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Cemitério espanhol vira usina solar Cemitério espanhol vira usina solar(0)

Portal EA

Painéis fotovoltaicos foram instalados sobre os mausoléus

Quando as autoridades de Santa Coloma de Gramenet, Espanha, sugeriram a colocação de painéis solares no cemitério da cidade, a população não foi muito receptiva. Mas depois de três anos de trabalho de sensibilização, o conselho municipal conseguiu aprovar a medida e montou seus painéis sobre os mausoléus.

Com isto, Santa Coloma, que tem 120 mil habitantes, passou a ser a única cidade do mundo a ser abastecida por energia alternativa, utilizando a área de um cemitério. A energia gerada é suficiente para atender cerca de 60 residências. Além de Santa Coloma, apenas o Cemitério de Massachusetts, nos Estados Unidos, contava com energia alternativa. Lá, foi instalada uma turbina eólica mas para abastecer apenas o próprio cemitério.

Painéis solares no telhado contribuem para o resfriamento do edifício Painéis solares no telhado contribuem para o resfriamento do edifício(0)

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Estudo foi realizado por equipe da UC San Diego Jacobs School of Engineering

Os painéis solares, além de gerar energia, têm a propriedade de arrefecer os edifícios. Esta é a conclusão da pesquisa levada a cabo por uma equipe liderada por Jan Kleissl, professor de engenharia ambiental na UC San Diego Jacobs School of Engineering.

No estudo, a ser publicado na próxima edição da revista Solar Energy, Kleissl e sua equipe divulgam o que eles acreditam ser os primeiros resultados de medições dos benefícios fornecidos pelo resfriamento de painéis solares fotovoltaicos. Usando imagens térmicas, os pesquisadores determinaram que, durante o dia, o teto de um prédio foi de cerca de 5 graus centígrados mais frio, sob os painéis solares, que sob um telhado exposto. À noite, os painéis ajudam a manter o calor interno, reduzindo os custos de aquecimento no inverno.

Como os painéis solares brotam, crescentemente, em telhados residenciais e comerciais, torna-se mais importante considerar seu impacto sobre os custos dos edifícios com energia, argumenta Kleissl. Sua equipe apurou que o montante poupado no resfriamento do edifício equivale a um desconto de 5 por cento sobre o custo dos painéis solares , ao longo da sua vida útil. Ou, dito de outra forma, a economia com os custos de resfriamento permite entregar 5 por cento a mais de energia solar à rede.

Os dados para o estudo foram coletados ao longo de três dias, em abril, no telhado do Laboratório de Sistemas Estruturais de Energia da Jacobs School of Engineering, com uma câmera térmica de infravermelho. O edifício está equipado com painéis solares inclinados em relação ao telhado e painéis solares alinhados a este. Algumas partes do telhado não são cobertas por painéis.

Os painéis agem como sombreamento do telhado, disse Anthony Dominguez, estudante de graduação líder no projeto. Ao invés do sol batendo no telhado, o que provoca calor a ser absorvido pelo edifício, os painéis fotovoltaicos rebatem o calor solar. Por outro lado, grande parte do calor é removido pelo vento que passa entre os painéis e o teto. Os benefícios são maiores se houver um espaço aberto, onde o ar possa circular entre o edifício e o painel solar, por isso os painéis inclinados para fornecer mais arrefecimento. Além disso, quanto mais eficientes os painéis solares, maior o efeito de resfriamento, afirma Kleissl. Para a construção estudada, os painéis reduziram a quantidade de calor absorvida pelo teto em cerca de 38 por cento. Embora as medições tenham ocorrido durante um período limitado de tempo, Kleissl está confiante que sua equipe desenvolveu um modelo que lhes permite extrapolar suas conclusões para prever os efeitos de arrefecimento ao longo do ano.

Por exemplo, no inverno os painéis manteriam o aquecimento solar do edifício. Mas à noite, eles também mantêm o calor acumulado no interior. Para uma região como a de San Diego, os dois efeitos se anulam mutuamente, de acordo com Kleissl.

A idéia para o estudo surgiu quando Kleissl, Dominguez e um grupo de estudantes de graduação estavam se preparando para uma conferência. Os estudantes decidiram fotografar o telhado com uma câmera de infravermelho térmica. Os dados confirmaram a suspeita da equipe que os painéis solares auxiliavam o resfriamento do telhado do prédio.

“Existem formas mais eficientes para edifícios resfriados passivamente, tais como membranas reflexivas”, diz Kleissl. “Mas, se você está considerando a instalação solar fotovoltaica, dependendo das propriedades térmicas do telhado, você pode esperar uma grande redução na quantidade de energia usada para arrefecer edifícios residenciais ou comerciais.”

Com financiamento adicional, a equipe afirma que poderá desenvolver uma forma de cálculo que possa ser usada para prever o efeito de resfriamento sobre cada telhado em áreas climáticas específicas. Para aumentar ainda mais a precisão dos seus modelos, os pesquisadores também poderiam comparar dois edifícios idênticos no mesmo bairro, um com painéis solares e o outro sem.O estudo foi financiado por um programa de pesquisas para estudantes de graduação da NASA.

 

Pesquisa viabiliza painéis solares maiores e mais baratos Pesquisa viabiliza painéis solares maiores e mais baratos(0)

Folha de S. Paulo

Cientistas australianos criaram células fotoelétricas tão pequenas que podem ser misturadas em tinta e usadas na construção de painéis solares coloridos a um custo mais acessível e em um tamanho maior que o tradicional, informou nesta quinta-feira a emissora de televisão ABC.

O pesquisador Brandon McDonald, da Universidade de Melbourne, com a ajuda da CSIRO (sigla em inglês de Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália), explicou que a mistura “pode ser aplicada em uma superfície como vidro, plástico e metais” e dessa forma “se integra ao edifício”.

“Agora é possível imaginar janelas solares ou sua integração dentro de materiais do telhado”, apontou o cientista.

Este sistema necessita só de 1% dos materiais que são utilizados normalmente na fabricação dos painéis solares tradicionais.

McDonald indicou que atualmente a energia solar é mais cara que a produzida com combustíveis fósseis, mas que com esta descoberta poderá impulsionar uma tecnologia “mais competitiva no nível de custos”.

O cientista espera que os novos painéis custem um terço a menos que os atuais e que a invenção esteja no mercado nos próximos cinco anos.

A descoberta faz parte dos esforços da comunidade científica para reduzir os custos e o tamanho dos painéis solares e para buscar alternativas de produção de energia.

Google será parceiro em fundo de US$ 280 mi para energia solar Google será parceiro em fundo de US$ 280 mi para energia solar(0)

Folha de S. Paulo

O Google e a companhia SolarCity formaram uma parceria para criar um novo fundo de US$ 280 milhões voltado a projetos de energia solar em residências, o maior do tipo nos Estados Unidos.

O valor representa o maior investimento do Google nesse segmento, informou a companhia nesta terça-feira (14). No total, o Google já investiu US$ 680 milhões em tecnologias para energia limpa.

Consumidores nos EUA que quiserem ter painéis solares instalados em casa, mas não desejam fazer um grande investimento adiantado, poderão utilizar financiamento do fundo. A SolarCity tem mais de 15 mil projetos solares e financia cerca de 80% dos sistemas de seus clientes.

A SolarCity tem 15 fundos com sete parceiros diferentes, totalizando US$ 1,28 bilhão de financiamento a projetos.

“Estamos animados em fazer nosso primeiro investimento no mercado de energia solar residencial”, disse o diretor de negócios sustentáveis do Google, Rick Needham.

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