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Curso de Especialização em Planejamento e Gestão Ambiental(0) Inscrições: 13 a 29 de junho de 2011 Local: Secretaria da Escola de Engenharia Civil/UFG, Bloco E Público-alvo: Portadores de diploma de curso superior que atuem na área de planejamento e gestão ambiental, tais como engenheiros, arquitetos, economistas, geógrafos, advogados, biólogos, químicos e demais profissionais. Vagas: 45 Carga horária: 360 horas Duração: De 30/07/2011 a 29/01/2013 Horário: Aos sábados, das 8 horas às 18 horas, e excepcionalmente às sextas-feiras das 18 horas às 22 horas, em ocasião da vinda de professores externos Investimento: 15x R$ 450,00 Seleção: Análise curricular e entrevista Contato: (62) 3209-6276 / 8534-5764, falar com Mário Rosa, ou pelo email epga.ufg@gmail.com. Mais informações aqui. |
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Um mundo de boas intenções. Pena: sempre fica só na intenção(0) Federação Nacional dos Engenheiros O que é uma sacolinha plástica, uma só, jogada na rua? O que é uma bituca de cigarro, uma só, atirada ao chão? O que pode sujar o mundo? Algumas cascas de laranja atiradas pela janela do carro em movimento? Quando as pessoas praticam atos como esses, não se dão conta da enormidade do que fazem. Não é uma sacolinha, não é uma bituca, não são algumas cascas de laranja uma só já é sujeira suficiente, milhões são uma catástrofe. Em uma cidade, melhor, em uma região metropolitana como São Paulo, 20 milhões de habitantes, quarta maior aglomeração humana do mundo, é só fazer as multiplicações devidas e logo vai se notar que não dá para conviver com descuidos em relação ao meio ambiente. Qualquer lixo é uma montanha, qualquer agressão é desmedida. É como destruir a própria casa. Veja o caso das sacolinhas plásticas, que frequentaram o noticiário recente graças ao acordo entre o governo do Estado e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Só as lojas filiadas à Apas utilizam cerca de 2,5 bilhões de sacolas, feitas à base de petróleo. São 2,5 bilhões! Muitas são usadas para acondicionar lixo, muitas são deixadas nas ruas e várias vezes a chuva vem e leva as sacolas para os bueiros. Entopem as galerias de água e provocam enchentes. Vivemos cercados de rejeitos. Além das sacolas plásticas, existe ainda o lixo doméstico: por falta de programas de reciclagem eficientes amontoa-se em aterros sanitários que se esgotam rapidamente. Durante anos, o Brasil enterrou seu lixo em aterros sanitários, que se esgotaram. Encontrar novos locais, onde se possa dispor o lixo a custos razoáveis, é difícil. A solução seria o aumento da reciclagem, mas isso constitui apenas um problema adicional. Para gerenciar o caso, em 2010, o governo federal promulgou a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010), que inova quanto às responsabilidades dos geradores de resíduos e do Poder Público. Mas o problema ainda não foi resolvido. A fumaça mortal Só em São Paulo, fábricas variadas e mais de sete milhões de veículos despejam 88,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, de acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. As emissões de veículos subiram 68,2% entre 1990 e 2008. Estudo da Secretaria Estadual de Energia indica que as emissões de CO2 crescerão pelo menos 55% de 2005 a 2020. E, até 2035, elas devem mais que dobrar. Para evitar esse cenário, Bruno Covas, secretário estadual do Meio Ambiente, diz que é necessário investir em transporte público, como metrô e trem, e em hidrovias: “As áreas de transporte e energia são prioritárias”. As prioridades, porém, não se materializam. Até a implementação de um diesel mais limpo não anda. Em 2002, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou a resolução 315, que obriga o uso do diesel S-50 (50 partes por milhão, ppm, de enxofre). Primeiro, houve dúvidas sobre se a determinação era para todos os veículos ou só para os novos. Em 2008, ficou certo que valia para todos os veículos pesados a partir de 2009. A Petrobras alegou que não havia tempo hábil para aumentar a produção. Agora, que a medida está para entrar em vigor, sabe-se que os postos não investiram em tanques separados e não podem ser punidos porque sua adesão ao programa é voluntária. Mas ainda falta muito para que os transportes no Brasil deixem de ser também um problema ambiental. O País desfez-se de uma malha ferroviária (urbana, inclusive), de tração elétrica, que não polui, ao longo de décadas. Chegou a ter 34.207 km de ferrovias, porém crises econômicas e falta de investimentos em modernização além de um pendor acentuado pelos veículos de motor a explosão fizeram a malha encolher para 29.706 km, segundo a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Dos 44 sistemas de bondes elétricos no