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Programa qualifica profissionais para óleo e gás Programa qualifica profissionais para óleo e gás(0)

Valor Econômico

O fortalecimento do mercado, as descobertas do pré-sal e o audacioso plano de investimentos da Petrobras para os próximos anos evidenciam um dos principais gargalos do setor de petróleo e gás natural no Brasil: a escassez de mão de obra especializada. Estima-se que apenas as quatro grandes refinarias da estatal em fase inicial de construção – Abreu e Lima (PE), Premium 1 (MA), Premium 2 (CE) e Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) – deverão gerar cerca de 100 mil empregos diretos. Faltam principalmente engenheiros e técnicos.

Para evitar atrasos nos projetos, o governo federal lançou, em 2003, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que vem capacitando milhares de trabalhadores por meio de cursos gratuitos de nível básico, médio, técnico e superior, distribuídos por 175 categorias profissionais ligadas ao setor.

Até 2010, o programa treinou 78 mil profissionais, segundo o coordenador do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida. A Petrobras investiu nessa capacitação R$ 228 milhões. Os gastos tiveram a aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). “A meta é, até 2015, investir mais R$ 557 milhões na qualificação de um novo contingente de 212 mil pessoas em categorias diferenciadas”, diz Almeida.

Para Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e ex-assessor da ANP, os programas de treinamento e desenvolvimento profissional são as únicas alternativas para suprir, no médio prazo, a demanda de pessoal. “As empresas estão recorrendo a técnicos e especialistas estrangeiros, em caráter emergencial. O Brasil é a bola da vez, quase todo o mundo está olhando para cá em busca de oportunidades. Com a crise nos principais países produtores, sobra mão de obra qualificada no mundo”, afirma Pires.

Além do Prominp, ele cita o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, da Petrobras (Cenpes), instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que atende às demandas tecnológicas que impulsionam os projetos da empresa. Estão envolvidas no Prominp cerca de 80 instituições de ensino, em 17 Estados. Além dos cursos gratuitos, são oferecidas bolsas-auxílio mensais para os alunos desempregados, que variam entre R$ 300 e R$ 900, dependendo do nível de escolaridade. Em levantamento feito junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, identificou-se que 81% dos profissionais qualificados encontram-se empregados no mercado de trabalho formal.

Foi criado ainda um banco de currículos on-line no portal de qualificação do programa (www.prominp.com.br). O banco contém currículos dos alunos e ex-alunos. Para acessá-lo, as empresas precisam se cadastrar no site.

De acordo com a Petrobras, outro indicador da importância do Prominp está na evolução da participação da indústria brasileira nos projetos. Ela aumentou de 57% em 2003 para 74% em 2010, o que representa um adicional de US$ 25,1 bilhões de bens e serviços contratados no mercado nacional e a geração adicional de 995 mil postos de trabalho.

O processo de seleção do Prominp é executado pela Fundação Cesgranrio. O candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. Existe a possibilidade de isenção da taxa de inscrição para candidatos com Número de Identificação Social (NIS) e que declararem não possuir recursos financeiros para pagamento do valor.

Recentemente, o Prominp apresentou ainda o Programa Progredir, desenvolvido em parceria com os seis maiores bancos de varejo do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, HSBC e Santander). Ele prevê a liberação de crédito com base em contatos fechados com a Petrobras. O valor emprestado poderá ser de até 50% do valor de um contrato futuro de prestação de serviços ou fornecimento de equipamento, já acordado com a Petrobras. O mesmo percentual poderá ser utilizado pela subcontratada da antecedente e assim sucessivamente, beneficiando a cadeia produtiva em vários níveis. A expectativa é atingir 250 mil empresas.

Acordo forma mão de obra para o petróleo Acordo forma mão de obra para o petróleo(0)

A Gazeta – ES

Pesquisa, desenvolvimento, educação e treinamento. Esse é o foco das ações que serão desenvolvidas pelo Centro de Negócios e Inovação Brasil-Noruega, lançado no domingo, 21, em Vitória. O centro, segundo o governador Paulo Hartung, vai contribuir para tornar o Espírito Santo fornecedor de mão de obra para o Brasil na área de petróleo e gás.

Participarão do centro as empresas que exploram os campos de petróleo e gás no Espírito Santo, as empresas fornecedoras para a indústria petrolífera, as instituições de ensino e as agências de fomento. A expectativa é de que as primeiras ações comecem a ser desenvolvidas no início do próximo ano.

A parceria com a Noruega, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento, Márcio Félix, será focada na área de engenharia submarina. “Queremos colocar qualidade na mão de obra e melhorar a qualidade de vida. O centro será voltado para instituições e pessoas no Estado para possibilitar que os capixabas se tornem objeto de desejo para o mundo inteiro”, destacou.

O primeiro passo concreto para a criação do centro foi dado, na tarde de ontem, com a assinatura do memorando de entendimento entre o governo do Estado e o Centro Norueguês de Especialização Subsea (Norwegian Centre of Expertise Subsea – NCE Subsea). Assinaram o documento o governador Paulo Hartung e o gerente do NCE Subsea, Trond Olsen.

O NCE Subsea, que reúne mais de 80 empresas, é uma iniciativa da indústria submarina na área de Bergen para o reforço e internacionalização dos negócios. As articulações para concretização da parceria da Noruega com o Espírito Santo foram ainda no primeiro mandato de Hartung, quando ele visitou o país, e foram finalizadas, na última semana, quando uma delegação do Estado retornou à Noruega.

Emprego certo e chance de carreira internacional atraem jovens para Engenharia do Petróleo Emprego certo e chance de carreira internacional atraem jovens para Engenharia do Petróleo(0)

O Globo

Leonardo Cazes leonardo.cazes@oglobo.com.br

Dez em dez estudantes de Engenharia do Petróleo optaram pelo curso por um motivo: a facilidade de conseguir o primeiro emprego. Em tempos de présal, as oportunidades são muitas, mas é preciso pensar que, antes do emprego, vem muita matemática, física e química.

O coordenador do curso da Universidade Estácio de Sá, Osvaldo Queiroga, afirma que a área é a que mais demanda profissionais qualificados. Por isso, as universidades com graduação na área estão investindo bastante em tecnologia. A Estácio, por exemplo, montou, este ano, salas 3D para mostrar aos alunos os reservatórios de petróleo no fundo do mar.

- De uma turma de 50 alunos que se formará no fim do ano, todos estão empregados.

Muito difícil um profissional de nível superior não conseguir colocação profissional. Estamos atravessando um contexto especial, com advento das atividades do pré-sal e o aquecimento da indústria petrolífera no mundo.

Jéssica Flores, aluna do 4operíodo, optou pela carreira devido a influência familiar e pelo horizonte positivo.

- Venho de uma família de engenheiros, e isso pesou, mas também vi que as perspectivas de mercado de trabalho.

Eu estagio desde o início da faculdade – diz Jéssica.

Além das matérias exatas, Queiroga destaca que o inglês é cada vez mais exigido tanto de estudantes quanto de profissionais formados, já que o setor é bastante globalizado.

Luísa Assuilo é um exemplo dessa internacionalização. Ela saiu de Angola para estudar no Brasil e pretende retornar ao seu país, rico em petróleo.

- É mais vantajoso ter um diploma daqui, mas quero voltar para lá, há muitas empresas estrangeiras na África.

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