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90 anos do salário mínimo: uma conquista da luta coletiva que segue atual  

06/05/2026

 

     O salário mínimo completa 90 anos no Brasil reafirmando seu papel como uma das mais importantes conquistas sociais da classe trabalhadora. Longe de ser uma concessão espontânea, sua criação e evolução estão diretamente ligadas à organização coletiva, às lutas sindicais e à pressão social por melhores condições de vida e trabalho.

      A previsão do salário mínimo surge ainda na Constituição de 1934 e ganha forma concreta a partir da legislação dos anos 1930 e 1940, quando se estabelece o princípio de que todo trabalhador deve receber uma remuneração capaz de garantir suas necessidades básicas — alimentação, moradia, vestuário, higiene e transporte. Trata-se de um marco civilizatório que moldou as relações de trabalho no país.

      Ao longo das décadas, o salário mínimo passou por períodos de valorização e de forte desvalorização, especialmente em contextos de crise econômica e alta inflação. No entanto, nas últimas décadas, sobretudo após o Plano Real, houve recuperação de seu poder de compra, com impactos positivos na redução das desigualdades e no fortalecimento do mercado interno.

      Ainda assim, estudos do DIEESE demonstram que o valor atual segue distante do necessário para assegurar uma vida digna às famílias brasileiras. Esse dado revela uma realidade que permanece desafiadora: o trabalho segue sendo o motor da economia, mas a riqueza produzida ainda não é distribuída de forma justa.

      Neste contexto, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás — SENGE-GO destaca que conquistas como o salário mínimo só foram possíveis graças à organização dos trabalhadores e trabalhadoras. Direitos não são dados — são conquistados e defendidos cotidianamente. 

      A engenharia brasileira, como parte fundamental do desenvolvimento nacional, saúda essa trajetória de luta e reafirma seu compromisso com a valorização do trabalho. Para a categoria, esse debate também dialoga diretamente com a defesa do Salário Mínimo Profissional (SMP), previsto em lei e essencial para garantir condições dignas, valorização técnica e qualidade nos serviços prestados à sociedade.

       Valorizar o SMP é fortalecer a engenharia, assegurar responsabilidade técnica, proteger a sociedade e contribuir para um projeto de desenvolvimento mais justo e equilibrado.

       Os 90 anos do salário mínimo nos lembram que nenhum avanço social acontece sem mobilização. E que o futuro das conquistas trabalhistas depende, mais uma vez, da capacidade de organização coletiva. 

      O SENGE-GO reforça: é pela luta que se garantem direitos — e é pela unidade que avançamos.

     O salário mínimo completa 90 anos no Brasil como uma das maiores conquistas da luta da classe trabalhadora.

     Não foi conquista fácil — nasceu da organização coletiva, da pressão social e da luta por dignidade. E segue atual: estudos do DIEESE mostram que ainda estamos longe de um valor que garanta vida digna para todos.

      A engenharia brasileira saúda essa história de luta e reforça: a valorização do trabalho também passa pelo respeito ao Salário Mínimo Profissional (SMP), essencial para garantir dignidade, qualidade técnica e desenvolvimento para o país.

     Em ano eleitoral, essa pauta precisa ganhar força!

      Direitos se conquistam com luta.

       Engenheiras e engenheiros, vamos juntos fortalecer essa mobilização!

 

 

 

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