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Engenharia, saúde mental e relações de trabalho: um debate urgente para 2026.

06/02/2026

O mundo do trabalho passa por transformações profundas, com impactos diretos para os profissionais da engenharia. Conforme destaca análise recente divulgada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), temas como saúde mental no trabalho, pejotização, mudanças na jornada — incluindo o debate sobre o fim da escala 6x1 — e novas interpretações jurídicas sobre negociação coletiva devem marcar o cenário trabalhista brasileiro nos próximos anos.

Os dados reforçam a dimensão do problema. Segundo informações compiladas pelo Ministério Público do Trabalho e pela OIT, os afastamentos por transtornos mentais cresceram 134% no Brasil na última década, enquanto o país registrou milhões de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, com impacto significativo na Previdência e na produtividade econômica.

Em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por questões de saúde mental, com destaque para ansiedade e depressão — um recorde histórico recente.

Além disso, estudos sobre organização do trabalho indicam que jornadas extensas, como a escala 6x1, estão associadas à piora da saúde física, mental e da vida social dos trabalhadores, sendo apontadas como fator relevante de desgaste ocupacional.

Outro eixo central do debate é a pejotização — forma crescente de contratação que pode reduzir custos empresariais, mas também levanta preocupações quanto à proteção previdenciária, segurança do trabalho e estabilidade profissional. Especialistas indicam que decisões judiciais e possíveis mudanças legislativas devem redefinir esse campo nos próximos anos.

 

Impactos específicos para a engenharia

No setor de engenharia, essas questões se manifestam de forma intensa. A ampliação da terceirização, vínculos precários, pressão por produtividade e responsabilização técnica crescente convivem com a necessidade de inovação e qualidade nos serviços prestados à sociedade.

Esse cenário reforça que:

  • Condições adequadas de trabalho são fundamentais para a segurança de obras, infraestrutura e sistemas tecnológicos;
  • A saúde mental dos profissionais influencia diretamente produtividade, inovação e qualidade técnica;
  • A valorização da negociação coletiva permanece estratégica para equilibrar competitividade econômica e proteção social.

 

Papel das entidades da engenharia

Diante dessas mudanças, o acompanhamento ativo das entidades representativas torna-se essencial. O SENGE-GO, em articulação com a FNE e demais organizações da engenharia nacional, reafirma a defesa de:

  • Condições dignas de trabalho e valorização profissional;
  • Regulação adequada das novas formas de contratação;
  • Políticas efetivas de saúde e segurança no trabalho;
  • Desenvolvimento tecnológico comprometido com responsabilidade social.

 

Leia a análise completa da FNE:

Entre a saúde mental, a pejotização e o fim da escala 6x1

https://www.fne.org.br/index.php/todas-as-noticias/7557-entre-a-saude-mental-a-pejotizacao-e-o-fim-da-escala-6x1

 

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