A agricultura é um dos pilares estruturantes de qualquer nação que se pretenda soberana, justa e sustentável. Neste 20 de março, Dia Mundial da Agricultura, é fundamental reafirmar o papel estratégico do conhecimento técnico e científico das engenharias — especialmente a Agronômica, a Agrícola e a Ambiental — na construção de um modelo produtivo que atenda, de forma equilibrada, às demandas da sociedade, da economia e do meio ambiente.
A engenharia está no centro das soluções para os desafios contemporâneos do campo: manejo sustentável do solo, uso eficiente da água, inovação tecnológica, mitigação dos impactos climáticos e aumento da produtividade com responsabilidade. Mais do que produzir em escala, trata-se de produzir com inteligência, equidade e respeito à vida.
Nesse contexto, é essencial reconhecer a riqueza dos pequenos agricultores e agricultoras, que carregam consigo o saber acumulado de gerações. A agricultura familiar não é apenas uma forma de produção — é um patrimônio cultural, social e econômico. São essas famílias que, historicamente, garantem a diversidade alimentar e abastecem o mercado interno, colocando comida de verdade na mesa da população brasileira.
Ao mesmo tempo, é preciso construir um debate equilibrado sobre o papel do agronegócio. Sem radicalizações, cabe reconhecer sua relevância econômica, mas também afirmar, com clareza, que a segurança alimentar do país se sustenta, em grande medida, na força da agricultura familiar. Valorizar esse segmento é investir diretamente na redução das desigualdades, na geração de renda no campo e na promoção de sistemas produtivos mais resilientes.
A pandemia de COVID-19 evidenciou fragilidades importantes na estrutura de abastecimento. Os galpões de armazenamento, as redes de distribuição e os estoques reguladores voltaram ao centro do debate público, revelando a importância de políticas estruturantes para garantir o acesso a alimentos em momentos de crise. Essa experiência recente reforça a necessidade de repensar e fortalecer instituições públicas estratégicas, como a Embrapa, a Conab e o Incra, que desempenham papel fundamental no planejamento, controle, qualidade e eficiência da produção agrícola brasileira.
Investir nessas estruturas é também investir em ciência, tecnologia e inovação, pilares indispensáveis para uma agricultura moderna e sustentável. É por meio da atuação integrada dessas instituições com os profissionais das engenharias que se torna possível avançar em práticas produtivas que conciliem desenvolvimento econômico com preservação ambiental.
agricultura brasileira passa, necessariamente, pela valorização do conhecimento técnico aliado ao saber popular, pela integração entre diferentes modelos produtivos e pelo fortalecimento do papel do Estado como indutor de políticas públicas eficientes e inclusivas.
Neste Dia Mundial da Agricultura, o SENGE-GO reafirma seu compromisso com uma engenharia comprometida com a vida, com a justiça social e com o desenvolvimento sustentável — uma engenharia que compreende que produzir alimentos é, antes de tudo, garantir dignidade para toda a sociedade.
O futuro da