País, que existiram a partir de 1892, com o sistema pioneiro do Rio de Janeiro, hoje não resta quase nada: como linha comercial, só a de Santa Tereza, no Rio; as outras duas que ainda funcionam, Santos e Campinas, são turísticas. Vegetação e água em falta Este ano é o Ano Internacional da Floresta, tema do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). O programa da ONU prevê uma série de atividade que culminarão na Conferência Global sobre as Florestas (Act Now – Forests for the Future Generations, ou Aja Agora – Florestas para as Futuras Gerações), em setembro, na Finlândia. O Brasil ocupa posição de destaque no mundo, nesse particular. Abriga 478 milhões de hecatres de florestas, ou 12% de toda a cobertura florestal do Planeta. Abriga de 15% a 20% de toda a biodiversidade e 16% da água doce superficial do mundo. O Brasil tem defendido que o incremento da cooperação internacional em matéria de meio ambiente constitui o único caminho para atingir os objetivos acordados no plano global de promoção do desenvolvimento sustentável. A poluição das águas não preocupa menos. Dos ínfimos 2,5% de água doce que existem no mundo, apenas 0,4% estão efetivamente disponíveis em rios, lagos e aquíferos subterrâneos. São 1,39 bilhão de quilômetros cúbicos de água, que com o desmatamento, a poluição e as alterações climáticas pode ser reduzido a um terço nos próximos anos. As medidas contra o fim da água são poucas e pontuais. Há normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para reduzir a vazão de equipamentos sanitários, por exemplo, que não são respeitadas. Em 2004, os moradores de São Paulo tiveram um desconto nas contas de água se atingissem metas de redução por conta de uma seca. Mas bastou os reservatórios encherem novamente e as campanhas foram rapidamente abandonadas. A concessionária Sabesp, que atende a maior parte dos municípios paulistas, por exemplo, desenvolve atualmente um projeto de R$ 100 milhões para trocar dutos antigos, cuja deterioração provoca vazamentos e perdas de água estimadas em 34% do total produzido. Um terço de toda a água de São Paulo, simplesmente desperdiçada, é muito mesmo. 5 de junho, data para lembrar sempre Foi em 1972. A Assembleia Geral das Nações Unidas abriu sua Conferência sobre Ambiente Humano em Estocolmo, na Suécia, preocupada com a evolução das várias poluições do solo, do ar, da água em todo o mundo. A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais. A pauta principal abordava a degradação que o ser humano tem causado ao meio ambiente e os riscos para a sobrevivência da humanidade. Segundo a pauta, a diversidade biológica deveria ser preservada acima de tudo. A data foi a do início da conferência (5 a 16 de junho), que pretendia dar mais visibilidade ao problema ambiental. Então, as proporções não eram alarmantes, mas já chamavam a atenção e revelavam perigos em potencial. Em seguida à conferência, a ONU criou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A primeira conferência teve seu principal desdobrado duas décadas depois, na Eco 92, também conhecida como Rio 92, nova reunião mundial para discutir os problemas ambientais, no Rio de Janeiro. A partir de 1972, todos os anos são eleitos um país sede e um tema para nortear as campanhas e as atividades. Este ano, é a vez da Índia, uma das economias que mais investe em crescimento verde. E o tema são as florestas. A Índia é um país habitado por 1,2 bilhão de pessoas. Boa parte exerce forte pressão sobre as florestas. Isso ocorre principalmente nas áreas densamente povoadas, onde as pessoas cultivam nas margens das florestas e onde as áreas de pastagem contribuem para a desertificação. Para evitar o desmatamento, a Índia introduziu projetos de monitoramento de plantas, animais, água e de outros recursos naturais. Um programa de arborização está melhorando o manejo florestal. E o país estabeleceu boas soluções como um sistema de plantio de árvores. A Índia está desenvolvendo um dos maiores projetos de energia verde no mundo, que vai gerar cerca de 20 mil megawatts a partir da energia solar e 3.000 megawatts a partir de usinas eólicas. A primeira fase do projeto de US$ 50 bilhões terá início no próximo ano. Segundo o Dr. T. Chatterjee, Secretário de Meio Ambiente e Florestas da Índia, “oferecer-se para sediar o Dia Mundial do Ambiente é outra demonstração do seu forte comprometimento em trabalhar com a comunidade mundial para o desenvolvimento sustentável”. A comemoração do dia 5 de junho na Índia faz parte dos milhares de eventos que ocorrem ao redor do mundo. O Dia Mundial do Ambiente 2011 enfatiza a maneira que as ações individuais podem ter um impacto exponencial, com uma variedade de atividades que vão desde o plantio de árvores a mutirões de limpeza e campanhas verdes nacionais. |