A valorização dos profissionais da engenharia no Brasil não é apenas uma pauta corporativa — é uma questão estratégica para o desenvolvimento nacional. Ainda assim, a realidade enfrentada por milhares de engenheiros e engenheiras é marcada pela desvalorização, precarização dos vínculos de trabalho e descumprimento sistemático da legislação.
O principal marco legal dessa luta é a Lei nº 4.950-A/1966, que estabelece o salário mínimo profissional para engenheiros, arquitetos, agrônomos e outras categorias técnicas. A legislação determina que o piso deve ser proporcional à jornada, podendo chegar a 8,5 salários mínimos para jornadas de 8 horas diárias
Mais do que uma referência, trata-se de um direito legal. Conforme a própria lei estabelece, o salário mínimo profissional é a remuneração mínima obrigatória, independentemente da fonte pagadora.
A realidade: descumprimento da lei e precarização
Apesar da clareza da legislação, o que se observa no mercado é um cenário preocupante:
Especialistas em direito do trabalho destacam que o problema muitas vezes começa já na formalização contratual, quando o profissional é enquadrado de forma inadequada para evitar o pagamento do piso.
Essa realidade não apenas prejudica os profissionais, mas compromete a qualidade técnica dos serviços prestados à sociedade — impactando diretamente áreas como infraestrutura, segurança de obras e planejamento urbano.
A importância do piso salarial: mais que salário, é proteção social
A literatura técnica e institucional da engenharia é clara ao apontar que o piso salarial cumpre funções essenciais
Artigos produzidos por entidades como sindicatos e institutos de engenharia reforçam que a tentativa de flexibilizar ou extinguir o piso está associada a discursos de desregulamentação que, historicamente, resultam em perda de direitos e piora das condições de trabalho.
SENGE-GO: uma atuação permanente em defesa da engenharia
Diante desse cenário, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás (SENGE-GO) reafirma: a luta pela valorização profissional é permanente e inegociável.
O sindicato atua diariamente em diversas frentes:
Mais do que representar a categoria, o SENGE-GO cumpre um papel essencial na defesa da sociedade, ao lutar por condições dignas de trabalho para quem projeta, executa e fiscaliza obras e sistemas fundamentais para o desenvolvimento.
Valorização profissional é compromisso coletivo
A valorização da engenharia não depende apenas da existência de leis — depende de organização, mobilização e atuação institucional.
Por isso, o SENGE-GO reforça:
Fortalecer o sindicato é fortalecer a profissão.
Referencias:
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