Bourne prevê que um dia os robôs farão todo o trabalho de manufatura, deixando para as pessoas a área de projetos. Uma meta mais imediata é construir robôs ágeis o suficiente para penetrar no mercado de montagem de produtos como iPhones e BlackBerrys. Por enquanto, o ciclo de vida efêmero dos pequenos aparelhos eletrônicos faz de sua produção uma zona livre de robôs. Se você quisesse construir um robô para fabricar celulares, quando o terminasse, o modelo mais recente do celular já não estaria mais sendo fabricado, diz Bourne. Fabricar um robô à altura dos trabalhadores de uma linha de montagem é um desafio de engenharia. Mas a tarefa administrativa de fazer as pessoas aceitarem os robôs como colegas de trabalho pode ser igualmente desafiadora. (Tradução de Mario Zamarian) |