Em assembleia, engenheiras e engenheiros da Equatorial aprovam contraproposta construída após oito rodadas de negociação.
Em Assembleia Geral com a categoria das engenharias da Equatorial Goiás, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás — SENGE-GO apresentou a contraproposta construída ao longo de oito rodadas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho. Após avaliação dos termos negociados, a categoria aprovou a proposta por unanimidade, reconhecendo os avanços obtidos e reafirmando a importância da mobilização coletiva na defesa dos direitos, da valorização profissional e do respeito ao corpo técnico da empresa.
SENGE-GO destaca que os avanços conquistados são fruto da organização, da resistência e da luta da categoria das engenharias
O SENGE-GO destaca que nenhum avanço veio por concessão espontânea. Cada ponto conquistado é resultado direto da luta de uma categoria aguerrida, comprometida e, muitas vezes, esquecida ou desconsiderada nas movimentações gerais da empresa e outras entidades. São profissionais das engenharias que projetam, acompanham, fiscalizam, fazem acontecer e assumem diariamente a responsabilidade técnica e operacional que sustenta a qualidade dos serviços e contribui para colocar a Equatorial entre os grupos mais relevantes do setor elétrico no país.
Respeito anda junto com reconhecimento. E reconhecimento se demonstra também nas condições de trabalho, na valorização salarial, na preservação de direitos e na disposição real de negociar com quem carrega, na prática, responsabilidades fundamentais para o funcionamento da empresa.
Embora a negociação não tenha alcançado tudo aquilo que a categoria reivindicava, houve ganhos importantes. Para 2026, a categoria das engenharias garantiu reajuste salarial de 100% do INPC, como também de reajuste em 2027. Também serão reajustados pelo INPC o auxílio-alimentação, o auxílio natalino, o auxílio educacional, o auxílio mais educação, o auxílio-creche e pré-escola, além do auxílio destinado aos pais de filhos portadores de necessidades especiais.
Outro ponto relevante foi a cláusula de transição, na qual a categoria garantiu reajuste no auxílio-educação e a ampliação da idade limite para até 16 anos, 11 meses e 29 dias. Além disso, foram mantidas conquistas anteriores, o que representa um elemento importante de proteção dos direitos já assegurados pela luta coletiva.
Com a aprovação unânime em assembleia, o SENGE-GO seguirá agora com os trâmites legais necessários para garantir a formalização do acordo e buscar que os efeitos econômicos já sejam aplicados no pagamento de junho, com retroatividade a maio.
Para a direção do Sindicato, o resultado reafirma uma verdade fundamental: quando a categoria participa, acompanha, pressiona e confia na sua entidade representativa, a negociação avança. O papel do sindicato é exatamente esse: organizar a força coletiva, dar voz às demandas dos profissionais e enfrentar, com responsabilidade e firmeza, as tentativas de reduzir direitos ou invisibilizar a importância estratégica da engenharia.
A categoria das engenharias da Equatorial mostra, mais uma vez, seu compromisso com a qualidade, a competência técnica e o desenvolvimento da empresa. Mas esse compromisso não pode ser confundido com silêncio diante da desvalorização. O SENGE-GO não arredará o pé das lutas que ainda precisam ser feitas para garantir o pleno reconhecimento do importante corpo técnico que a empresa possui.
A aprovação da contraproposta encerra uma etapa, mas não encerra a luta. O Sindicato seguirá vigilante, atuante e ao lado da categoria, porque valorização profissional não é favor: é direito de quem assume responsabilidade, entrega resultado e sustenta, com conhecimento técnico, o funcionamento de um serviço essencial à sociedade.
SENGE-GO — engenharia presente, sindicato forte, categoria valorizada.